sábado, 11 de junho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 5 - Joseense

Em São José dos Campos, a maioria das pessoas conhece apenas o São José, vice-campeão paulista de 1989, numa das decisões mais safadas da história (na qual o clube foi impedido de jogar a final contra o São Paulo no Martins Pereira, mesmo o estádio tendo a capacidade permitida). Seja como for, a cidade sempre gostou de futebol, e em 1998, o Clube Atlético Joseense foi criado, para servir como alternativa para as cidade, além de desenvolver o esporte na cidade. O foco era (e ainda é) na formação de atletas, sendo que o clube se profissionalizou em 2001.

De 2001 pra cá, o clube que já teve o nome de Atlético Paulista conseguiu alguns sucessos, como o acesso da Série B3 para a B2 (equivalentes a 5ª e 6ª Divisões), que já não existem mais devido a reformulação do futebol paulista. Comemorando 10 anos de profissionalismo, o clube espera fazer uma campanha melhor do que a do ano passado, quando foram eliminados na 1ª fase, quando conseguiram 2 vitórias, 1 empate e 11 derrotas.

A base para esse ano será composta pelos jogadores que atingiram a 2ª fase do Paulista sub-20 da 2ª Divisão, inclusive o técnico, Rafael Guanes, além de atletas mais experientes. A diretoria do Joseense afirmou que fará todo o possível para manter as contas em dia, e com essa credibilidade, espera atrair além de atletas, parcerias que possam ajudar o clube a conseguir mais recursos.

Mas o que se vê até aqui não passa nenhum otimismo. O clube é o lanterna do Grupo 5, tendo conquistado apenas 1 vitória e 1 empate. Já são 4 derrotas, com direito a um acachapante 4 x 0 contra o Suzano, em São José dos Campos. Talvez isso explique o baixíssimo público que o clube conseguiu levar pro estádio; em 3 jogos em casa, o Joseense foi visto por um total de 82 pessoas, uma média de 27 por jogo. A classificação ainda é possível, pois o clube está a 6 pontos do 4º colocado, o Suzano, e ainda faltam 7 partidas. Será difícil, muito difícil, mas não é impossível.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ação Popular




Partindo da linha do FC United of Manchester, agora vemos o Club de Accionariado Popular Ciudad de Murcia, pioneiro na Espanha. O novo clube foi criado a partir do fim CF Ciudad de Murcia, que foi vendido em 2007, se mudando para Granada. Nisso, houve uma tentativa de se criar outro clube, mas em moldes já tradicionais, mas que não deu certo.

Então no final do ano passado, os próprios torcedores resolveram se mobilizar, criando um clube que eles mesmos controlassem. A partir desse ponto, se posicionaram contra o futebol negócio, tomando consciência de classe, criticando duramente a elitização do futebol, que faz com que os ingressos fiquem cada vez mais caros, os jogos em horários cada vez mais absurdos, para atenderem os interesses das grandes corporações televisivas, as sociedades anônimas de empresários, que controlam os clubes de forma pouco transparente, isolando os torcedores dos assuntos administrativos. Em suma, a mercantilização do futebol, para atender os interesses do grande capital.


Em todos os assuntos do clube, todos os torcedores acionistas votam,e cada um pode ter apenas 1 ação. E para se tornar acionista do clube, basta contribuir com 100 euros por ano. Mas caso algum torcedor não queira se tornar um acionista, isso não tira dele tem o direito de participar das reuniões (mas sem o direito de voto) e de pedir prestações das contas do clube, além de outras coisas. É uma organização sem fins lucrativos, e toda a verba é destinada para a melhoria do clube, e caso a participação do clube numa divisão superior ponha em risco a viabilidade do projeto, o clube não correrá esse risco. Fazendo uma parelelo meio desconexo, é o que ocorre com clubes brasileiros que não querem participar da Série D. Vale lembrar que a estréia do Ciudad de Murcia em competições profissionais se dará nesse ano. Essa semana mesmo ocorreram peneiras no clube, que foram um sucesso, diga-se de passagem, contando com cerca de 70 atletas.


O maior objetivo do clube é provar que esse modelo é sustentável, não se deixando mercantilizar, e abrir caminho para que muitos outros clubes adotem esse modelo, e desejamos boa sorte para eles, e além disso, estamos esperando, e trabalhando, para que isso possa ocorrer aqui no Brasil

Sites de referência;

www.capciudaddemurcia.com/site/

cityboyshintxas.blogspot.com

http://www.facebook.com/pages/Club-de-Accionariado-Popular-Ciudad-de-Murcia/171817782843911?sk=wall

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mais polêmicas na FIFA



Ultimamente, escandâlos e polêmicas na FIFA não são novidade. Mas dessa vez o negócio não envolve a Copa do Mundo, mas o futebol nas Olímpiadas de 2012. As Olímpiadas não são organizadas pela FIFA, mas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), mas no caso do futebol, as federações nacionais estão sujietas a FIFA.

E novamente a questão envolve as seleções femininas de países com população majoritariamente muçulmana, e novamente, a seleção do Irã foi punida. Depois da polêmica do ano passado (http://futebolinteriorano.blogspot.com/2011/02/sobre-futebol-feminino-e-eurocentrismo.html) a Federação Iraniana fez algumas mudanças no uniforme das atletas; uma touca que cobre a cabeça, além de uma cobertura para o pescoço embutida na camisa, em substituição do hijab, o véu que cobre a cabeça das mulheres. A Federação Iraniana levou o projeto para a FIFA, que aprovou, tanto que o time jogou uma partida assim.

Mas mesmo assim, momentos antes da partida contra a seleção da Jordania, o árbitro e comissário impediram que a partida fosse realizada. A versão oficial é de que "a decisão da Fifa, em março de 2010, que permitiu que as jogadoras sejam autorizados a usar uma touca que cobre a cabeça e o couro cabeludo, mas que não se estendesse abaixo das orelhas para cobrir o pescoço, ainda estava em vigor. "Apesar das garantias iniciais de que a delegação iraniana tenha entendido isso, as jogadoras foram a campo usando o hijab, com a cabeça e o pescoço totalmente cobertos, o que foi uma violação das leis do jogo. O comissário de jogo o árbitro decidiram aplicar corretamente as Leis do Jogo, que estabeleciam que a partida deveria ser abandonada". Nisso, a seleção feminina do Irã não poderá participar das Olímpiadas.

Tal proibição vai em direção da norma que proibe mensagens religiosas, comerciais, políticas ou pessoais nos uniformes. Mas o que a FIFA fez com a Federação Iraniana beira a cretinice, pois o uniforme em si não é uma mensagem, e não faz apopolgia ao Islamismo. Só está dentro dos conformes estabelecido por essa religião. E não é a FIFA que espalha aos quatro ventos que luta por um futebol cada mais inclusivo?

domingo, 5 de junho de 2011

Segunda Divisão Paulista - Grupo 1 - Votuporanguense






Esse ano, novamente, o Votuporanguense começou bem a 1ª fase, liderando o grupo 1, tanto no esportivo quanto na média de público.


Voltando um pouco, ano passado foi o ano de retorno da Votuporanguense. Pra ser mais exato, não foi bem um retorno. Nos anos 50, surgia a Associação Atlética Votuporanguense, que viria a ser um dos mais tradicionais clubes do interior paulista. Campeã da Série B em 60 e da A3 em 78, o clube cativava não só Votuporanga, como o fazia com a região. Mas infelizmente, no ano 2000, devido a falta de apoio, o clube teve de se licenciar.



Nisso, surgiu a Sociedade Esportiva Votuporanga, que depois de um tempo se mudou para Hortolândia (mas como isso ocorreu nas divisões inferiores do interior, não chamou muito a atenção). Mas em 2010, surgia o Clube Atlético Votuporanguense, resultado de um esforço entre cidade e empresas. Sim, o Votuporanguense é um clube-empresa, tá bom que tem uma claúsula que coloca que a empresa não pode operar fora de Votuporanga, mas até aí...



Seja como for, o desempenho do clube foi muito bom, com uma das melhores campanhas da competição, o clube era apontado como um dos favoritos ao título. Mas caiu ainda na 2ª fase, apresentando um futebol muito aquém do esperado. Ainda assim, o clube possuia a maior média de público da competição, em alguns jogos levando 5,000 pessoas para o estádio Plínio Marin.



E para a Votuporanguense, 2011 começa quase da mesma forma que 2010. A pré-temporada começou cedo, ainda em março, sob o comando de Sérgio Caetano, que já tinha treinado o clube ano passado, mas os maus resultados da pré-temporada, especialmente uma derrota de 3 x 1 para o Rio Preto, acabaram derrubando o treinador. A definição de um novo comandante demorou um pouco, mas valeu a penas, pois o escolhido foi Carlos Rossi, que levou a Santacruzense ao acesso para a Série A2 nesse ano. Com essa troca, uma série de mudanças ocorreram, como a dispensa de 5 atletas, e a tentativa de contratar o experiente goleiro Pitarelli, que havia trabalhado com Rossi no 1º semestre, na Santacruzense, mas o goleiro resolveu pela aposentadoria dos gramados, e vai se dedicar no trabalho da empresa construtora de seu sogro.



O clube vinha de 4 vitórias seguidas, mas na 5ª rodada empatou com o Bandeirante em Votuporanga (o time folgou nessa rodada). O próximo jogo será contra o Tupã, dia 11, fora de casa, e a torcida promete estar presente.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 1 - Tupã




Novamente, falaremos do Tupã. Já contamos um pouco da história da equipe ano passado, e novamente, o post ficou aceitável. Esse ano, o Tupã teve 3 técnicos, mas estranhamente, tudo foi pacífico, e o clube se encontra em uma posição estável.


Todos esperam subir para a A3, e começaram a trabalhar logo cedo para isso, para evitar uma eliminação como a do ano passado, que ocorreu ainda na 1ª fase. Ainda em março, a maior parte do elenco estava definida, com uma mescla entre atletas da região e de outros lugares, sendo que muitos jogadores foram contratados da capital paulista. No início, Tupãzinho seria o diretor de futebol, mas foi efetivado como técnico. Essa seria a primeira experiência dele na profissão. "Seria", pois acharam melhor contratar alguém mais experiente, e a 16 dias do início da competição, a diretoria trouxe Carlos Schudi, o popular Carlão, e com isso, Tupãzinho voltaria para suas funções de dirigente.



Nos primeiros três jogos, foram 2 vitórias (2 x 0 Tanabi e 0 x 2 Assisense) e 1 derrota (1 x 2 Fernandópolis). Mas devido a problemas pessoais, Carlão pediu para ser afastado. Nisso, a diretoria contratou Emerson Alcantâra, que comandou o Oswaldo Cruz na A3 desse ano. Alcantâra estrou com um empate em 1 x 1 contra o José Bonifácio na casa do rival. A próxima partida será contra o Bandeirante, em Birigui.



A torcida ainda não está comparecendo em peso no estádio Alonso de Carvalho Braga. Em 2 jogos, uma média de 380 pessoas foram ver o clube. A diretoria está se mexendo no esportivo, mas terá de fazer algo em relação ao público, pois o apoio da torcida colabora, e muito, para que o clube alcançe seu objetivo.

Polêmica




O Swindon Town é um clube inglês da cidade de mesmo nome, que atualmente disputa a 3ª Divisão, e recentemente, trocou de técnico. Até aí, tudo normal, pois é uma situação corriqueira no futebol. O problema é o nome indicado; Paolo Di Canio.


Para os que não conhecem, Di Canio é um ex-jogador, que em toda sua carreira se meteu em confusões devido a seu posicionamento político; ele é um fascista assumido, chegando a fazer saudações nazistas em jogos. Di Canio jogou muitos anos na Inglaterra, e por algum motivo, é reverenciado por lá, chegando a ganhar, de maneira irônica até, um prêmio de Fair-Play da FIFA em 2000.


A questão é que nem torcedores nem patrocinadores gostaram da idéia. Apesar de atualmente ser governada por conservadores, Swindon tem uma forte tradição trabalhista, e além disso, o sindicato GMB, que dava apoio formal ao clube, incentivando a população a ir ver os jogos, além de contribuir com 4 mil libras anualmente, já manifestou que não irá apoiar o clube enquanto Di Canio estiver por lá.


A chapa está tão quente que até a apresentação do novo técnico já foi adiada. Seja como for, sabemos que novas polêmicas virão...e falando sinceramente, apoiamos a posição do pessoal do sindicato...

Série D na Região Norte

Como todos sabem, a Série D é um competição deficitária, ou seja, quem disputar e não subir, tomará prejuízo, grande ou pequeno, mas certamente tomará algum prejuízo. Por isso, uma série de clubes mesmo conseguindo a classificação em campo, desistem da competição, temendo fechar o ano no vermelho.




O próximo que pode desistir é o Vilhena-RO. O Campeonato Rondoniense é disputado por apenas 6 equipes, e 2 terminaram a frente do Vilhena; Espigão e Ariquemes. Mas como o próprio diretor do Ariquemes, o China, diz, "a Série D é um presente de grego. Não recebe apoio algum da CBF, então não temos interesse em participar da competição". Nisso, o Vilhena se mostrou dispoto a entrar, mas com um pé atrás, dando a resposta definitiva no próximo dia 10. Se não conseguir angariar os recursos necessários, não veremos disputas nacionais no estádio Portal da Amazônia.




Com isso, clubes do estado do Amazonas e do Mato Grosso podem se beneficiar, mas o mais provável é que sejam clubes do Amazonas, pois estado está melhor colocado no ranking da CBF que o Mato Grosso. Nacional e Fast, ambos de Manaus, já mostraram interesse en entrar na competição.




Esperamos que o estado de Rondônia possa ter representantes na Série D, uma das competições mais democráticas do mundo...