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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Finalíssima da Segunda Divisão Paulista 2011 - Independente Campeão





O Independente de Limeira se sagrou campeão do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, vencendo o Capivariano por 2 x 0, no estádio Comendador Agostinho Prada, em Limeira. Depois de perder a primeira partida em Capivari pelo mesmo placar, o Independente precisava de um resultado positivo. O 2 x 0 foi suficiente devido aos critérios de desempate, pois o Independente fez melhor campanha na competição.

A campanha dos dois clubes foi cheia de oscilações. Da parte do Capivariano, foram esportivas, quanto ao Independente, o negócio foi administrativo. Na primeira fase, o Capivariano fez uma campanha claudicante, com 5 vitórias, 6 empates e 3 derrotas. Mas nas fases seguintes, o clube deslanchou, para a surpresa de muitos, e o artilheiro do certame é alvi-rubro; Romão, com 27 gols marcados. Se o Capivariano não era um candidato a figurante, poucos o colocavam como candidato ao acesso, ainda mais, finalista. Destaque também para a torcida de Capivari, que só no jogo da final, mandou 15 ônibus para Limeira.

Por sua vez, o Independente era cotado como postulante ao acesso, graças a uma parceria que daria um grande suporte financeiro, e justificou os prognósticos ao ter um aproveitamento de cerca de 86% na 1ª fase. Mas uma série de acontecimentos começavam a indicar que a boa fase não duraria muito tempo; em junho, a parceria foi rompida, o clube ficou sem o dinheiro, teve de mandar jogos no Limeirão, estádio da rival Inter, e quase deixa de jogar em Limeira. Ainda assim, boa parte da comissão técnica permaneceu no clube, e com todas as dificuldades, conseguiram o acesso e o título.

Sobre o jogo, o Capivariano começou a partida mais tranquilo, pois estava com a vantagem. Mas depois de 15, 20 min, o Independente colocou os nervos no lugar, tanto que aos 28 min, numa belíssima cobrança de falta de João Santos, inalcançável para o arqueiro. O Capivariano sentiu o baque, mas começava a retomar a confiança, quando aos 49 min Bismarck marca o 2º gol do Independente. Logo depois do gol, o juiz decretou o final da 1ª etapa, e os jogadores foram para o vestiário de maneiras bem distintas. O 2º tempo começou nervoso, com o Capivariano tentando reverter o quadro negativo, enquanto o Independente procurava jogar no erro do adversário, explorando os contra-ataques. A partir dos 25 min do 2º tempo, o Capivariano foi todo ao ataque, pois 1 gol lhe daria o título, passando a sufocar o Independente. Mas com a adoção dessa estratégia, os visitantes davam espaços, e o Independente teve 3 chances claras, que não soube aproveitar. O jogo seguiu nessa toada até o apito do juiz, aos 50 min. Festa em Limeira, com o 3º título do Galo da Vila Esteves na competição (as outras 2 conquistas foram em 1973 e 1999). Ou seja, teremos GaLeão (nome do derby entre Independente e Internacional) em 2012. Quanto ao Capivariano, todos esperam que ano que vem, o clube possa voltar a surpreender, e torcida para isso não faltará.

Porém nem tudo foi festa; houve uma briga entre os jogadores das duas equipes quando a partida acabou, por motivos ainda muito mal explicados. Além disso, o vestiário onde estava a equipe de Capivari foi invadido, e vários objetos foram roubados, de material esportivo à pertences pessoais dos jogadores. Lamentável. Que o que ocorreu após a final seja investigado, e as atitudes cabíveis sejam tomadas.

Ainda que tenha sido uma mancha no título do Independente, a conquista do título do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2011 foi, no mínimo, brilhante.

Ficha Técnica
Independente 2 x 0 Capivariano
Gols - João Santos, de falta, aos 28 e Bismarck aos 49 minutos do primeiro tempo (IN)
Local - Estádio Comendador Agostinho Prada
Árbitro - Marcelo Rogério
Auxiliares - Alex Alexandrino e Fábio Rogério Baesteiro
Público e renda - não divulgados

Independente - Diego; Gilberto, Petterson e Márcio; Murilo Silva (Gustavo), Alexandre, Carlos Diego, João Santos (Marcelo) e Thiago Pereira; Leandro Neves e Bismarck (Daniel).
Técnico - Jorge Parraga.

Capivariano - Douglas; Oliveira, Lucas, Kelisson e Pedro Henrique; Régis, Adoniram
(Thiaguinho), João Paulo (Tom) e Ivanzinho; Romão e Alamir (William).
Técnico - Genildo Cavalcante.

Ocorrências - cartões amarelos para Thiago Pereira e Alexandre (IN); Oliveira, Tom e Thiaguinho (CAP).

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Campeonato Paulista Segunda Divisão 2011 - Acessos

Depois de meses e meses de competição, já sabemos quais são os clubes que conseguiram o acesso na Série B do Paulista; Capivariano, Independente de Limeira(que farão a final), Guaçuano e Barretos. Todos fizeram grandes campanhas, tiveram algumas ocilações, coisa já esperada numa competição tão longa, mas conseguiram se levantar e ir em direção à vitória

Esse ano, vimos coisas que se já não viraram rotina, já estão entrando para o folclore (no bom e no mau sentido). Novamente, a Votuporanguense bate na trave. Depois de uma grande campanha em todas as fases do certame, a equipe patina logo na fase final, e agora torce para um pedido de desistência de algum clube da A3 para almejar um acesso.

Novamente, a Matonense fez má campanha, ficando na lanterna do Grupo 02. A situação atual da equipe de Matão é reflexo de administrações de competência (e honestidade) questionável, que conseguiu derrubar um clube da A1 para a última divisão do futebol paulista, sem condições de apresentar um desempenho minimamente competitivo. Das duas, uma; ou a cidade se abraça ao time e a diretoria apresente um projeto profissional e consistente, ou dias tenebrosos virão.

Outro ponto inusitado é o Olímpia. A equipe contou com bons investimentos, mas bateu na trave, ao contrário de outros anos, quando o clube perigava desaparecer e conquistou suas maiores glórias; a Série A2 de 1990 e a Série A3 de 2007 (no título da Série A3 de 2000 e na participação na Série C do Brasileiro do mesmo ano, a equipe contou com um bom patrocínio). Mas mesmo sem conseguir o acesso, a equipe foi ovacionada quando chegou na Capital Paulista do Folclore, em reconhecimento pela grande campanha. Agora, é mirar 2012

(Se alguém souber de outra curiosidade, fato esdrúxulo ou grandioso, deixe nos comentários).

Também já temos pendengas. O Barretos pode ter o acesso ameaçado, tudo por quê colocou um jogador, Elvis Farnei Pereira de Oliveira, sem contrato regularizado na partida contra o Olímpia, no dia 11/10. O contrato se encerrou no dia 10/10. Mas a diretoria do Barretos alega que houve um erro de digitação, pois o contrato ia até o dia 10/11. Na próxima segunda, dia 31/10, haverá um julgamento para decidir se o Barretos será punido ou não. Caso seja punido, o clube perderá a vaga, que ficará com a Portuguesa Santista. O mais inusitado desse episódio é que nessa partida, Elvis entrou aos 44 do 2º tempo, atuando cerca de 2 minutos. Se o Barretos perder a vaga, serão os 2 minutos mais almadiçoados da história da cidade.

Seja como for, esperamos pelas finais, que serão realizadas nos dias 30/10 e 06/11, primeiro em Capivari, no Carlos Colnaghi, e depois no Comendador Agostinho Prada, em Limeira, ambas as 10:00. Temos certeza de que serão grandes jogos, coroando uma grande competição, a maior (45 clubes, 7 meses de disputa) do Brasil.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011

E chegamos na última fase do maior torneio profissional do Brasil! Depois de uma 3ª fase cheia de emoções, chegou a hora da decisão, quem vai disputar a Série A3 em 2012? Nessa fase, todos os prognósticos caem por terra, não há mais racionalidade, é pura e simplesmente futebol. Os dois primeiros de cada grupo subirão para a Série A3. Quem subirá? Quem ficará pelo caminho? São perguntas sem resposta, pois a única certeza dessa fase do certame são os bons jogos, que recomendamos a todos que tiveram a chance presenciar.

E aí vão os grupos;

Grupo 16

Capivariano
Portuguesa Santista
Barretos
Olímpia

Grupo 17

Votuporanguense
Guaçuano
Primeira Camisa
Independente

sábado, 3 de setembro de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011

Cá estamos nós, abordando novamente a Série B Paulista. Já estamos a caminho de elaborar um material sobre a 3ª fase da competição, mas não o faremos antes de elaborar algo sobre a 2ª fase. Pretendemos mostrar como foi a classificação dos clubes, e se eles surprenderam, decepcionaram, ou cumpriram as expectativas. O critério para fazermos essas afirmações serão o planejamento inicial e o desempenho na 1ª fase. Assim sendo, começemos;


Grupo 7

1º Capivariano----16 pts ----5 vitótias----1 empate----0 derrota----13 gp e 4 gc

2º Guaçuano------10 pts----3 vitórias----1 empate----2 derrotas----11 gp e 6 gc

3º Bandeirante----6 pts-----2 vitórias----0 empate----4 derrotas----6 gp e 12 gc

4º Guariba--------3 pts-----1 vitória-----0 empate----5 derrotas----7 gp e 15 gc

Um grupo a princípio equilibrado, mas que levando em consideração a 1ª fase, poderíamos dizer que o Bandeirante de Birigui faria melhor, e que o Capivariano, que começou bem, mas depois decaiu um pouco, conseguindo a vaga na bacia das almas, ficaria pelo caminho. O Guaçuano passou num grupo com 6 times brigando por 4 vagas, que tinha o CAL Bariri e o São Judas, duas das piores equipes do certame, e sobre o Guariba, esperava-se que ficasse na 1ª fase, pois o clube lutou para não se licenciar, mas conseguiu superar, e muito bem, diga-se de passagem, Olé Brasil, Olímpia e Jaboticabal, mas suspeitávamos que não teria folêgo para a 2ª fase.

Bem, e o que podemos dizer? O Bandeirante decepcionou, com direito a uma acachapante derrota por 5 x 0 ante o Capivariano, em Birigui ainda por cima. As duas únicas vitórias da equipe foram contra o Guariba em casa e contra o Guaçuno, surpreendemente, em Mogi Guaçu. Sobre o Guariba, sua única vitória foi contra o própria Bandeirante, em casa, por 4 x 2. Quanto à Guaçuano e Capivariano, o primeiro tem que se preocupar um pouco (só um pouco, não é pra dar o sinal vermelho ainda) que suas únicas derrotas foram em casa (além da já citada ante o Bandeirante, o clube ainda perdeu pro Capivariano por 1 x 0), e em relação ao Capivariano, apesar desse desempenho dar moral pra próxima fase, o clube já deu mostras que é ocilante.


Grupo 8

1º Barretos-----12 pontos-----4 vitórias-----2 empates----0 derrota----8 gols pró e 3 contra

2º ECUS-----12 pontos-----4 vitórias-----2 empates-----0 derrota-----7 gols pró e 5 contra

3º Palmeirinha-----6 pontos-----2 vitórias-----0 empate-----4 derrotas-----5 gols pró e 6 contra

4º Cotia-----6 pontos-----2 vitórias-----0 empate----4 derrotas-----7 gols pró e 13 contra


O Barretos não claudicou e repetiu o espetacular desempenho da 1ª fase. Os únicos pesares foram 2 derrotas (ECUS e Palmeirinha, ambas fora de casa e ambas por 1 x 0) que impediram o clube de passar para a 3ª fase ainda invicto, coisa rara nessa divisão. Se continuar nesse ritmo, briga pelo acesso. Na 1ª fase, o ECUS foi outro que passou na bacia das almas, apenas 1 ponto a frente do 5º colocado, o que gerou muita alegria em um lado da cidade, pois o eliminado foi o maior rival União Suzano, sem excluir também o Joseense, que ficou a apenas 2 pontos. O Palmeirinha passou no mesmo grupo que o Guaçuano, então só precisou ser melhor que os dois últimos colocados, não dando pra avaliar muita coisa. E o Cotia, se não foi brilhante como o Barretos, não pirigou como o ECUS, e foi num grupo mais equilibrado que o do Palmeirinha, o que já é um grande feito para uma equipe que estreava na competição

Nossos prognósticos eram Barretos em 1º, e o resto brigasse pala 2ª vaga, com leve vantagem para o Cotia. Porém o que se viu foi um crescimento do ECUS, com um desempenho seguro, sendo o 1º time a vencer o Barretos em 2011. O clube nunca foi tido como um favorito ao acesso, e ainda não é, mas caso consiga sobreviver na 3ª fase, por quê não ir ao acesso? Por sua vez, Palmeirinha e Cotia ficaram pelo caminho. O que minou as chances do Palmeirinha foram as derrota em casa para o ECUS (0 x 1) e Barretos (1 x 2), respecitavemente, e não terem conquistado conquistado sequer um ponto fora.


Grupo 9

1º Independente-----10 pontos-----2 vitórias-----4 empates-----0 derrota----11 gols pró e 6 contra

2º Primeira Camisa----9 pontos----2 vitórias----3 empates-----1 derrota-----7 gols pró e 2 contra

3º Guarujá-----7 pontos-----2 vitórias-----1 empate-----3 derrotas-----9 gols pró e 14 contra

4º Sumaré----4 pontos-----0 vitória-----4 empates-----2 derrotas-----6 gols pró e 9 contra


Dois postulantes se não ao acesso, a boas campanhas, e outros 2 times brigadores. Essa foi a tônica desse grupo. O Independente contou com um investimento fora do comum para a competição, e qualquer coisa que não seja o acesso será encarado como prejuízo. O Primeira Camisa está mais preocupado em formar (e vender) atletas do que pelo acesso em si, mas para fazer negócio, o clube tem de ser reconhecido. O Guarujá, contra todos os prognósticos, superou Grêmio Mauaense e Jabaquara, mesmo em seu retorno ao profissionalismo, e os seus 2 rivais contavam com mais recursos, parcerias e estruturas melhores (muito se reclamou do estádio do Guarujá,o Antônio Fernandes), porém, acreditávamos que o clube atingiu o limite, e que deveria adquirir experiência para o próximo ano. Já o Sumaré fez grande campanha na 1ª fase, sendo superado apenas pelo Desportivo Brasil, e ficando a frente de Cotia e Capivariano, o que se não o credenciava ao acesso, pelo menos a uma campanha boa.

Podemos dizer que dos nossos prognósticos sobre os grupos, nos saímos bem nesse aqui. O Independente passou, muito devido às 2 vitórias sobre o Guarujá (1 x 2 fora e 5 x 0 em Limeira). No mais, empatou todos os outros jogos, o que mostra que se o clube consegue ir bem fora, têm de se impor mais em casa, o que pode fazer falta mais adiante. Pelo menos é o único clube que ainda está invicto na competição. Podemos dizer o mesmo do Primeira Camisa. As 2 vitórias foram fora de casa (1 x 2 Guarujá e 0 x 2 Sumaré), mas o clube perdeu do Guarujá por 3 x 2 em casa. Se fosse num mata-mata, o clube perderia a vaga para um time notadamente inferior. O Gurujá, repetimos, fez o que pode, e se não fosse a derrota de 5 x 0 ante o Independente, seria uma campanha ainda mais digna. O Sumaré apresentou um desempenho muito abaixo do visto na 1ª fase, e foi outro que não soube se impor em casa, não vencendo sequer um jogo. As únicas derrotas foram nas duas últimas rodadas, quando o clube ainda tinha alguma chance, mas perdeu de 4 x 3 do Guarujá fora e de 2 x 0 para o Primeira Camisa em casa.

Grupo 10

1º Jacareí-----10 pontos-----3 vitórias-----1 empate-----2 derrotas-----14 gols pró e 11 contra

2º Desportivo Brasil-----10 pontos-----3 vitórias-----1 empate----2 derrotas-----9 gols pró e 6 contra

3º Tupã-----7 pontos-----2 vitórias-----1 empate-----3 derrotas-----8 gols pró e 10 contra

4º São Bernardo-----7 pontos-----2 vitórias-----1 empate-----3 derrotas-----7 gols pró e 11 contra

Talvez um dos grupos mais equilibrados de toda a competição. A definição da classificação só se deu na última rodada, com todo um leque de opções possíveis. Todos os clubes fizeram campanhas seguras na 1ª fase, e estavam apresentando um bom nível, o que dificultava qualquer prognóstico ou palpite. No caso dos eliminados Tupã e São Bernardo, bastou um mau resultado em casa (o Tupã empatou em casa com o próprio São Bernado em 1 x 1, e este perdeu pro Jacareí na estréia por 1 x 2 . Sobre os classificados, estes conseguiram uma pequena vantagem pelo melhor desempenho fora (o Desportivo Brasil venceu o Jacareí fora por 2 x 3, e o JAC, como já citamos, venceu o ECSB na estréia). Resumindo, foi o Grupo da Morte da competição, e se estes clubes tivessem caído em outras chaves, brigariam não só pela classificação, mas também pelo acesso, por tudo o que mostraram na competição.

Sim, colocamos Desportivo Brasil e Jacareí pela disputa do acesso. O primeiro por contar com uma estrutura muito boa (afinal, é um clube empresa que busca negociar atletas), e o segundo pelo que vem mostrando, logo em seu primeiro ano como autônomo, sem parceiria com empresários.

Grupo 11

1º Fernandópolis-----14 pontos-----4 vitórias-----2 empates-----0 derrota-----11 gols pró e 1 contra

2º Olímpia-----9 pontos-----2 vitórias-----3 empates-----1 derrota-----6 gols pró e 6 contra

3º São Vicente-----6 pontos-----1 vitória-----3 empates-----2 derrotas-----7 gols pró e 8 contra

4º Guarulhos-----2 ponto-----0 vitória-----2 empates-----4 derrotas-----4 gols pró e 13 contra

Sober esse grupo, o mais surpreendente foi a péssima campanha do Guarulhos e a ótima campanha do Fernandópolis. Na 1ª fase, o Guarulhos arrebentou, e o Fernandópolis, se não veio pela Bacia das Almas, em momento algum demonstrou que poderia apresentar esse desempenho. O São Vicente fez o que pôde, e se passar da 1ª fase era a meta, o que viria depois seria lucro, e o Olímpia fez um investimento relativamente alto para a competição.Na 1ª fase, o Guarulhos foi o líder invicto, marcando 27 gols em 14 jogos. Tal desempenho o credenciava a postulante na briga pelo acesso, mas o que se viu na 2ª fase foram as derrotas, tanto fora como em casa (sendo a pior um 1 x 4 contra o São Vicente). O São Vicente, por sua vez, superou Guarujá, além dos teoricamente mais preparados Grêmio Mauense e Jabaquara, e os certamente menos preparados Nacional e Palestra, mas como já dissemos, uma classificação para a 3ª fase seria um lucro imenso. O Olímpia, apesar do investimento, não mostrou a que veio, só superando o Jaboticabal na 1ª fase pelo saldo de gols (7 a 4, respectivamente. Na 1ª fase, o ataque do Olímpia só não foi pior que o da Matonense, que marcou apenas 7 gols). E o Fêfêçê fez uma boa campanha na 1ª fase, pois seu grupo, o 01, foi um dos mais equilibrados (apenas 3 pontos separaram o 1º na classificação, o Bandeirante , que fez 20 pontos, do 4º, o Tupã).

Não colocamos Fernadópolis e Olímpia na 3ª fase, mas agora que lá chegaram, podemos dizer que brigarão pelo acesso? Dependendo do grupo que cairem (e que já foram definidos, mas abordaremos no final do post)...

Grupo 12

1º Portuguesa Santista-----11 pontos-----3 vitórias-----2 empates----1 derrota-----9 gols pró e 7 contra

2º Votuporanguense-----10 pontos-----3 vitórias-----1 empate-----2 derrotas-----6 gols pró e 5 contra

3º Brasílis-----8 pontos-----2 vitórias-----2 empates-----2 derrotas-----6 gols pró e 6 contra

4º Olé Brasil-----4 pontos-----1 vitória-----1 empate----4 derrotas-----5 gols pró e 12 contra

Nesse grupo, ocorreu mais ou menos o que previmos. Pelas campanhas na 1ª fase, Portuguesa Santista e Votuporanguense eram favoritos, com Brasilis e Olé Brasil correriam por fora. De fato, as duas equipes que imaginávamos que se classificariam o fizeram, mas com mais dificuldades do que esperamos. Muito pelo bom desempenho do Brasílis, diga-se. Mas no caso da Briosa, a tempos que a diretoria faz questão de atrapalhar o ambiente do clube. A Santista foi muito bem na 1ª fase, no difícil Grupo 06, sob o comando do técnico Douglas Neves. Mas por interferência da diretoria no trabalho de Neves, este optou por sair, e quase que a Portuguesa perde a vaga. Ao que parece, o negócio girou em torno de um jogador que é filho do dono da empresa parceira da Portuguesa, que estava contundido na 1ª fase, mas quando voltou de contusão, fez birra pra jogar, o técnico não gostou (com razão) e pediu o boné. A Briosa não tem sorte com parcerias (é só pesquisar sobre um tal de Israel de Jesus para entenderem), e desejamos que possa se livrar dos empresários inescrupolosos.

Sobre o Brasílis na 1ª fase, este passou no Grupo 03, o do CAL Bariri e do São Judas, logo, não deu pra avaliar muita coisa. A Votuporanguense passou no duro Grupo 01, o mesmo do Fernandópolis. Só o Olé Brasil ficou muito abaixo do esperado, apresentando um futebol bem pior do que o que foi visto na 1ª fase, quando foi superado apenas por Barretos e o surpreendente Guariba

Assim sendo, achamos que o Votuporanguense disputará o acesso, assim como a Portuguesa Santista, desde que a paz volte (e as interferências esdrúxulas da parceira acabem) no Ulrico Mursa.

Ainda hoje colocaremos os grupos da 3ª fase, e nossas expectativas sobre eles

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - 2ª Fase

Cá estamos nós novamente, trabalhando em novidades para o blog. Cá está uma novidade que não é tão nova assim; os grupos da 2ª fase do maior certame do Brasil; a Série B Paulista. Das 45 equipes que disputaram a 1ª fase, restaram 22, que brigarão por 2 vagas. Em breve teremos um especial sobre isso, e saibam que a 1ª rodada terá início nessa sexta-feira, se extendendo até domingo. Aí vai a rodada;

Sexta-feira
19h30
Olímpia x Guarulhos

20 horas
EC São Bernardo x Jacareí

Sábado
15 horas
Tupã x Porto Feliz
Capivariano x Bandeirante
Cotia x Palmeirinha
Guarujá x Independente
Primeira Camisa x Sumaré

16 horas
Olé Brasil x Votuporanguense

Domingo
10 horas
Fernandópolis x São Vicente
Brasilis x Portuguesa Santista
Guaçuano x Guariba
Ecus x Barretos

Se o clube de sua cidade jogar, corra para o estádio para apoia-lo! E aí vão os grupos;



Grupo 7
Bandeirante
Guariba
Guaçuano
Capivariano

Grupo 8
Barretos
Palmeirinha
Cotia
ECUS

Grupo 9
Independente
Sumaré
Primeira Camisa
Guaujá

Grupo 10
Desportivo Brasil
Jacareí
EC São Bernardo
Tupã

Grupo 11
Guarulhos
São Vicente
Fernandópolis
Olímpia

Grupo 12
Portuguesa Santista
Votuporanguense
Olé Brasil
Brasilis

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 6 - São Vicente



O São Vicente Atlético Clube é um tradicional clube do litoral paulista. Fundado em 1928 como “Juvenil Feitiço”, em homenagem a Luís Matoso, jogador do Santos que carregava a alcunha de “Feitiço”, o clube ficou conhecido por quase todo o estado de São Paulo devido ao seu status de um dos principais clubes amadores do estado, e assim foi por 74 anos, pois só em 2002 o São Vicente foi se profissionalizar.

A equipe manda seus jogos no Estádio Mansueto Pierotti, com capacidade para 5,000 pessoas. Esse ano, o clube passou por uma série de problemas com seu estádio. Com o argumento de velar pela segurança e o conforto dos torcedores, a FPF instituiu uma série de diretrizes para os clubes adequarem seus estádios. Muitas realmente são necessárias, mas outras simplesmente ignoram o poder econômico dos clubes, o que resultou numa série de jogos com os portões fechados, e o SVAC sofreu muito com isso. O clube pode contar com público em apenas 3 partidas em casa, com média de 218 pagantes, e os clássicos contra a Portuguesa Santista e o Jabaquara simplesmente não tiveram expectadores. As condiçõs são tão difíceis que seu último jogo será no estádio Espanha, contra EC São Bernardo.

O clube começou a treinar ainda em janeiro, ainda que o elenco ainda não estivesse fechado, e a diretoria está implantando uma política a longo prazo, firmando contratos longos com alguns atletas, mais especificamente, 12.

O objetivo é superar a campanha do ano passado, quando chegou na 3ª fase da competição. O clube começou os trabalhos sob o comando de Nenê Belarmino, profissional com muita história pra contar no futebol da baixada, como jogador e como técnico, quando em 96 ajudou a Portuguesa Santista a atingir a elite do Campeonato Paulista. Porém, Belarmino aceitou uma oferta do Oeste do Itápolis, abrindo lugar para Arizinho, que está no SVAC até o momento, e lá deve permanecer, pois ajudou a equipe a conquistar a classificação para a 2ª fase. O Calungão se classificou, mas com uma inconstância muito grande, com direito a goleadas aplicadas sobre Nacional (4 x 2) Jabaquara (4 x 0) e Palestra (5 x 0), mas apanhou de 4 x 0 do Guarujá e 6 x 1 do EC São Bernardo. O clube teve o melhor ataque, 27 gols marcados, e sua defesa foi vazada 19 vezes, levando-se em consideração que 10 desses gols sofridos foram nas goleadas já citadas.

Assim sendo, se o São Vicente realmente almeja o acesso, deve ser mais constante, e procurar dar um jeito em seu estádio, pois o apoio da torcida é muito importante.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 4 - Cotia




O Cotia FC é o clube mais novo da Segunda Divisão Paulista, sendo fundado no final de 2010. Era o retorno de Cotia para o futebol profissinal, depois de 17 anos de ausência. Seu último representante tinha sido o Central Brasileira. A origem do Cotia, como não foi muito divulgada, cerca muita conufsão. Muitos acham que o clube foi resultado de uma mudança de cidade. Bem, foi mais ou menos isso. O que aconteceu foi que os diretores do Cotia entraram em um acordo com a diretoria do Campo Limpo Paulista. O Campo Limpo estava parado a 2 anos, e não tinha planos de voltar, com isso, o Cotia passou a usar o registro do Campo Limpo, assim evitando os pesados gastos que a FPF estipula para filiar um clube. O único gasto foi com a transferência da sede, cerca de R$250,00, que foi arcado pela diretoria.

O Cotia conta com o apoio da prefeitura, que apoiou todo o processo de formação do clube, ajudando com a questão do estádio municipal Euclides de Almeida. Por sua vez, a diretoria do clube fomentará as suas categorias base através de escolinhas voltadas para toda a população espalhadas pela a cidade.

O time é comandado pelo técnico Antônio Ortega, que começou a preparação relativamente tarde, mas que conseguiu junto dos atletas estabelecer um padrão de jogo que se destaca pelo ataque, e logo na estréia a equipe venceu o Sumaré na casa do rival por 3 x 2, de virada. Até o momento, depois 12 jogos, o Cotia possui 5 vitórias, 4 empates e 3 derrotas, e possui o 3º melhor ataque do grupo, com 23 gols marcados. Mas um dado preocupante é que sua defesa é uma das piores, tendo sofrido 21 gols.


O Grupo 4 é dominado pelo pelo Desportivo Brasil, que possui 28 pontos. No mais, a diferença do Cotia, o 2º (19 pontos), para o Atibai, o 6º (14), é de 5 pontos, e ainda faltam 2 jogos. Em relação ao saldo de gol, dos times que brigam com o Cotia pela vaga, apenas o Capivariano, 5º colocado (17 pontos), possui saldo melhor (8 de saldo contra 2 do Cotia). No mais, Sumaré e Primavera, 3 º e 4º, respectivamente, possuem saldo igual ao do Cotia. O Atibai 6º colocado com 14 pontos, possui -8 de saldo.



Sobre o público, o Cotia possui a 15ª melhor média entre os 45 clubes participantes, mas não é lá muito expressiva; média de 290 pagantes em 6 jogos no estádio Euclides de Almeida. A meta de todos é o acesso para a A3, mas os próprios dirigentes do clube afirmam que o mais importante e solidificar as bases do clube, evitando construí-lo sobre um castelo de areia, e que se o acesso vier, bom, se não, é aproveitar o que foi visto de bom e se preparar para 2012.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 2 - Guariba

Antes de tudo, podemos dizer que por muito pouco o Guariba não ficou de fora do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2011. O time passava por grandes dificuldades financeiras, e o licenciamento era uma realidade, o que seria muito doído, já que o clube voltou em 2006, depois de 11 anos de pausa. Mas um grupo de torcedores, que assumiram a direção do clube em 2009, se mobilizou, trabalhando para que isso não acontecesse. Muito foi feito na base do voluntariado, como quando a presidente do clube, Vanessa Evangelista (primeira mulher a presidir o clube), ajudou a pintar os muros do estádio, ou quando o clube organizou uma quermesse para arrecadar uma verba.

O orçamento, de maneira apertada, foi estipulado em R$25 mil mensais , então, qualquer troco será de grande valia. Mas como o otimismo de que 2011 será melhor que 2010 (quando o clube ficou na 2ª fase) é o que impera na cidade, o trabalho de procurar apoio foi mais fácil do que de costume. A prefeitura ajudará com transporte e alimentação, além de ceder estádio municipal Domingos Baldan. Além disso, muitos comerciantes da cidade estão procurando apoiar o clube. No entanto, a média de pagantes não é das mais animadoras; uma média de 183 pagantes em 5 jogos (lembrando que a FPF só contabiliza os pagantes, então se o Guariba estabelecer uma gratuidade ou algo parecido, o público alvo dessa medida não é contabilizado).

Mas mesmo com tamanha determinação, a preparação do time teve alguns problemas. O primeiro foram as fortes chuvas de começo de ano, que impediram os treinos. Também houve uma troca de técnico antes mesmo do campeonato começar; Wilson Carrasco deixou o clube amigavelmente e Rogério Delgado assumiu. Outro problema foi que o time não conseguiu marcar amistosos para testar jogadores, então teve de apelar para atletas já conhecidos e que estavam em atividade no período. Isso tudo em março.

Com tudo resolvido, e com um tempo relativamente longo antes da estréia, os trabalhos para acertar tudo foram intensos, para que tudo saísse bem na estréia. Mas não foi o que aconteceu; derrota em casa para o Olé Brasil (0 x 2), com um time que parecia não se encontrar em campo. E o próximo jogo seria o clássico contra o Jaboticabal, na casa do rival, logo, o empate em 0 x 0 não foi visto como um mal resultado. Mas derrota para a Matonense em Matão (2 x 1) quase pôs tudo a perder pros lados do Guariba, que teve calma para repensar algumas coisas. Com a mesma comissão técnica e mais alguns reforços, a Cobra Canavieria não perdeu mais, colecionando 6 vitórias e 1 empate, com destaque para a goleada de 7 x 1 sobre o Américo Brasiliense na casa do rival. Uma amostra do bom futebol praticado pelo Guariba foi a vitória por 3 x 0 contra o Sertãozinho, equipe que foi rebaixada na Série A2 desse ano.




Com isso, o Guariba já está classificado para a próxima fase, o que levanta uma questão. Ano passado, aconteceu a mesma coisa; o Guariba foi muito bem num grupo extremamente desequilibrado, com uma diferença colossal entre alguns times. Chegando na fase seguinte, o clube ficou pelo caminho. A diretoria e os jogadores remanescentes do ano passado dizem ter aprendido a lição, e a torcida do Guariba espera que isso realmente tenha acontecido.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 3 - Guaçuano




O Guaçuano é um tradicional clube do estado, representando a cidade de Mogi Guaçu desde 1929. Em todos esses anos de indas e vindas, o clube busca seu lugaro ao sol, e um dia, chegar na elite do futebol paulista.



Depois da campanha do ano passado, na qual o Guaçuano chegou a segunda fase, houve todo um processo de reformulação, começando pelo novo diretor de futebol; Amarildo Constantino, que já estava no clube, mas no conselho deliberativo, substituindo Humberto Suzigan, que além de diretor, era o técnico da equipe.

Serão utilizados na Série B Paulista muitos jogadores da equipe sub-20 do Guaçuano, que venceram em 2010 os Jogos Regionais, em Americana, mas que ficaram na 1ª fase do Paulista sub-20 da 2ª Divisão, e além dos jogadores da base do próprio Mandi, procurou-se firmar acordos com as diretorias de clubes da região, como o Mogi Mirim. O técnico que comandou o sub-20 nessas duas oportunidades, Cuiabá, trabalhou com o elenco principal até a confirmação do novo treinador. Cerca de 45 dias antes do início da comeptição, a diretoria acertou com o técnico Wilians Mendes de Oliveira, que apesar de jovem (34 anos) possui muita experiência.



Tudo ia bem, mas num jogo treino entre o time principal e o sub-20, pouco antes do início da competição, houve uma briga envolvendo os jogadores do time principal e o treinador do sub-20, Cuiabá. Ninguém sabe ao certo o que ocorreu, mas muitos dizem que o time sub-20 vencia facilmente o time principal, e o técnico Mendes, com os ânimos exaltados, incentivou seus jogadores a fazerem jogadas mais ríspidas, o que desagradou Cuiabá, que indo tomar satisfações com Mendes, foi cercado por jogadores do time principal. A diretoria afirmou que investigaria o fato, e que puniria os responsáveis.



Assim sendo, e com um clima mais calmo (pelo menos na aparência) o Guaçuano continou se preparando, chegando a enfrentar o time da tribo indígena Xucuru Kariri, amistoso este que contou com a presença do jogador Índio, que teve uma passagem pelo Corinthians no começo da década. Além dessa partida, houveram mais duas; contra o Jacutinga (1 x 1) e contra a Inter de Limeira (2 x 0), ambas fora de casa.

Começando o certame, o Guaçuano emendou umas das melhores sequênciasda sua história na competição, com 4 jogos invictos, incluindo 3 vitórias seguidas. No entanto, o futebol apresentado nessas vitórias não foi lá muito bom, e isso ficou evidenciado quando o Guaçuano enfrentou um dos favoritos ao acesso, o Independente. O resultado foi uma derrota por 3 x 0 em Limeira.



Depois de 2 partidas, um empate em casa contra o Brasílis em 1 x 1, e uma vitória contra o São Judas, 2 x 1 em Jaguariúna, o Guaçuano garantiu sua classificação para a próxima fase. Mas ainda assim, Willian Mendes e a diretoria entraram num acordo e o técnico se afastou do comando do Mandi. Sem perder tempo, a diretoria já anunciou um substituto; João Batista, que passou pelo clube em 2008. Na sua estréia, vitória por 3 x 0 com o CAL Bariri na casa do rival.



A torcida do Mandi é conheçida por apoiar o time incondicionalmente, sempre compareçendo em peso no estádio Alexandr Camacho. A média de público passa de mil por jogo, mais especificamente, uma média de 1.164, só ficando atrás da Votuporanguense.



A classificação para a 2ª fase já está assegurada, muito pela falta de qualidade de CAL Bariri e São Judas, fazendo com que os outros 4 clubes ficassem com as vagas. O time sob o comando de Mendes vencia e não convencia. Para a 2ª fase, os problemas vistos até aqui devem ser sanados, caso a equipe não queira bater na trave de novo.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 4 - Primavera



O Primavera é um tradicional clube do interior paulista, com muitos títulos nas divisões inferiores do estado. Fundado em em 27, como resultado da fusão entre o Indaitubano e do Corinthians, o clube vem representando Indaiatuba por 84 anos, com algumas interrupções, mas segue competindo sem licenciamentos desde 96.


Esse ano, todos esperavam uma campanha melhor do que a do ano passado, na qual a equipe somou apenas 1 ponto. O Primavera está passando por um momento de transição, com uma nova diretoria, comandada por Mário Matsumoto, substituindo uma gestão que permaneceu por 7 anos e que não é bem quista pelos torcedores. O último decontentamento com a antiga diretoria, encabeçada por Francisco Leite, ocorreu no primeiro semestre de 2011, quando o clube desisitiu da vaga na Copa São Paulo, devido a falta de verbas, que ocorreu devido ao rompimento com um parceiro, parceiro que muitos dizem que sequer existia. Seja como for, não faremos acusações infundadas, e estamos esperando mais informações


Para esse ano, a aposta será numa mescla de jogadores jovens e experientes. Comandada por Carlos Nunes, ex Serrano-PR. Mas estranhamente, Carlos Nunes saiu após 2 jogos, com a derrota para o Desportivo Brasil (3 x 1) no estádio Ítalo Mario Limonge. Seu substituto foi Evaristo Piza, que tem experiência na competição, tendo como destaque o acesso para a A3 com o Paulínia. Na estréia do novo técnico, o Primavera venceu o Elosport em Capão Bonito por 3 x 2, com mudanças no esquema, adotando um 3-5-2. A equipe está brigando pela classificação, mas o maior destaque do semestre não foi pela competição. Em maio, o Primavera venceu um jogo treino contra os reservas da Ponte Preta por 4 x 1. O Primavera soma 14 pontos em 11 jogos, com 4 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, marcando (e sofrendo) 14 gols, à apenas 2 pontos do 2º colocado, o Capivariano.


Uma das reclamações sobre a antiga gestão é que esta acabou pro afastar o torcedor. Não temos informações sobre as políticas da nova gestão, mas pelos números, vemos que a média de público ainda é muito baixa; em 5 jogos, 612 torcedores foram ver o clube. Um dado a ser salientado; a média só diz respeito ao público pagante, então, se houver alguma medida sobre gratuidade ou coisa do genêro, não ficamos sabendo, a menos que alguém de Indaiatuba nos informe.


Tendo isso dito, ficamos por aqui, não sem dar o devido crédito para a foto do distintivo do Primavera, retirada do site Jogos Perdidos. Inté mais.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 4 - Sumaré



Hoje, dando continuidade ao nosso especial sobre a 2ª Divisão Paulista, falaremos do Sumaré Atlético Clube, equipe nova, fundada em 2005, visando preencher a lacuna daquela cidade, que já teve alguns representantes, mas que não conseguiram se manter por muito tempo, como o EC Sumaré e o Guarani Sumareense.


De lá pra cá, a equipe vez por outra passa de fase, mas não costuma brigar pelo acesso. Tanto que as expectativas dos diretores iam no sentido de passar de fase, e depois ver no que daria. Peneiras foram organizadas no final do ano passado, não só em Sumaré, mas também em cidades cidades vizinhas, como Nova Odessa, visando a preparação do elenco que iria disputar a Copa São Paulo de Futebol Jr., no 1º semestre. O Sumaré não conseguiu passar de fase, mas pôde vender alguns atletas, fazer um caixa, e montar um elenco para a Segundona desse ano.

A estréia seria contra o Cotia, em Sumaré. Os comandados de José Roberto abriram 2 x 0, mas permitiram a virada. O jogo seguinte seria fora de casa contra o Osasco, e os visitantes venceram por 1 x 0. A partir daí, houve uma mudança; José Robero assume um cargo administrativo e quem assume é Reginaldo Santana, que estava no Taboão da Serra.

Mas Santana só comandou o Sumará na derrota em casa para o Capivariano (0 x 3. Após essa partida, Santana assumiu o posto de preparador físico, sendo substituído no comando técnico por Sandro Gomes.



Sob o comando de Gomes, o clube apresenta um desempenho razoávelmente bom, com 13 pontos em 10 jogos, fazendo 12 gols e sofrendo 13, e estranhamente, o clube possui um melhor desempenho fora de Sumaré, conquistando 6 pontos fora e 4 em casa. Desempenho suficiente para deixar a equipe na 6ª colocação do Grupo 4, apenas 3 pontos atrás do 2º, o Capivariano. Ou seja, a classificação é possível, e é para isso que jogadores e diretoria estão mobilizados. Sobre a torcida, o Sumaré tem uma das piores médias de ppúblico da competição, cerca de 222 pagantes foram ver os 5 jogos da equipe em casa.



Não sabemos o por quê disso, mas de todo o jeito, torcemos para que mais e mais torcedores possam acompanhar o clube.

sábado, 2 de julho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 4 - Atibaia




Em 5 anos de vida, podemos dizer que a cidade nunca apoio tanto o time. A cidade de Atibaia ficou muitos anos sem um clube profissional, e o Sport Clube Atibaia surgiu justamente para preencher essa lacuna, algum dia atingindo a Série A1 do Paulista.


O Atibaia foi um dos primeiros clubes que começaram a se preparar para a Série B paulista, tendo apresentado o elenco ainda em janeiro. Muitos jogadores eram do sub-20, que ano passado competiu no Paulista da 2 Divisão da modalidade, que fez a melhor campanha da 1ª fase, mas nas oitavas esbarrou no EC São Bernardo. O técnico escolhido foi Ney de Paula, com experiência em clubes de Série A2 e A3, tudo para buscar o acesso. A primeira partida do treinador foi um amistoso contra o Bragantino, na qual o Atibaia perdeu de 2 x 0, resultado encarado como satisfatório.



Mas problemas extra-campo perseguiram o clube. O estádio no qual manda os jogos, o Salvador Russani, não possui a capacidade mínima exigida, não sem arquibancadas flexíveis. O problema é que a diretoria do clube não possui condições financeiras de fazer essa obra. A diretoria apelou para a prefeitura, mas está não demonstrou muito interesse no negócio.

Mas o importante é que as arquibancadas sairam, e o Atibaia pôde jogar em seu estádio. O clube faz uma campanha razoável, com 4 vitórias, 1 empate e 4 derrotas, marcando 16 gols e levando 19, o que é suficiente para deixá-lo na 3ª posição do grupo 4. Além disso, o Falcão protagonizou uma das partidas mais espetaculares da competição, talvez, do ano como um todo; Capivariano 6 x 4 Atibaia, mesmo com apenas 3 reservas no jogo.



Reforços chegaram, com destaque para o experiente Adãozinho, que mesmo com 42 anos, mostra um preparo físico acima da média, pois antes de ir para o Atibaia, o atleta disputou a maior parte das partidas do Flamengo pela Série A3.



Apesar dessa campanha, o clube não chama muita torcida. Em um jogo em casa, cerca de 77 pessoas foram ver a partida. Não sabemos o por quê disso, mas esperamos que a média de público melhore, e que a cidade colabore em peso nos jogos do clube.

O grupo 4 é equilibrado, mas ainda assim, os poucos, porém fiéis, torcedores do Atibaia, tem esperança de que o clube possa alcançar o acesso

domingo, 26 de junho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 3 - CAL Bariri









Seguindo com a Segunda Divisão Paulista, hoje falaremos do CAL Bariri. O nome do clube é Clube Atlético Lençoense/Bariri, isso devido a uma mudança de cidade. O Lençoense era um tradicional clube da região, e já havia projetado para o futebol Didi, o inventor da “Folha Seca” e bi-campeão do mundo pela seleção brasileira em 62, e mais recentemente o goleiro Marcos, do Palmeiras, penta-campeão pela seleção brasileira em 2002.




Em 2008, o comodato do estádio municipal de Lençóis Paulista, o Archangelo Brega, não foi renovado, e o Lençoense ficou sem campo, forçando uma mudança de cidade. Mas muitos dizem que a diretoria do clube, encabeçada por João Sérgio de Moraes, saiu de Lençóis Paulista por considerar insuficiente o apoio dado pela cidade, sendo que outros municípios se canditaram a receber o clube com promessas de que arcariam com gastos em alimentação, alojamento e transporte, coisas que a prefeitura lençoense e empresas da cidade não se disponibilizaram a financiar, embora algumas pessoas afirmem que a diretoria do clube não se esforçou muito em procurar apoio lençoense. Primeiro anunciou-se que o Lençoense iria pra São Manuel, mas logo depois, ainda em 2008, foi oficializada a mudança para a cidade de Bariri, à 80 km de sua cidade de Lençóis Paulista.




Em 2009, primeiro ano na nova cidade, o clube foi relativamente bem, esbarrando no Taubaté, na 3ª fase da competição. Porém em 2010, a diretoria não conseguiu angariar recursos suficientes para bancar um time profissional, decidindo-se então por não disputar competições profissionais.
Para 2011, a diretoria planejava o acesso. Para isso, o experiente técnico Lela (pai dos jogadores Alecsandro e Richarlyson) foi chamado. Lela já conseguiu o acesso para a A3 no comando do Atlético Araçatuba. Originalmente, pretendia-se que Valter Ribas dirigisse o clube, mas a diretoria optou por deixá-lo num cargo fora de campo, como diretor de futebol. Muitos jogadores são da base do clube, além de jogadores da região que passaram por peneiras.



Com tudo pronto, o clube estreiou contra o Independente, em Limeira. O Bariri acabou perdendo por 3 x 2, com um bom desempenho. O jogo seguinte seria contra o Palmeirinha, já no estádio Farid Jorge Resegue. Ainda que o clube da casa tivesse jogado bem, acabou sendo derrotado por 2 x 1. A partir daí, o clube teve uma queda livre. Perdeu pro Guaçuano em Mogi Guaçu por 3 x 0, com um desempenho muito abaixo do visto anteriormente. A partida seguinte, contra o São Judas Tadeu, em Jaguariúna, foi adiada devido a falta de um médico, o que possivelmente resultará nos 3 pontos do clube. Depois disso, o clube levou duas sapatadas em casa; 1 x 5 pro Brasílis e 0 x 3 pro Independente. Esse péssimo desempenho culminou na demissão de Lela, e quem assumiu foi Valter Ribas, mas nem assim o desempenho melhorou; 4 x 0 para o Palmeirinha, em Porto Ferreira.

Talvez devido a tudo isso, o CAL Bariri apresente uma das piores médias de público da competição; uma média 44 pessoas por jogo

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 2 - Matonense



Depois de um 2010 frustrante, a Matonense mais uma vez busca reviver seus tempos de glória. O clube começou cedo sua preparação, usando de peneiras e da base que disputou o Campeonato Paulista sub-20 da 2ª Divisão, no qual foi eliminada na 2ª fase para o Presidente Prudente, devido ao regulamento esdrúxulo da competição (o clube de Matão perdeu fora por 5 x 2 e ganhou em casa por 4 x 1, mas perdeu a vaga pois o PP tinha feito campanha melhor na 1ª fase...vai entender).


Para tanto, o clube contratou o treinador Marcos Merches, mais conhecido como Tuta, e além disso, convocou alguns ex-jogadores para a comissão técnica, mas até o momento só vimos o ex-goleiro Luís “Miller”, que atuou no clube de 94 à 2000. Outro ponto é que o clube praticamente não parou do final do sub-20 ao começo da Série B, então entrosamento e preparação fisíca já estavam num nível muito perto do ideal.


Mas o desempenho do clube não reflete sua preparação. O clube é o penúltimo colocado, com apenas 5 pontos em 7 jogos, com o 2º pior ataque, com 6 gols (o que até dá pra descontar) e a pior defesa, com 16 gols sofridos (o que definitivamente não dá pra descontar). O clube fez alguns jogos bons, como o empate com o Olímpia (0 x 0) fora de casa e a vitória contra o Guariba (2 x 1) em Matão. Mas fica fácil ver que as exibições ruins são mais frequentes, como a derrota em casa para o Barretos (2 x 1) e principalmente a derrota, também casa, para o lanterna Américo Brasiliense; 5 x 0.


Naturalmente, depois desse jogo a chapa esquentou. No dia 20/06, os muros do estádio Hudson Buck amanheceram pixados, com xingamentos e acusações de corrupção contra a diretoria. Assim sendo, dia 21/06 (também conhecido como ontem) a Matonense apresentou seu novo técnico, Paulo Melo, que reconhece que entrou na fogueira, mas que trabalhará para buscar a classificação para a 2ª fase, o que é possível, já que o clube terá de tirar uma diferença de 6 pontos com 6 jogos restando.

sábado, 18 de junho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 – Grupo 2 – Américo

O Américo é um dos clubes mais novos do estado. Fundado em 2007, na grande Américo Brasiliense, tentando representar bem os cerca de 34,000 habitantes, que nos jogos em casa, se reuném no estádio Joaquim Justo, com capacidade para 5,000 espectadores, mas que por um bom tempo (quase todo o ano de 2010) passou por obras, forçando o clube a jogar na Fonta Luminosa, em Araraquara, e em alguns casos, no Hudson Buck, em Matão. Sempre teve participações relativamente boas na Série B do Paulista, sempre passando de fase, mas nunca brigando de fato pelo acesso.

Para esse ano, o clube teve alguns problemas. O clube procurava um novo treinador, já que no começo do ano, Douglas Neves aceitou uma oferta da Portuguesa Santista, a aceitando. A diretoria do clube, focada na liberação do estádio Joaquim Justo, só foi achar um técnico em abril; tratava-se de Laércio Júnior, que disputou o paranaense pelo Cascavel. Com o processo de liberação do estádio e a procura de um novo treinador, a pré-temporada começou na segunda metade de abril, um tanto quanto tarde, diga-se de passagem.


A estréia da equipe foi contra a Matonense, em Américo Brasiliense, e o jogo terminou 2 x 2, resultado encarado com bom, devido a todos os problemas já citados. Mas mesmo com mais treino e entrosamento, as vitórias não vieram, mesmo com o time jogando bem, como nas derrotas contra o Barretos (4 x 3) e Guariba (1 x 0), ambas fora de casa. Mas isso não foi o suficiente para manter Laércio Júnior e sua comissão técnica no clube. A partir dali, o comandante seria Paulo Guaiamum, que estava no Laranjeiras-SE. Mas este só comandou uma partida; derrota de 3 x 2 para o Jaboticabal, em casa. A diretoria e Guaiamum não conseguiram se acertar no contrato, e o Américo novamente estava sem treinador e sem comissão técninca. Mas não por muito tempo, pois logo em seguida a diretoria anunciou Wilson Carrasco.

Mas ainda assim as vitórias não vieram; o Américo foi derrotado pelo Olé Brasil (1 x 1) e pelo Olímpia (2 x 3), em Ribeirão Preto e em Américo Brasiliense, respectivamente.
Mas uma coisa boa está acontecendo com o Américo. Mesmo com o péssimo desempenho em campo, o clube é o que mais atrai torcedores no Grupo 2; em 3 jogos em casa, o clube possui uma média de 961 torcedores. Em nenhum caso, os dirigentes podem colocar a culpa de um péssimo desempenho na falta de apoio de torcedores, ainda mais no caso do Américo...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 2 - Barretos




Ano novo, vida nova. Tendo isso em mente, o Barretos quer esquecer os erros do ano passado, quando ficou ainda na 1ª fase, e esse ano, brigar pelo acesso para a Série A3. Sobre a história do clube, já a abordamos ano passado (http://futebolinteriorano.blogspot.com/2010/07/segunda-divisao-grupo-2-barretos.html), logo, nosso foco será o presente. Para esse ano, o clube apresentou um novo distintivo, coisa frequente nos últimos anos, que remete ao antigo Barretos FC. As cores eram pra ser quase as mesmas, o preto, branco e o verde, mas a FPF vetou o pedido da diretoria, pois está no estatuto do clube que as cores são verde, vermelho e amarelo (que são as cores presentes na bandeira e no brasão do município), coisa que vai ser mudada muito em breve, dizem os dirigentes.


O Barretos começou cedo sua preparação, liderada pelo gerente de futebol Olímpio Ferreira Júnior, conhecido como Pinho, que ajudou a levar o Mirassol para a A1, além de participar da montagem do elenco que foi muito bem na elite esse ano, e o técnico Valter Ferreira, e ainda em abril, o elenco já estava praticamente fechado. Além disso, o investimento nas categorias de base está muito forte, tanto que numa recente peneira, mais de 100 atletas foram testados. O projeto da nova diretoria (eleita no começo de 2011) é levar o clube para a A1 em quatro anos, ou seja, subir as várias divisões do futebol paulista de maneira consecutiva, algo que até hoje nunca aconteceu (os reis do acesso Matonense e Oeste tiveram uma ascensão meteórica, mas não conseguiram tal feito).

E o desempenho na 1ª fase passa otimismo para comissão técnica e torcida. São 14 pontos em 6 jogos, com 11 gols marcados e 5 sofridos. Desempenho que faz Pinho afirmar que o atual elenco do Barretos tem totais condições de disputar a Série A3. Mas lembramos que a Série B paulista é uma competição muito longa e díficil, e que nem sempre o time que teve o melhor desempenho na 1ª fase conseguiu o acesso, sendo o exemplo da Votuporanguense de 2010 o mais recente e mais marcante.



Voltando ao desempenho do BEC, o clube está atraindo um número bom (para os padrões da competição) de torcedores, com uma média de 635 torcedores, em 3 jogos em casa, no Estádio da Fortaleza. A diretoria promoveu programas de sócio-torcedor, algo raro entre os clubes do certame. Média que é bem maior que a do Americana na Série B...

sábado, 11 de junho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 5 - Joseense

Em São José dos Campos, a maioria das pessoas conhece apenas o São José, vice-campeão paulista de 1989, numa das decisões mais safadas da história (na qual o clube foi impedido de jogar a final contra o São Paulo no Martins Pereira, mesmo o estádio tendo a capacidade permitida). Seja como for, a cidade sempre gostou de futebol, e em 1998, o Clube Atlético Joseense foi criado, para servir como alternativa para as cidade, além de desenvolver o esporte na cidade. O foco era (e ainda é) na formação de atletas, sendo que o clube se profissionalizou em 2001.

De 2001 pra cá, o clube que já teve o nome de Atlético Paulista conseguiu alguns sucessos, como o acesso da Série B3 para a B2 (equivalentes a 5ª e 6ª Divisões), que já não existem mais devido a reformulação do futebol paulista. Comemorando 10 anos de profissionalismo, o clube espera fazer uma campanha melhor do que a do ano passado, quando foram eliminados na 1ª fase, quando conseguiram 2 vitórias, 1 empate e 11 derrotas.

A base para esse ano será composta pelos jogadores que atingiram a 2ª fase do Paulista sub-20 da 2ª Divisão, inclusive o técnico, Rafael Guanes, além de atletas mais experientes. A diretoria do Joseense afirmou que fará todo o possível para manter as contas em dia, e com essa credibilidade, espera atrair além de atletas, parcerias que possam ajudar o clube a conseguir mais recursos.

Mas o que se vê até aqui não passa nenhum otimismo. O clube é o lanterna do Grupo 5, tendo conquistado apenas 1 vitória e 1 empate. Já são 4 derrotas, com direito a um acachapante 4 x 0 contra o Suzano, em São José dos Campos. Talvez isso explique o baixíssimo público que o clube conseguiu levar pro estádio; em 3 jogos em casa, o Joseense foi visto por um total de 82 pessoas, uma média de 27 por jogo. A classificação ainda é possível, pois o clube está a 6 pontos do 4º colocado, o Suzano, e ainda faltam 7 partidas. Será difícil, muito difícil, mas não é impossível.

domingo, 5 de junho de 2011

Segunda Divisão Paulista - Grupo 1 - Votuporanguense






Esse ano, novamente, o Votuporanguense começou bem a 1ª fase, liderando o grupo 1, tanto no esportivo quanto na média de público.


Voltando um pouco, ano passado foi o ano de retorno da Votuporanguense. Pra ser mais exato, não foi bem um retorno. Nos anos 50, surgia a Associação Atlética Votuporanguense, que viria a ser um dos mais tradicionais clubes do interior paulista. Campeã da Série B em 60 e da A3 em 78, o clube cativava não só Votuporanga, como o fazia com a região. Mas infelizmente, no ano 2000, devido a falta de apoio, o clube teve de se licenciar.



Nisso, surgiu a Sociedade Esportiva Votuporanga, que depois de um tempo se mudou para Hortolândia (mas como isso ocorreu nas divisões inferiores do interior, não chamou muito a atenção). Mas em 2010, surgia o Clube Atlético Votuporanguense, resultado de um esforço entre cidade e empresas. Sim, o Votuporanguense é um clube-empresa, tá bom que tem uma claúsula que coloca que a empresa não pode operar fora de Votuporanga, mas até aí...



Seja como for, o desempenho do clube foi muito bom, com uma das melhores campanhas da competição, o clube era apontado como um dos favoritos ao título. Mas caiu ainda na 2ª fase, apresentando um futebol muito aquém do esperado. Ainda assim, o clube possuia a maior média de público da competição, em alguns jogos levando 5,000 pessoas para o estádio Plínio Marin.



E para a Votuporanguense, 2011 começa quase da mesma forma que 2010. A pré-temporada começou cedo, ainda em março, sob o comando de Sérgio Caetano, que já tinha treinado o clube ano passado, mas os maus resultados da pré-temporada, especialmente uma derrota de 3 x 1 para o Rio Preto, acabaram derrubando o treinador. A definição de um novo comandante demorou um pouco, mas valeu a penas, pois o escolhido foi Carlos Rossi, que levou a Santacruzense ao acesso para a Série A2 nesse ano. Com essa troca, uma série de mudanças ocorreram, como a dispensa de 5 atletas, e a tentativa de contratar o experiente goleiro Pitarelli, que havia trabalhado com Rossi no 1º semestre, na Santacruzense, mas o goleiro resolveu pela aposentadoria dos gramados, e vai se dedicar no trabalho da empresa construtora de seu sogro.



O clube vinha de 4 vitórias seguidas, mas na 5ª rodada empatou com o Bandeirante em Votuporanga (o time folgou nessa rodada). O próximo jogo será contra o Tupã, dia 11, fora de casa, e a torcida promete estar presente.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 1 - Tupã




Novamente, falaremos do Tupã. Já contamos um pouco da história da equipe ano passado, e novamente, o post ficou aceitável. Esse ano, o Tupã teve 3 técnicos, mas estranhamente, tudo foi pacífico, e o clube se encontra em uma posição estável.


Todos esperam subir para a A3, e começaram a trabalhar logo cedo para isso, para evitar uma eliminação como a do ano passado, que ocorreu ainda na 1ª fase. Ainda em março, a maior parte do elenco estava definida, com uma mescla entre atletas da região e de outros lugares, sendo que muitos jogadores foram contratados da capital paulista. No início, Tupãzinho seria o diretor de futebol, mas foi efetivado como técnico. Essa seria a primeira experiência dele na profissão. "Seria", pois acharam melhor contratar alguém mais experiente, e a 16 dias do início da competição, a diretoria trouxe Carlos Schudi, o popular Carlão, e com isso, Tupãzinho voltaria para suas funções de dirigente.



Nos primeiros três jogos, foram 2 vitórias (2 x 0 Tanabi e 0 x 2 Assisense) e 1 derrota (1 x 2 Fernandópolis). Mas devido a problemas pessoais, Carlão pediu para ser afastado. Nisso, a diretoria contratou Emerson Alcantâra, que comandou o Oswaldo Cruz na A3 desse ano. Alcantâra estrou com um empate em 1 x 1 contra o José Bonifácio na casa do rival. A próxima partida será contra o Bandeirante, em Birigui.



A torcida ainda não está comparecendo em peso no estádio Alonso de Carvalho Braga. Em 2 jogos, uma média de 380 pessoas foram ver o clube. A diretoria está se mexendo no esportivo, mas terá de fazer algo em relação ao público, pois o apoio da torcida colabora, e muito, para que o clube alcançe seu objetivo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Segunda Divisão Paulista 2011 - Grupo 1 - José Bonifácio

Ano passado, já falamos do José Bonifácio, e ao contrário do caso do Assissense, o post não ficou tão ruim assim, ficou até simpático (é só pesquisar em José Bonifácio no campo de busca). Ano passado, o clube acabou ficando na 2ª fase. Naturalmente, as ambições para esse ano são maiores. Especialmente para esse ano, em que o clube completa 50 anos, como pode-se ver nesse distintivo comemorativo, presente no atual escudo da agremiação (retirado do site sofutebolbrasil.com, pois foi a imagem com melhor resolução do distintivo do clube que conseguimos).


A maior parte do plantel da equipe é formada por jogadores da cidade e da região, que possuem algum tipo de vínculo com a tradição do clube. Assim como no ano passado, o José Bonifácio não contará com o apoio de empresários para montar o elenco. O que não impede a chegada de atletas de outros lugares, como o caso do meia Renato, que estava no futebol amador da cidade. O técnico escolhido para comandar esses trabalhos foi Carlos Pereira. O plano original da diretoria era manter o treinador de 2010, China, mas na impossibilidade disso (China foi para o Fernadópolis), Carlinhos (como é popularmente conhecido) foi escolhido, e teve tempo para trabalhar. Desde abril, o elenco estava fechado, e se preparando para a estréia na competição, contra a Votuporanguense.


Apesar do otimismo, a equipe perdeu de 3 x 2 da Votuporanguense, em Votuporanga. Mas depois disso, com um estilo ofensivo de jogo, o clube conseguiu 2 vitórias, contra o Bandeirante em casa e contra o Tanabi fora, 2 x 0 e 2 x 1, respectivamente. O próximo jogo será contra o Tupã, em casa, e caso venã, um passo grande pra a classificação terá sido dado.