domingo, 23 de outubro de 2011

Enquanto isso, nas Minas Gerais



Atualmente, muito se fala do futebol mineiro. Na Serie A, os três clubes do estado fazem más campanhas. Já era previsto que o América brigasse contra o rebaixamento, o que não é supresa alguma. O Atlético, nos últimos anos, vêm querendo cair, e não seria muito surpreendente se isso acontece, assim como não ficariamos supresos caso o clube se mantesse. Já o Cruzeiro...ninguém esperava isso do Cruzeiro. Na Série C, o Ipatinga praticamente já confirmou o acesso. Na Série D, o Tupi ainda está na briga, e pode enfrentar o também mineiro Villa Nova, que devido a uma pendenga da competição (Nota; num jogo entre Anapolina e Tocantinópolis, que estava 4 x 1 para a Xata, terminou aos 25 do 2º tempo por que os tocantinenses ficaram de cai-cai, supostamente a pedido do Itumbiara e uma mala-preta, que iria se classificar. O Anapolina entrou na justiça, conseguiu efeito suspensivo, e um segundo jogo com o Tocantinópolis terminou em 6 x 1 para os goianos, resultado que eliminou o Itumbiara. E enquanto isso acontecia, a competição rolava normalmente), ainda está nas oitavas-de-final, onde enfrenta o Anapolina. O primeiro jogo em Goiás terminou em 1 x 0 para os mandantes, algo, em tese, perfeitamente reversível para os mineiros.

Mas o nosso foco será na Série B, mais especificamente, no Boa Esporte Clube. Entenda-se; o clube foi fundado em Ituiutaba, no dia 30/04/2011, como Boa Vontade Esporte Clube, nome que durou pouco, pois no mesmo adotou o nome da cidade. O clube ficou no futebol amador a maior parte de sua existência, se profissionalizando em 1998. Daí pra frente, a ascensão foi meteórica, com o clube atingindo a elite do futebol mineiro em 2005, e em 2010, consegue o acesso para a Série B 2011, e vai bem, disputando o acesso para a Série A. Só que tamanho sucesso acabou trazendo alguns incovenientes.

Como já dissemos, o clube nasceu em Ituiutaba, e mandava seus jogos no estádio da Fazendinha. A Fazendinha é um estádio simpático, porém, não possui uma capacidade muito grande, abrigando 3,840 pessoas. Para se ter idéia, o estádio não atendia as exigências da CBF para a disputa das fases finais da Série C, forçando o clube a jogar em cidades vizinhas, como Uberaba e Uberlândia. Muito se falou na expansão, ou construção, de um estádio novo, porém, só quando o clube confirmou o acesso para a Série B, os projetos tomaram corpo.

Mas era mais do que evidente que não haveria tempo hábil para se fazer uma obra desse vulto em tão pouco tempo. Logo, o clube teria que procurar outro campo. Mas nenhuma cidade da região quis abrigá-lo. Nisso, a cidade de Varginha fez uma proposta, prontamente aceita pela diretoria. O contrato vai até dezembro de 2012, e prevê que o clube não poderia ter nada que remetesse à outra cidade. Por isso a adoção do nome "Boa", que já é algo que faz parte do clube.

Enquanto isso, a previsão da volta da equipe para sua cidade de origem está prevista para 2013, porém, existem alguns "poréns" nesse quadro. Primeiro, a construção do estádio começou timidamente apenas em junho desse ano, com apoio da prefeitura, e o contrato com uma construtora só foi firmado em agosto, o que deixa dúvidas se o Boa voltará para Ituiutaba na data originalmente prevista. E a outra questão é o apoio recebido. Em Ituiutaba, a média de público era de 500 pessoas. Já em Varginha, essa média vai para 3,000. Mas não podemos nos ater somente em números, pois se os analisarmos, não são dois quadros semelhantes. Em Ituiutaba, o clube estava na Série C, e os últimos jogos não foram disputados na cidade. Já em Varginha, o clube está na Série B, e se a prefeitura quis trazer o clube, obviamente faria todo um trabalho de divulgação.

Mas existem mais coisas por aí. Supondo que os 3 mineiros da Série A caiam e apenas o Ituiutaba/Boa subisse, o que aconteceria? E se o projeto de emancipação da região do Triângulo Mineiro, que se tornaria mais um estado na Federação se realizar (lembrando que esse projeto foi levado para a elaboração da Constituição de 88, porém não foi aprovado), o clube iria ou não para o novo estado? São perguntas que só o tempo poderá responder, mas de todo jeito, é bom ficarmos de olhos abertos...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Campeonato Paulista Feminino



Depois de quase 6 meses de disputa, chegamos à final do Campeonato Paulista Feminino, que será entre o Centro Olímpico e o Santos.

O primeiro jogo será na capital paulistana, mais especificamente, no Distrital da Vila Guarani, pertinho da prefeitura. A segunda partida terá como palco a Vila Belmiro, os dois jogos sendo as 10:00. O Santos está se estabelecendo como uma das principais forças do futebol feminino no país, e o Centro Olímpico vêm fazendo boas campanhas recentemente.

As duas equipes chegaram as finais de maneira incontestável, com um desempenho muito acima dos demais clubes. Para se ter idéia, o Santos venceu 21 dos 26 jogos que disputou. Os resultados restantes somam um empate e quatro derrotas, marcando 117 gols e sofrendo 17. Por sua vez, o Centro Olímpico, com os mesmos 26 jogos, obteve 19 vitórias e 7 derrotas, marcando 99 gols e sofrendo 28.

O Santos é comandado por Gustavo Feliciano, técnico, e Murilo Barletta diretor de futebol. O técnico do Centro Olímpico é Artur Elias técnico do Centro Olímpico. Um ponto interessante é como se dá a “distribuição dos gols”, se assim podemos dizer. Embora o ataque do Centro Olímpico tenha anotado menos gols duas atletas do Centro Olímpico estão no topo da artilharia do certame; Débinha e Glaucia, ambas com 24 gols cada, metade dos gols anotados pela equipe. Em relação ao Santos, a artilheira é Karen, com 14 gols anotados, mas outras atletas também marcaram muitos gols, o que indica um estilo de jogo coletivo.

Num confronto anterior, na Vila Belmiro, o Santos venceu a equipe paulistana por 5 x 0. Mas vale frisar que o Centro Olímpico já estava classificado, e poupou titulares. Assim sendo, dizemos com toda a certeza de que teremos um bom jogo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Supresas

Ano que vem será ano de Eurocopa e CAN (Copa Africana de Nações), e já vemos duas supresas.

Na Europa, pela primeira vez na história, a Estônia consegue se classificar para os play-offs. Ainda que não conseiga repetir o feito da vizinha Letônia, que se classificou para a Euro de 2004, será um grande passo para o fuetbol estoniano, classificação que foi comandada por Sergei Pareiko; Andrei Stepanov, Raio Piiroja, Enar Jääger e Ragnar Klavan; Aleksandr Dnitrijev, Martin Vunk, Sander Puri e Dmitri Kruglov; Jarmo Ahjupera e Tarmo Kink, atletas que ou jogam no país, ou em centros alternativos do futebol.

Já na África, quem surpreendeu foi a Líbia, que após o começo do movimento pelo fim da ditadura de Gadaffi, não perdeu nenhuma partida, mesmo sem poder jogar no país, e os jogos foram sem público, o que não quer dizer que não houve apoio aos atletas líbios. Em 2012, jogarão a primeira Copa da África com bandeira e hino pós-ditadura. Os jogadores que mais atuaram foram Samir Aboud; Abdluaziz Belraysh, Muhammad al Maghrabi, Younes Al Shibani, Ahmed al Tawerghi; Marwan Mabrouk, Djamal Mahamat, Muhammad al Sanaani, Abdulnaser Slil; Ryadh al Laafi e Ahmed Sa'ad. O país também já confirmado como sede do certame em 2017.

Assim sendo, desejamos boa sorte a essas equipes, que estão escrevendo um novo capítulo em suas vidas, não apenas futebolísticas, diga-se de passagem...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Chelsea de Ialomita


Por esse apelido, poucos saberam a qual clube ele cabe. Se dissermos que esse clube é o FC Unirea Voluntari Urziceni, ou simplesmente Unirea. Pelo nome poucos devem conhecer. Bem, esse clube foi campeão romeno em 2008-09 e vice na temporada seguinte, participando da Liga dos Campeões da UEFA, tendo como destaque uma vitória por 4 x 1 sobre o Rangers em Glasgow. Ficou em 3º no grupo, indo para a Copa da UEFA (atual Liga Europa), sendo eliminado pelo Liverpool, não sem engrossar o caldo.

Bem, o Unirea desapareceu. O clube estava afundado em dividas, e como na Europa as coisas são mais rigorosas, o clube não pôde manter a licença na Federação Romena. O valor da dívida é 1, 5 milhões de euros (já dissemos que não possuimos o símbolo do euro em nosso teclado), o que no mundo do futebol pode não parecer muito. Mas se levarmos em consideração que a Romênia não é um país dos ricos na Europa, uma dívida dessas ganha em proporção.

Fundado em 1955, o clube nunca obteve muito destaque, tendo como maior glória um vice campeonato da 3ª Divisão, em 1987-88. Até que em 2002, Dumitru Bucşaru, um dos homens mais ricos do país, se envolve com o time, prometendo torná-lo grande em pouco tempo. De fato, a promessa foi cumprida, pois em 6 anos, o clube saiu da 3º Divisão romena e chegou a Liga dos Campeões, tudo isso com um ótimo trabalho do técnico Dan Petrescu e do diretor de futebol Mihai Stoica, que apesar de contarem com aporte financeiro, montaram um elenco bom e barato, composto de jogadores que não aproveitados em times maiores, veteranos que ainda queriam provar algo, e estrangeiros contratados de maneira cirúrgica (o goleiro, o lituano Giedrius Arlauskis, chegou por apenas 150 mil euros, e hoje, no Rubin Kazan, seu passe está estipulado em 2 milhões). Petrescu, para incentivar os jogadores, os comparou a lobos, o que rendeu a alcunha de Lupii din Bărăgan (Lobos de Bărăgan). A ascensão foi tão meteórica que Petrescu, ex-jogador do Chelsea, apelidou o clube de Chelsea de Ialomita. O clube antes era conhecido apenas como Ialomitei.

Tudo ia bem até que o clube não conseguiu ir para Liga dos Campeões 2010-11, sendo eliminado pelo Zenit, da Rússia. Isso bastou para que Bucsaru deixasse de investir do clube, mesmo tendo ganho algo em torno de 20 milhões de euros nesse período. Sem dinheiro, os jogadores começaram a sair ou ser negociados, o que deu ainda mais lucro para o empresário, ao ponto do Unirea jogar o segundo turno da temporada 2011-12 com jogadores emprestados dos times B de Steua e Dinamo, ambos de Bucareste. Com esse elenco, o clube foi rebaixado, e Bucsaru se recusou a filiá-lo para a 2ª Divisão esse ano.

O clube não poderia jogar com a já referida dívida, mas se tivesse se filiado, estaria licenciado, ou seja, qualquer um que quissesse tocar o barco poderia fazê-lo. Mas como Bucsaru não o fez, o clube foi banido das competiçõs no país para a próxima temporada, o que quer dizer que ou esperam a punição acabar, ou montam um outro clube.

E cremos ser muito difícil a população de Urziceni reerguer o clube. Não por falta de vontade, mas Urziceni é uma cidade pequena, a menor que teve um time na fase de grupos da Liga dos Campeões, com cerca de 17 mil habitantes. O próprio prefeito afirmou que tocar o Unirea apenas com os recursos da cidade tomaria de 2 a 3 vezes o orçamento anual da cidade. E assim, uma história que começou em 1955 está no seu capítulo mais negro.

A situação do Unirea, infelizmente, não é algo incomum. Quantos clubes definham, ou pior, desaparecem, devido a interferência de pessoas inescrupulosas, que só querem tirar dinheiro do clube, não importando com o que isso acarretará no futuro. Promessas de ascensão rápida, de estar entre os grandes em pouco tempo, sim, são sedutoras, especialmente se o clube estiver numa situação dificil, e é fácil falar que os clubes devam recursar essas ofertas. Momentos desesperadores requerem atitudes desesperadas, mas será que realmente valem a pena? Seja como for, desejamos que um dia, o Unirea volte, e se for pra brihlar na 1ª Divisão e na Europa, melhor, mas se voltar apenas para representar a cidade de Urziceni no estádio Tineretului...

domingo, 2 de outubro de 2011

Uma Análise


Provavelmente, nem todos os leitores desse blog sabem quem foi Castor de Andrade. Ele foi um dirigente de futebol, mais especificamente, do Bangu, nos momentos mais áureos da equipe, que incluem o vice-campeonato no Brasileiro de 85 (ganho pelo Coritiba). Castor também se destacava por também se envolver no carnaval do Rio de Janeiro, sendo patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel. Tudo isso sendo advogado.

Esse seria o perfil de um homem honesto, integro, que ajudou um clube a alcançar algumas glórias. "Seria". Castor era mais famoso pelas contravenções, especialmente, o jogo do bicho, que herdou de seu pai, Eusébio de Andrade, que por sua vez, aprendeu isso com a esposa, mãe de Castor, que foi introduzida no ofício por sua mãe, Euridice, avó de Castor, que depois de viúva, viu na jogatina uma chance de sustentar o lar. Como podemos ver, era o jogo do bicho era uma instituição familiar. Mas Castor elevou o nível da atividade à um patamar superior, nunca visto antes. Haviam outras acusações contra, mas a maioria não foi provada. Porém, quando alguma acusação caia sobre Castor, este não a negava, tampouco afirmava (ou confesava, dependendo do ponto de vista). Sumia por algum tempo, rezava (era fato que ele era muito religioso), e quando tudo esfriava, reaparecia. Era tido como um "contraventor romântico", pois não permitia coisas como o tráfico de drogas em seu território, e dava um suporte para a comunidade, coisa que o Estado não fazia.

Sobre o Bangu, o clube foi fundado em 1904 por membros da Fábrica Bangu. Sempre possuiu raízes operárias, tanto que o nome oficial do estádio Moça Bonita é Proletário Guilherme da Silveira. O clube tinha vencido 3 Torneios Início (1934, 50 e 55 ), 2 Cariocas da 2ª Divisão (1914 e 1918) e 1 da 1ª Divisão (1933). Mas quando a Fábrica Bangu se separou do clube, este passou por perrengues até que Eusébio de Andrade começasse a injetar dinheiro do jogo do bicho, processo esse que intesenficou com a ascensão de Castor à presidência.

Agora, vamos em duas direções; a estrutura do futebol brasileiro é extremamente defasada, pouco mudando do tempo de Castor até o presente. Dirigentes populistas, com interesses escussos, geralmente não-profissionais e apegados ao poder. Esse era o perfil de Castor? Não possuímos informações suficientes para dizê-lo, mas podemos afirmar que a estrutura na qual estava inserido é quase a mesma que a atual, com a diferença que hoje rola muito mais dinheiro. O outro ponto é que pelo menos Castor era sincero ao não negar suas atividades, coisa que muitos dirigentes hoje, tanto de clubes como de federações, não fazem. O carioca ao menos era sincero...ou cara-de-pau, bem, isso fica do ponto de vista do freguês. E ele também se importava com o clube, ao ponto de comandar treinos do clube, quando o próprio mandava o técnico ir observar os adversários. Não via o Bangu como gasto, muito pelo contrário, muitos dizem que gostava de colocar dinheiro no time, dinheiro ganho de maneira tão pouca ortodoxa, e segundo muitos, a fonte desse dinheiro era defendido de maneira ainda menos ortodoxa.

Em suma, uma análise da figura de Castor de Andrade é complicada, fica a cargo do freguês. Mas temos pelo menos uma certeza; a história de vida dele praticamente se misturou com a do Bangu, e ele é um personagem único, dos mais folcóricos do futebol brasileiro...

Caricatura feita por Ray Costa, em http://raycosta.blogspot.com/2010/05/castor-de-andrade.html

Diadema 2012


Já é de conhecimento de muitos que o Clube Atlético Diadema ingressará no futebol profissional ano que vem. A equipe, que se dedicava apenas às categorias de base, já conta com boa estrutura e com suporte financeiro, o que é algo importante no profissionalismo. Mas assim como São Bernardo, Diadema contará com mais de um clube profissional. O EC Água Santa, tradicional, e vencedora, equipe do futebol amador da cidade, ingressará na Segunda Divisão (ou 4ª, como preferirem). Depois de vencerem 3 vezes seguidas o municipal, e a Copa Metropolitana de 2007, decidiu-se pelo profissionalismo. E pela média de público que o clube apresenta nos torneios amadores (cerca de 1,500, 1,700), podemos dizer que terá uma das maiores médias de público do certame. Estamos ansiosos que num futuro próximo, possamos ver uma Copa ABC, com os clubes da região, coisa que seria muito boa de se ver. Mas divagações a parte, acompanharemos tudo de muito perto.

sábado, 1 de outubro de 2011

Na Baviera, Outubro é Mês de...



...de Oktoberfest! E como já de tradição, a festa conta com a presença do elenco do Bayern de Munique, cuja comissão técnica e jogadores são inseridos nas tradições da região. Normalmente, não se incentiva atletas a beberem e comerem chucrutes e coisas com alto valor calórico, mas Oktoberfest é exceção. Com o time em boa fase então, as coisas tendem a ser mais relaxadas. Uma coisa que gostamos desse projeto é de que o clube participa das festividades da comunidade em que está inserido, numa relação entre tradição/clube e clube/tradição. E toda festa possui um caráter extremamente inclusivo, com elementos de fora da comunidade tomando parte nela.

No Brasil, seria uma boa se acontecessem coisas assim. O Palmeiras participando da festa de San Genaro, os clubes nordestinos no carnaval, e por aí vai. Com certeza seríamos agraciados com imagens com essa aqui de Frank Ribery, que desde 2007 abrilhanta o evento com seu carisma e malebolência...