quarta-feira, 9 de maio de 2012

Notícias - Segunda Divisão Paulista

Procurando se reforçar para disputa da competição, o Jabaquara contratou dois reforços de renome. O primeiro é o atacante Rodrigão, com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro, como Palmeiras e Atlético - PR, e seu último time foi o Anapolina - GO. Rodrigão chegou a negociar com o Independente de Limeira, mas optou por acertar com o clube que o revelou para o futebol.

O outro reforço é o lateral-esquerdo Rubens Cardoso, que estava no Feirense de Portugal. Rubens também tem passagens por clubes de expressão, tendo como melhor momento na carreira a conquista da Tríplice Coroa, com o Internacional - RS. Com esses dois jogadores no elenco, o Jabuca fica ainda mais forte na busca pelo acesso, que começou com um empate fora de casa contra o Guarujá.





Obs: Falando do Jabaquara, vimos o post que escrevemos sobre ele, e só agora reparamos que existiam erros gritantes. Pedimos desculpas pela má qualidade daquele artigo, que nem de longe condiz com o padrão do Futebol Interiorano. Aqui vai uma versão atualizada, sem os erros crassos vistos no artigo anterior. Novamente pedimos desculpas e agradecemos a compreensão.

Enquanto isso, no Oeste Paulista

A Segundona Paulista mal começou e já temos pendengas. Para ser mais preciso, em Araçatuba. Como visto anteriormente no blog, a AEA mantinha uma parceria com a empresa do ex-goleiro Waldir Peres, a WPSB. "Mantinha", pois a empresa de Peres desistiu da parceria, isso à pouquíssimo tempo antes do início da competição. As coisas ainda não estão muito bem explicadas, mas a versão mais difundida é de que a empresa não obteve o apoio financeiro esperado.

Peres também exercia a função de diretor de futebol do time, função esta ficará com Francisco de Assis Queiroz. Já não é a primeira vez que Peres deixa de lado projetos e parceiras; foi assim na Pirassununguense e no Rio Claro, para citar dois exemplos. Estamos esperando uma explicação por parte da empresa, e quando esta vier, publicaremos.

Em relação ao AEA, agora o clube terá que procurar outro parceiro ou pedir mais apoio da prefeitura, o que a nosso ver, pode não ser muito benéfico, tendo em vista que esse é ano de eleições, e no pior dos casos, o clube pode ser usado como palanque.

Seja como for, não sabemos se isso, mesmo que de maneira indireta, influenciou na derrota fora de casa para o Tanabi, por 2 x 1. Resta esperar e ver como o time e a torcida lidará com mais essa dificuldade.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Segunda Divisão Paulista 2012 - Grupo 03 - Lemense


Depois de duas temporadas na A3, o Lemense voltou para a Segundona. E o que podemos experar do CAL para esse ano? Veremos agora.

Na Série A3 de 2011, o Lemense somou apenas 15 pontos em 18 jogos, marcando 18 tentos, e sofrendo 31, o que fez da defesa do clube a 3ª pior da competição. Esse mau desempenho culminou no rebaixamento para a Série B, de onde  clube saiu em 2009, com grande campanha, alcançando o 3º lugar geral.

Para 2012, a equipe começou a preparação relativamente tarde, definindo o técnico apenas em abril; Rogério Corrêa. Para os que não conseguiram lembrar do nome, ele  era zagueiro do Atlético - PR campeão brasileiro de 2001. Corrêa começou a nova carreira ano passado, no Anapolina – GO, onde parou de jogar no Goiano para assumir o time logo em seguida. Sua experiência como técnico do time foi, digamos, muito breve; apenas 3 jogos na Série D do Brasileiro, e o retrospecto é razoavelmente bom; uma vitória (1 x 2 no Tocantinópolis), um empate (1 x 1 contra o Gama) e uma derrota (2 x 3 para o Itumbiara). Entre o final da Série D e 2012, Corrêa estudou e procurou se preparar, mas é mais do que evidente que lhe falta experiência na função (o que não quer dizer que não há preparo para tal).

Um fator que pode pesar é o curto tempo para preparação, que assim como técnico, começou apenas em abril. Para tentar compensar esse atraso, os treinos ocorrem em dois períodos, manhã e tarde, e a diretoria programou alguns amistosos. O time perdeu por 2 x 0 para o Tanabi, mas venceu o sub-20 do Guarani por 2 x 1. Aproveitando esse gancho, falemos das categorias de base, que são de extrema importância, sobretudo em uma competição sub-23 como a 4ª Divisão do Paulista. No começo do ano o time participou da Copa São Paulo de Futebol Jr., e foi muito mal, perdendo todos os jogos disputados, com direito a uma derrota de 7 x 1 para o Internacional de Porto Alegre. Atualmente, o clube firmou uma parceria com a Secretaria de Esportes e Lazer da cidade. Os primeiros passos serão participações nos campeonatos da Copa Ouro e Copa Caminho para o Sucesso, com a Escola Municipal de Futebol de Leme representando o clube.

E é bom que estes garotos estejam preparados, pois a Segunda Divisão Paulista é uma competição dura. Pensado nisso, a diretoria trouxe alguns atletas de destaque, sobretudo Jonny, zagueiro que defendeu o clube na campanha do acesso em 2009, e Felipe Índio, atacante revelado na base do Atlético – MG. O Lemense tentou contrata um grande nome; o ex-atacante Alex Mineiro, que assim como o técnico, foi campeão brasileiro com o Atlético - PR, foi ventilado. Porém, ao que tudo indica, não houve acordo.

Apesar de tudo isso, a diretoria mantém um discurso otimista, afirmando que o time brigará pelo acesso. Mas primeiro, é preciso superar os duros rivais de seu grupo, o 03;  Américo, Pirassununguense, Radium e Guariba, que será o primeiro rival do Lemense.

Bem, pra falar a verdade, já foi. Aqui fazemos um adendo; tentamos, e muito, mas não conseguimos falar de todas as equipes antes do início do certame. Agora, voltando ao post, a equipe perdeu  pro Guariba na casa por 2 x 0, em um jogo em que pouco ameaçou os mandantes. Para piorar a situação, por problemas de documentação, haviam apenas 3 jogadores no banco. Com todos esses problemas, viu-se algo que aparentemente será a tônica da equipe na competição; o esforço, algo que é extremamente importante nesse campeonato.

O próximo desafio da Onça Azul será o Américo fora, o que nos dá a certeza de que um grande público estará no estádio Joaquim Justo, lembrando que mesmo com uma campanha miserável, não foram poucos os jogos em que o Américo colocou mais de 1000 pessoas no estádio. Nesse quesito, o Lemense fica na (baixa) média geral da competição, com aproximadamente 225 pagantes por partida no Bruno Lazzarini. Para tentar reverter esse quadro, serão promovidos sorteios de ingressos, o que ao nosso ver, parece pouco, mas isso só o tempo dirá.


Nossa opinião? Achamos que em relação aos rivais de grupo, o Lemense larga um pouco atrás, mas nada que seja insuperável, longe disso, mas em um primeiro momento, acreditamos que é pouco provável que o Lemense alcance o acesso já nessa temporada... 

domingo, 6 de maio de 2012

2004 - Um Ano Improvável


Em todos os esportes coletivos, entre as equipes que participam de determinado campeonato, existem aqueles que podem ser considerados grandes, e por tabela, existem os tidos como pequenos. Tradição, torcida e títulos, estes são os elementos que fazem de um time grande, e o credenciam à mais conquistas. Sobre os clubes pequenos, eles possuem tudo o que um grande possui, só que em menores proporções. Mas isso não impede que em determinadas oportunidades, esses clubes considerados pequenos surpreendam e conquistem títulos jamais imaginados. E olhando para trás, poucos foram os anos como 2004, quando vimos uma série de eventos do tipo pelo mundo. E o número é de surpresas tão grande que teremos de fazer vários textos. Hoje, vamos abordar a epopeia do Esporte Clube Santo André na Copa do Brasil daquele ano.

Copas nacionais são prolíficas em surpresas, em todo mundo. É onde mais se vê aquela história de “Davi contra Goliás”, o “Milhão contra o Tostão” (não nos lembramos ao certo, mas isso não era slogan político? Se for, saibam que o usamos de maneira involuntária, e se não for, apenas encarem como um verbete ruim). Muito por quê na maior parte do mundo as copas são os únicos torneios que permitem encontros entre grandes e pequenos, pois não são todos os países que possuem Estaduais. Seja como for, na edição de 2004 vimos algo realmente surpreendente. De um lado, um clube de massa, ou melhor, da massa, afinal possui a maior torcida do Brasil (um adendo; isso é somente um número, e ainda que queira dizer muita coisa, acaba não dizendo o principal), no caso, o Flamengo. Do outro, o Santo André, equipe relativamente nova (até então possuía 37 anos, considerando a fundação do Santo André FC), com uma torcida majoritariamente regional. Até então, o Ramalhão, no começo dos anos 2000, tinha conquistado o acesso para  a 1ª Divisão do Paulista em 2001 e para a 2ª do Brasileiro em 2003. O ECSA só conseguiu a vaga na Copa do Brasil por ter conquistado a Copa Paulista do ano anterior.

O plantel do Santo André era composto por atletas experientes, como Sandro Gaúcho e Romerito, e vários moleques da base, base esta que mostrou para que viria quando conquistou a Copa São Paulo de Futebol Jr. em 2003, eliminando Cruzeiro, Vasco e  superando o Palmeiras  na final. Atletas como o goleiro Júnior Costa, o defensor Makanaki, os meia Tássio e o atacante Nunes foram promovidos para o time principal muito rapidamente. Pra ser mais exato, eles entraram em campo na tarde do mesmo dia. Sim, depois de jogar contra o Palmeiras pela manhã, muitos deles foram enfrentar o Santos pelo Campeonato Paulista na mesma tarde.

Apesar desses sucessos recentes, pouco se esperava do time do ABC na competição nacional.O que se viu, porém, foi algo completamente diferente do esperado, com o Santo André chegando na final com autoridade, eliminando equipes como Atlético – MG e Palmeiras.  Para a final, a imprensa de todo o país já dava o título para o Flamengo, e possivelmente, isso contagiou o elenco e a diretoria do rubro-negro, que estavam entrando em um clima de oba-oba, esquecendo-se que o Ramalhão, apresentando um futebol extremamente eficiente, eliminou equipes que eram consideradas favoritas ao título. Entretanto, o resultado da primeira partida indicava que todos que apostavam no Flamengo estavam certos, pois um empate em 2 x 2 em São Paulo forçava o Santo André a vencer o jogo ou a alcançar um empate de mais de 2 gols, e isso em um Maracanã lotado.

Apesar de quase todos dizerem que não conseguiriam, jogadores e torcida acreditavam no inacreditável, e acabaram participando daquilo que era inimaginável; o Santo André, contando com os gols de Sandro Gaúcho e Élvis, as orientações de Péricles Chamusca, e mais 300 andreenses nas arquibancadas, calaram 70 mil rubro-negros, causando o maior choque do ano. Chegaram a fazer um documentário sobre esse episódio, e o título tem um nome mais do que justo; “O Maracanazzo de um Santo”.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Segunda Divisão Paulista 2012 - Grupo 2 - Taquaritinga


O Clube Atlético Taquaritinga é um tradicional clube paulista, o único (se alguém conhecer outro, por gentileza nos informem) com essa combinação de cores; preto, vermelho e verde. O CAT chegou até a disputar de maneira épica  a elite do Campeonato Paulista, não pelo desempenho em si, mas pela sua torcida, detalhe este que abordaremos depois. Mas nos últimos anos, a equipe não dá aos seus torcedores muitos motivos para sorrir. Ano passado por exemplo, o Taquaritinga foi rebaixado na Série A3, somando apenas 16 pontos em 18 jogos, com o pior ataque de toda a competição, com apenas 13 gols marcados, e ainda que a defesa não tenha sido a pior, sofrer 23 gols é algo longe de ser elogiável. O rebaixamento, segundo o diretor de futebol Fernando Carvalho, se deu por motivos econômicos, pois a receita sofreu uma dura queda na metade do torneio. Em suma, foi algo traumático, pois o clube até poucos anos atrás, vinha bem na A2. Uma queda tão rápida e profunda é de desnortear qualquer um.

Em 2010, O rebaixamento na A2 ocorreu por causa de uma pendenga da diretoria com a Anjobol e seu mandatário Napoleone Jr. , com trocas de acusações dos dois lados. Sobre essa celeuma, fazemos um adendo para a opinião do blog; muitos afirmam que os diretores do Taquaritinga não eram santos, e concordamos com eles, mas sobre Napoleone, existem reclamações sobre ele por quase todo Brasil, e são poucos os elogios que encontramos...pra falar a verdade, simplesmente não encontramos elogios.

Seja como for, o plano da diretoria é trabalhar muito, para que o sonho do acesso possa se concretizar. O clube começou a preparação ainda em fevereiro, sob o comando do técnico Solito Alves. Mas apesar desse tempo de preparação, a equipe ainda demonstra uma incocistência; até o momento, três amistosos foram disputados, somando 2 derrotas e 1 vitória. A vitória veio em um jogo contra o Tanabi, em Taquaritinga, pelo placar de 2 x 0. As derrotas vieram nas mãos de Oeste de Itápolis e Guariba. A derrota pro Oeste (0 x 2) era até esperada, mas perder de 0 x 3 pro Guariba, ao ver da diretoria, foi demais. Tanto que passou a pressionar a parceira para contratar mais atletas, causando um pequeno desconforto na relação, que tem um contrato de 3 anos de duração.

Outro fator que pesa é que o elenco não é muito experiente; o único atleta acima de 23 anos é Alexandre Pitbull (lembrando que a Segunda Divisão Paulista é uma competição sub-23, sendo que não mais que 3 atletas acima dessa idade podem estar em campo). Se o clube quiser ir longe no torneio, será necessário contratar mais jogadores experientes, pois para os torcedores, grande parte dos adversários dos grupos são considerados rivais. As partidas contra Matonense, Jaboticabal e Novorizontino são consideradas clássicos, e a estreia será um jogo nada fácil; o Olímpia fora de casa, no estádio Tereza Breda.

Agora, uma outra observação; não vimos nada até o momento para levar o cidadão comum para o estádio. O torcedor sempre estará lá, onde o clube estiver, mas o simpatizante comparece no estádio apenas se houver algum benefício, de um time que empolgue a cidade à um desconto nos ingressos para quem estiver usando a camisa da equipe. Até o momento, não vimos nenhum plano para trazer esse grupo para o estádio (entre a incerteza de que o número de leitores do blog aumenta, ou de que sua audiência caia como uma cascata, e os que acham esse treco, só o acham por acaso, repetimos; não é por que não achamos algo podemos dizer que isso não exista - a não ser que seja um elogio à Napoleone Jr - , então, se alguém souber de algo sobre um plano de sócio-torcedor ou coisa que o valha em Taquaritinga, por favor compartilhe conosco).

Pegando o ano passado como referência, o clube teve uma média de 178 pagantes no Estádio Municipal Adail Nunes. Esse dado é de um contraste gritante com a própria história do estádio; o clube participaria da 1ª Divisão do Paulista, mas seu antigo campo não oferecia condições para disputar o campeonato. Com a ameaça de não ver seu clube no topo, depois de tantos anos lutando para chegar lá, a cidade se mobilizou de tal maneira que em um esquema de mutirão, construiram um estádio com capacidade para 35 mil pessoas em apenas 3 meses.


Finalizando, sinceramente, achamos que se o clube ir bem será uma surpresa, pois até o momento não temos mostras de que o elenco aguentará o rojão, e além disso, o clube está em processo de reconstrução após os dois rebaixamentos seguidos. Resta esperar para ver se o elenco é bom, se a diretoria absorveu o choque e se a cidade voltará a abraçar o time, pois temos certeza de que o torcedor estará lá, apoiando sua equipe em qualquer circunstância, e em se tratando do Taquaritinga 2012, essa é a nossa única certeza...

domingo, 29 de abril de 2012

Sobre o Palestra

Cá estamos novamente. Depois de muito tempo sem nenhuma entrevista, conversamos com Leandro Giudici, jornalista que trabalha na região do ABC e torcedor apaixonado do Palestra de São Bernardo. Todos nós ficamos tristes com o afastamento do PSB do profissionalismo, mas com certeza os torcedores dessa tradicional equipe ficaram bem mais abalados. Nisso, pedimos pra Giudici expressar sua opinião sobre o fato. Desde já agradecemos a Leandro por ter nos atendido, desejamos sucesso à ele, e que o Palestra volte a dar alergias a seus torcedores.



 lá, como vai? Aqui vão algumas perguntas sobre o Palestra. Serão poucas, tendo em vista que não tem muito tempo. Desde já agradeço, e desejo uma boa semana pra ti. Aí vão;


Antes de tudo, olá. Gostaríamos que falasse de como começou esse sentimento pelo Palestra?
Via o Palestra pelos jornais e achava curioso o nome ser parecido com o do Palmeiras. Comecei a acompanhar de perto em 2004 quando entrei para a imprensa e comecei a ser setorista do clube. Você passa a ver as dificuldades de perto e passa a torcer pelo time, pelo sucesso dos atletas, do treinador. Na época o Palestra era o único da cidade. No ano seguinte, criaram o São Bernardo FC, um time cheio de privilégios, endinheirado, já nasceu no âmago da administração municipal e achei aquilo injusto com o Palestra que comia 'grama' a tempos, e isso foi me dando ainda mais carinho pelo clube. Em 2006 ajudei a fundar a torcida do Palestra, a Loucos do Palestra, uma torcida de paz, apenas com o objetivo de apoiar. No mesmo ano fui chamado a ser assessor de imprensa do clube e lá fiquei por cinco anos. A paixão só aumentou cada vez mais, o Alviverde tem uma história apaixonante e toda uma mística que encanta.

Qual foi o momento mais marcante que você vivenciou como torcedor do Palestra? (Adendo, Alviverde Batateiro é um apelido depreciativo?)
Alviverde Batateiro é um apelido completamente carinhoso. Todo sambernardense gosta de ser chamado de Batateiro, que é um apelido que vem lá de trás da rivalidade entre bernardenses e andreenses. É dificil escolher um apenas, mas acho que Taubaté em 2009 quando quase subimos, embora não tenha tido final feliz, foi um dos mais marcantes, estivemos a 30 minutos do acesso à Série A3. Saímos na frente com um estádio abarrotado, com cerca de seis mil pessoas, nosso goleiro pegou um pênalti, mas eles conseguiram virar, até porque haviam muitos fatores contra o Palestra aquele dia. Em 2010, conseguimos três viradas espetaculares sobre EC São Bernardo, Mauaense e Guarulhos que foram inesquecíveis também. Somos um time tradicionalmente de muita garra e raça. Quem chega ao clube acaba se contagiando com essa transmissão de amor que vem da torcida.

Os clubes do ABC sofrem com a concorrência dos clubes da capital, e no caso específico do PSB, o que pode ser feito para atrair mais público e gerar mais torcedores? Se não nos enganamos, em uma pesquisa relativamente recente, constatou-se que o Palestra era o segundo time com mais simpatizantes no ABC, então por quê as médias de público não são boas? Pois mesmo com os times da capital por perto, acreditamos que é possível ter médias mais altas.
A sombra que a Capital faz no ABC inteiro realmente é um fator muito negativo. Atrapalha em muitos aspectos, desde o cultural, ao político, até o esportivo. Estamos há 20, 30 minutos do Pacaembú. Nossa mídia regional, embora esteja aos poucos melhorando é predominantemente da Capital, isso é péssimo. Deveríamos ter uma afiliada de uma grande emissora, temos mais de 3 milhões de habitantes. Mas, acho que os clubes promovem pouco as suas marcas, não conseguem fazer nenhuma ação que mobilize torcida, que venda seus produtos, sua marca decentemente. No Brasil, os torcedores querem resultados apenas, não ligam pro clube que representa sua cidade, que tem história, tradição, isso se perdeu muito em São Bernardo também graças a forte imigração que ocorreu na cidade com a industrialização. As pessoas acabam não tendo raízes.
O que o Palestra precisa fazer urgentemente para mudar isso, primeiro é voltar ao profissionalismo, segundo é conseguir bons resultados. O Palestra sempre foi muito querido, número de pessoas nas arquibancadas não diz nada, o São Paulo mesmo não tem um torcedor habituado a ir a todos os jogos, ela virá conforme vencermos. Sempre fomos um clube popular, aberto a comunidade, muita gente passou nas escolinhas do clube, pelos veteranos, nos outros esportes que já tivemos, isso cria carinho nas pessoas. E acho que nossa tradição também é algo que nos torna muito simpáticos e queridos, embora essa paixão esteja empoeirada, o clube não soube trabalhar isso ao longo dos anos. A maior torcida 'clubista' de São Bernardo é a do Palestra. Nós estamos lá apenas por amor, não por resultado, ou porque é moda na cidade, isso pra mim é ser torcedor de verdade.

Agora, sobre a desistência do clube de participar de competições esse ano, na sua opinião, a que isso se deve? Se acha que houve um equívoco na política do clube, onde e quando ele foi cometido?
É evidente que a diretoria vem se equivocando ano após ano. Em 2009 por exemplo, estivemos a um passo do acesso com uma excelente parceria que não conseguimos manter por alguns fatores políticos, mas também porque o Palestra não soube cumprir sua parte na parceria. Em 2010 chegamos a montar um bom time, mas sem parceiros e ainda tomamos um W.O., que é algo vergonhoso para um time amador, imagine para um profissional! Em 2011 fomos o penúltimo colocado entre todos do Estado (e só a frente do Nacional porque ele foi punido). Neste ano, pedimos licença. Ou seja, as coisas não vem bem desde que a presidência atual comandada pelo José Fábio Cassettari Neto assumiu. O erro principal está em não ter projeto nenhum, não há planejamento, tudo é empurrado com a barriga. Seria tolo se não levasse em conta que o clube nunca foi o preferido da administração municipal e sofre com as investidas do rival que sempre sonhou em nos ver extinto, mas o Palestra tem seu próprio espaço, há alternativas.
Fecharam as portas do clube aos palestrinos, hoje o conselheiro, os palestrinos e o morador do Ferrazópolis, que adotou o Palestra como seu representante, não sabem o que funciona dentro dos muros do clube, nos encolhemos cada vez mais e as poucas pessoas que se aproximam saem magoadas de lá, pois não recebem respaldo e nem respeito das pessoas. Falta zelar pelo nome grandioso que temos no cenário do futebol, falta ter a dimensão de que para chegarmos aos 76 anos muitos abnegados dedicaram décadas de suas vidas, quando souberem disso já será um grande passo. No último aniversário do clube não apareceu ninguém da diretoria, o presidente não vai aos jogos e não deu uma sequer declaração sobre sua decisão... Não estão tratando o Alviverde como ele merece!
 
Qual foi a repercussão da desistência do Palestra de competir?
Todos no futebol paulista lamentaram. É uma repercussão péssima, afasta as pessoas de perto do clube, evidencia que estamos caminhando para trás. A comunidade palestrina fica triste. As pessoas torcem por um time em campo. Ver seu time cair de divisão, ir mal em um campeonato é sem dúvidas muito triste, mas ver seu time afastado é um castigo muito grande. Eu imagino a frustração de quem trabalhou com tanto afinco pela agremiação ver o clube no estado em que está.

E a seu ver, o que pode ser feito para manter o Palestra ativo, e mais, competitivo?
Abrir as portas aos palestrinos! Não se pode gerir um clube deste tamanho e dessa importância com duas, três pessoas. Além de um equívoco é arrogância! As pessoas possuem pré disposição em ajudar, especialmente aqueles com passado ligado ao clube, que são muitos, elas precisam de espaço e autonomia pra isso. Nossa sede social é algo grandioso, uma estrutura que poucos clubes grandes possuem, é preciso saber explorar isso da forma correta, vender a marca, explorar o fato de estarmos em um bairro periférico, promover ação social. Hoje o que temos é uma piscina suja e o mato na altura das pernas, é tudo vazo, sem ninguém. É preciso parar de tratar o clube como uma herança familiar e lembrar que ele pertence a coletividade palestrina. O nosso potencial é gigantesco e isso entristece ainda mais o fato de estarmos afastados do futebol e sem projeto algum para retormarmos ele. O Palestra tem algo que muitos almejam hoje, uma vaga entre os profissionais, isso abre grandes portas, mas não basta esperar sentado que alguém toque a campainha da sede para oferecer apoio, é preciso saber buscá-lo, e há muitos meios para isso. Um deles é aproximar o Palestra dos palestrinos.

Todo torcedor palestrino (e todo amante do futebol) possui a esperança de que a equipe retorne, mas há expectativa de que esse retorno se dê em breve? A torcida está se mobilizando nesse sentido?
Aguardamos e cobraremos para que voltemos logo! O Palestra sempre possuiu vários outros esportes, mas sua essência, sua razão de existir sempre foi o futebol. Mesmo longe dos profissionais, fomos os melhores do futebol amador da cidade por longos anos. A torcida está reunindo os palestrinos de várias épocas, como ex-jogadores, veteranos, etc para se juntarem a nós e exigirmos uma gestão profissional e que apresente projetos. Não somos apenas moleques revoltados, temos nossas propostas e levaremos elas adiante. Acho importante que as próximas eleições também sejam transparentes, abertas.

Que mensagem você deixa não só pra torcida palestrina, mas para todos que torcem, apoiam e amam os times de suas cidades e regiões?
Não deixem nunca de amar o Palestra, enquanto houver amor continuaremos a existir. Já sobrevivemos sem uma sede, estávamos quase mortos, mas o amor de algumas pessoas nos fez continuar existindo. Não é fanatismo, porque isso não leva a nada, é amor. Não importa se ele não estiver em campo, nosso Palestra é maior que isso e muito maior que qualquer pessoa ou sobrenome. Não podemos e devemos permitir que a arrogância de algumas pessoas se sobreponha a nossa instituição, não temos um dono, o Palestra é de todos nós! E se engana quem pensa que desistiremos, vamos até as últimas consequências para ver nosso time voltar a brilhar.


Bem, é isso, agradecemos pela atenção, desejamos boa sorte pra você e para o Palestra. Se quiser dizer qualquer coisa nesse espaço, fazer qualquer adendo, pedimos que o faça, por favor. Novamente, muito obrigado e até breve, abraços.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Dia do Goleiro

Cá estamos novamente. Não mentiremos; não planejávamos nada para hoje. Mas quando soubemos que hoje era o Dia do Goleiro, não poderíamos passar batidos. Temos certeza de que todos que gostam de futebol se lembram de algum lance marcante, seja uma defesa mitológica ou um frango vergonhoso. Sem sombra de dúvida, esta data é uma homenagem mais do que justa. Seja como for, em todo esse tempo de blog, escrevemos alguma coisa ou outra sobre goleiros, então, colocaremos alguns desses textos aqui, uns razoavelmente bem escritos, outros que só de interessante a informação em si (bem, isso fica a critério do leitor). Sem mais delongas, aí vão eles;