quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O primeiro de muitos (assim esperamos, e cremos que assim será)


Definitivamente, o dia 16/02/2012 representará algo muito importante para o futebol mundial. Nessa data, ocorreu o primeiro jogo de futebol feminino da história do Qatar, país que fica Oriente Médio, mais especificamente no Golfo Pérsico. O time comandado pela treinadora portuguesa Helena Costa foi derrotado pelo Afeganistão por 2 x 0, mas o resultado foi o de menos.

Foi dado o primeiro passo para a difusão do esporte no país, mas tendo em vista as dificuldades e os obstáculos, podemos dizer que a caminhada será longa. Apesar do apoio do Emir Hamad bin Khalifa (líder político do país) o futebol feminino ainda não é compreendido; muitas das jogadoras não podem ser fotografadas, suas camisas não possuem nomes, e na hora de cantar o hino, têm de o fazer com a cabeça baixa. Isso tudo por quê as famílias de algumas das atletas não vêm a atividade com bons olhos, e para que possam continuar jogando, o quase anonimato é necessário.

O fato da partida ter sido disputado com presença de público, além da cobertura da mídia local, só atesta que está havendo alguma mudança de mentalidade. Mudança que talvez esteja vindo de cima, afinal, o país sediará a Copa do Mundo de 2022, e se candidatou para receber os Jogos Olímpicos de 2020. Mas isso não quer dizer que tal mudança não seja bem vinda, muito pelo contrário. O título do post vai na direção de que após esses eventos, o apoio ao futebol feminino continue. Foi apenas o quarto jogo da história da seleção feminina, e no final do ano passado, uma liga profissional foi estabelecida. Torcemos para que o futebol feminino não só no Qatar, mas em toda a região, se consolide, e que as atletas possam jogar livremente e ser reconhecidas por isso...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Segunda Divisão Paulista - Desistências

Infelizmente, essa será uma das edições da Segunda Divisão com menos equipes; apenas 35 clubes disputarão o torneio. Com esse número, a Série B paulista deixa de ser a maior competição do Brasil, passando o posto para a Série D do Brasileiro.

Assim sendo, vamos aos negócios, começando pelo ABC, que teve o maior número de desistências. Os clubes de Diadema, o Diadema decidiu por entrar na competição somente em 2013, e aparentemente o Água Santa fará o mesmo. Mas a desistência mais surpreendente foi a do Palestra de São Bernardo. Surpreendente e estranha, diga-se de passagem. O presidente Cassetari Neto afirma que o principal motivo é a falta de patrocínios, mas o mesmo confirmou que o clube acertou uma parceria com o Brescia da Itália, o que deixa os torcedores do clube perplexos.

Outras desistências que nos pegaram de sobresalto foram do Primavera e da Matonense. O Primavera estava desorganizado, e mesmo que entrasse, dificilmente iria bem no certame. Já a Matonense demonstrava planos ambiciosos, e a itenção era de que a equipe buscasse o acesso. Outros que também não se inscreveram foram Tanabi e São Vicente.

Foram muitas as desistências, e com isso, não veremos clássicos em profusão. Agora que o Araçatuba voltou, o Bandeirante, em meio a uma crise política que envolveu até impeachmeant do presidente. Pior que isso foi a cidade de Suzano, que não poderá ver USAC x ECUS.

Admitimos que a questão foi abordada meio por cima, mas imaginem; se já é difícil encontrar informações dos clubes que disputarão o torneio, a tarefa se torna quase impossível quando tratamos de equipes que não disputarão. Mas isso não é obstáculo grande o bastante para nossa equipe, afinal, estamos na era da informação, e procuraremos informações, mas se elas vierem até esse espaço também ficaremos contentes...

Guia da Segunda Divisão Paulista 2012 - Tupã FC



É fato; a anos o Tupã não consegue superar a 2ª fase. O clube geralmente passa da 1ª, hora com campanhas seguras, hora com desempenhos irregulares. Porém, o time parece travar na hora da definição, não repetindo o futebol da 1ª fase. Para 2012, a participação do Tricolor pode ser classificada como avitória da esperança sobre a(s) experiência(s).


O clube começou a se preparar cedo, sob o comando de Carlos Pereira. Pereira chegou junto de 20 atletas, o que ainda não representa é o número ideal, tendo em vista a duração da competição. Uma alternativa para se completar o elenco são as categorias de base, e pensando nisso, a equipe começou a promover peneiras ontem, dia 25/02, que serão observadas por Alcides Jr., técnico da base. O trabalho também conta com a presença de Tupãzinho, ídolo no Corinthians, filho ilustre da cidade e maior revelação da história do Tupã, que ocupará o cargo de Diretor Técnico. Procurando evitar uma nova eliminação, existem planos para uma série amistosos, porém, os adversários ainda não foram definidos.

O Índio teve uma média de 348 pagantes por partida em 2011, ou seja, ainda há o que se fazer. Ainda que em se tratando da 4ª Divisão seja um número expressivo, há possibilidade de se melhorar, analisando que a cidade possui cerca de 60 mil habitantes.

O clube está em um processo de restruturação, e o acesso pode coroar essa etapa. Resumindo, otimismo sempre há, resta ver se esse otimismo se concretizará.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sobre Submarinos


Quando uma pessoa vai no estádio, ela tem certeza de que verá, e ouvirá, várias coisas, e uma delas é música. O estádio é um dos ambientes mais musicais da terra; não importa se o jogo for em Bebedouro ou Astana, a torcida sempre cantará, isso quando não estiver xingando o juiz ou o adversário (e em alguns casos, o próprio time). A maioria dos cânticos são criados pelos próprios torcedores, mas como vivemos em uma sociedade globalizada, em que as informações circulam com uma rapidez espantosa, algumas músicas que tocam, ou tocaram, em rádios, programas e sabe Deus onde mais, são usadas pela torcida como base para seus temas. Mas os casos em que uma torcida adota para si uma música são raros. Podemos falar do Liverpool com "You Will Never Walk Alone" ou o St. Pauli com "Hells Bells", e ainda mais raros quando uma torcida adota o nome de uma música como apelido para o clube. Nesse último caso, sinceramente, conhecemos apenas o Villarreal, que é chamado pela torcida de "Submarino Amarillo". Até aí, todos que acompanham futebol sabem que o clube é conhecido assim, mas temos certeza de que poucos conhecem a origem dessa alcunha. Para isso, teremos de abordar um pouco da história do clube.

O Villarreal não é um clube tido como grande. Títulos, títulos mesmo, o clube possui apenas 3; um Espanhol da 3ª Divisão e duas Copas Intertoto, o que não é lá grandis coisa. O Villarreal é da cidade homônima, que também não é muito grande, possuindo apenas 51 mil habitantes. Dito isso, é fácil imaginar o clima de euforia que toma a cidade quando o clube fica perto de conquistar algo, como nas ocasiões em que foi vice-campeão espanhol em 2008 e chegou nas semi-finais da Liga dos Campeões em 2006. Foi justamente esse clima de euforia que lhe rendeu o apelido. O título da 3ª Divisão veio em 1970. Nisso, ouvindo uma certa música nas rádios, os torcedores do clube logo fizeram a alusão "subir de divisão = emergir, como um submarino". Até aí, nada demais, afinal, "Yellow Submarine" era um sucesso dos Beatles, e de todo jeito, a alusão foi feliz. Mas o apelido do clube não foi baseado na música dos Beatles, pelo menos não diretamente. O apelido veio da música "Submarino Amarillo", do grupo espanhol Los Mustangs, que nada mais é que uma versão em espanhol do tema dos Beatles.

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Seja como for, os torcedores se identificaram muito com esse apelido, ao ponto de render alguns episódios no mínimo curiosos. Por exemplo, os rivais históricos do Villarreal são Castelón e Valencia, mas estranhamente, seu maior rival é o Cádiz. Em um primeiro momento, é algo estranho, pois os clubes não são de regiões próximas, e nem jogaram muitas vezes, então, por quê seriam rivais? Bem, lá vai; na década de 80, o Cádiz viveu uma fase meio “iô-iô”, subindo e descendo de divisões, e por ter o uniforme amarelo, a torcida também o apelidou de Submarino Amarillo. Isso foi suficiente para dar origem à rivalidade, e os dois lados possuem seus argumentos; os torcedores do Villarreal afirmam que começaram a usar o apelido antes, já os do Cádiz dizem que pelo seu clube ter sido fundado 15 anos antes do Villarreal, seu time é o verdadeiro Submarino.

Outro episódio um tanto quanto bizarro foi quando um grupo de habitantes da cidade fez uma petição para o Ministério da Defesa; ceder um submarino desativado para colocá-lo na praça central da cidade, não sem antes pintá-lo de amarelo. Essa é uma das poucas vezes em que, infelizmente, o bom senso imperou, e o Ministério negou o pedido, o julgando como absurdo. Bem, é isso, ficamos por aqui, qualquer adendo ou crítica, fiquem a vontade. Até mais amigos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A Enciclopédia do Futebol


Na história do futebol, de tempos em tempos surgem atletas que se destacam por uma série de fatores, e a maioria desses jogadores recebem alcunhas que os acompanham por toda a vida. Pelé é conhecido como "Rei", Garrincha é a "Alegria do Povo", ou o "Anjo das Pernas Tortas", e isso ocorre em todo o mundo. Assim sendo, um jogador que é conhecido como a "Enciclopédia do Futebol" só pode estar entre os grandes nomes da história. Nilton Santos jogou muito, e por muito tempo (foi parar com quase 40 anos), jogando profissionalmente apenas no Botafogo, com destaque também em sua passagem pela Seleção Brasileira, onde conquistou Copas do Mundo (58 e 62), as duas primeiras do futebol brasileiro.

Após encerrar a carreira, Nilton Santos fez várias coisas, entre elas, escrever um livro; Minha Bola, Minha Vida, onde não só relata sua trajetória no futebol, como também aborda o cenário do futebol da época, além de retratar como era o ambiente na preparação para as Copas, e a convivência como vários personagens únicos. A linguagem usada no livro é simples, sem rodeios, mas nem de longe simplista. Ainda que não seja tão revolucionário quanto o futebol praticado por Nilton, é uma boa pedida, e o Futebol Interiorano recomenda.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um texto sobre um viajante



Lutz Pfannenstiel. Sempre quisemos escrever sobre ele, mas com os guias da Segundona Paulista, e outras coisas, acabamos nos esquecendo da epopéia desse cidadão aí. Ele pode não ser muito conhecido no grande público, mas saibam que ele é um mito do futebol, em toda a sua alternatividade, pois conseguiu algo único; jogou em praticamente todas as confederações da FIFA. Sério, só falta ele jogar na Antártida pra ter disputado partidas em todos os continentes terrenos.

Lutz começou a carreira no Bayern de Munique. Com 17 anos, era tido como um jovem promissor, mas não tinha muito espaço no time principal. Nisso, decidiu aceitar a primeira proposta que veio, afinal, seria titular, poderia jogar e ser visto. Mas acreditamos que poucos moleques teriam coragem de ir jogar na Malásia. E essa foi a tônica da carreira dele, pegar toda e qualquer oportunidade que viesse, não importando de onde viesse.

Nisso, acabou jogando em mais de 25 clubes em diversos países do mundo. Lutz até chegou a jogar no Brasil, quando defendeu o Atlético de Ibirama-SC, cujo nome oficial é Atlético Hermann Aichinger (que tem esse nome em homenagem a um cidadão que doou um espaço para a construção do estádio e de uma sede). Na época, os torcedores diziam que era o único jogador da história do clube capaz de pronunciar corretamente o nome do time. Lutz afirma que nunca se transferiu por dinheiro, mas sim pensando em novos desafios, além daqueles motivos já corriqueiros, como contratos, contusões, trocas de comissão técnica, e coisas do genêro.

Mas nem tudo foram flores na carreira de Pfannenstiel. Quando jogava na Indonésia, ele foi preso injustamente acusado de participar do esquema de apostas da Máfia Asiática, tudo por apenas responder “sim” quando um jornalista pergunto se o time que ele jogava venceria a partida. Tá bom que foi uma demonstração de confiança em excesso, mas ser preso é demais. Na cadeia, o alemão passou por 101 dias em condições insalubres. Uma outra pendenga foi quando jogou na Albânia, e junto de seus companheiros, sofreu com a fúria de torcedores extremados; houveram tentativas de apedrejar os atletas. Outro incidente desagradável foi quando ele sofreu uma pancada muito grave em um jogo na Inglaterra. Essa pancada causou três paradas cardiácas em Lutz, que diz que se lembra apenas do impacto e de estar na cama do hospital.

Mas de resto, o saldo da carreira é postivo. Foi DJ na Malásia e técnico jogador no Ramblers da Namíbia, que foi sua última experiência como jogador profissional. Mas isso não significou o fim das andanças de Lutz, que foi até preparador de goleiros da Seleção Cubana. Atualmente, é olheiro do Hoffenheim, da Alemanha, e tem justamente como função viajar pelo globo procurando talentos. Ele até esteve na Copa Africana de Nações procurando atletas promissores. Além disso, também tem projetos voltados para a preservação do meio-ambiente.

É sabido que ele escreveu uma autobiografia, mas existem rumores de um filme sobre sua carreira. De todo jeito, uma coisa é certa; ele ainda possui uma meta; como foi dito no começo do texto, só falta a Antártida para Lutz ser o único jogador da história a ter disputado partidas em todo o mundo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Guia da Segunda Divisão Paulista 2012 - São Bernardo


Globalização. Podemos dizer que essa é será a tônica do Bernô em 2012. O clube fez suas primeiras transações internacionais, cedendo por empréstimo os atletas Hércules, Ranses e Chuck; os dois primeiros para o Antalyaspor da Turquia, e o último jogará em um clube da 2ª Divisão Australiana. Além disso, o japonês Kazu, que está com 44 anos, chegou a treinar pelo clube, visando disputar o certame. Porém, o jogador renovou o contrato com o Yokohama FC, e como a Segundona Japonesa começa em março, não se sabe se ele vai jogar pelo ECSB. E não é só nas negociações entre atletas que o clube se internacionalizará; a equipe fará amistosos na Ucrânia.

Além disso, o clube venceu o Paulista sub-20 da 2ª Divisão, e contará com grande parte desses atletas. O técnico Passarelli é conhecido por trabalhar com atletas em formação, e está implementando essa política no clube, tanto que haverão peneiras para jogadores de diversas categorias.

Um fato que prejudicou o clube foi o desabamento do edifício na Avenida Indíco. O clube perdeu todos os documentos, computadores, e outros artigos, mas o mais importante é que ninguém saiu ferido. A diretoria agora corre atrás de maneiras de reverter esse prejuízo.

Outro fato que pode pesar é a baixa média de público. A torcida é abnegada, sem dúvida, mas assim como o Palestra, o Bernô sofre forte concorrência do São Bernardo FC, que com grande apoio da prefeitura e das empresas da cidade, conseguiu muito em pouco tempo. O mais coerente, e justo, é que os outros dois clubes da cidade tivessem algum apoio, mas não é o que se vê.

Seja como for, ultimamente o clube têm lutado para sobreviver, mas está buscando lutar por algo a mais. Esse ano será uma boa oportunidade para vermos até onde o ECSB irá...

Guia da Segunda Divisão Paulista 2012 - Fernandópolis


Ano passado, o Fernandópolis passou perto do acesso, mas como têm ocorrido nos últimos anos, acabou ficando para trás. Além disso, o Fefecê tem visto um desempenho consistente de sua maior rival, a Votuporanguense. Essa situação incomoda muito a torcida e a diretoria, que não pouparão esforços para montar um time competitivo para subir para A3.

O FFC fez boa campanha na 1ª e na 2ª fase, porém, na 3ª, ficou em último no grupo, somando 7 pontos em 6 jogos, contra os 9 e os 10 pontos do 1º e 2º colocados, por sinal, Guaçuano e Barretos, clubes que conseguiram o acesso para a Série A3.

O clube terá apoio da prefeitura da cidade, e a meta é o acesso para a Série A3. Todos, entre diretoria, prefeitura e torcedores estão elaborando planos para aumentar a média de público nos jogos do clube, como por exemplo, um programa de sócio-torcedor. Ano passado, a média foi de 1,020 pagantes, a 4ª melhor de todo o campeonato, mas ainda atrás rival Votuporanguense, que atingiu 1,385.

O clube fechou com o técnico Roberto Assis, popularmente conhecido como Robertão, que além de uma vasta experiência no futebol do nordeste, possui passagens pelo Fefecê, entre 2008 e 2009. O clube alguns nomes do ano passado, com destaque para o prata da casa Michel, que marcou 4 gols no campeonato passado. As contratações serão pontuais, para não desgastar os cofres da equipe. O Fefecê está buscando patrocinadores e investidores, mas não foi falado nada sobre parcerias com empresários. Ao que tudo indica, a diretoria montará o elenco de maneira autônoma.

Será que isso será suficiente para o acesso? Só o tempo dirá...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Guia da Segunda Divisão Paulista 2012 - Jacareí


Ano passado, o Jacareí fez uma boa campanha, apresentando um futebol consistente, mas na 3ª fase tropeçou em suas próprias pernas, e acabou ficando de fora da briga pelo acesso para a Série A3. Assim sendo, as expectativas para esse ano são boas.

Na última edição do certame, o JAC, ao contrário do que ocorreu em anos anteriores, não contou com nenhuma parceria, montou, e manteve, o elenco de maneira autônoma, com alguma ajuda da prefeitura. Das parcerias, ficou apenas o estádio Stravos Papadopoulos, homenagem a um investidor grego, que se não trouxe grandes vitórias, pelo menos não avacalhou, além é claro de ter ajudado na construção do estádio. Para 2012 a receita será a mesma do ano passado, com a possibilidade da prefeitura dar mais apoio ao clube. A comissão técnica seguirá a mesma, e o técnico Jucemar de Sousa, que foi alvo de especulações sobre sua saída do Tricolor do Vale.

Quanto aos jogadores, a diretoria manteve apenas o goleiro Anderson. Os diretores acharam que não houve o grupo de 2011 não tinha muito empenho, então acharam mais sensato começar do zero. De fato, se as coisas começaram errado, insistir nelas não parece ser boa idéia ("idéia" com acento mesmo, que aliás, nunca deveria ter saído dessa palavra), mas fazer algo tão radical também não nos parece muito sensato, afinal de contas, o clube não foi mal ano passado, exceto é claro na 3ª fase, quando conquistou apenas 1 ponto. Mas perguntamos; a comissão técnica nada têm a ver com esse insucesso? Se um passo tão radical foi dado em relação aos atletas, o mais coerente é que algo tivesse de ser feito com a comissão.

Seja como for, a diretoria inaugurou uma escolinha de futebol, visando formar futuros jogadores da equipe. A escolinha funcionará nas categorias sub-15 e sub-17, tanto no masculino como no feminino, e fica na Zona Leste da capital paulista. Realmente é um grande passo abrir um centro em outra cidade, ainda mais na capital, pois geralmente, é o contrário que ocorre, e geralmente, é um clube de alto escalão que o faz.

Resumindo; ou as coisas dão muito certo ou muito errado. A diretoria mostrou ousadia em mudar o elenco todo, e começou a pensar no futuro. Porém, um passo tão radical pode atrapalhar na preparação da equipe, e a cidade está longe do clube; o JAC possui uma das piores médias de público da competição (menos de 100 pessoas vão acompanhar seus jogos). Só o tempo nos dirá qual será a cara do Tricolor do Vale...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Guia da Segunda Divisão Paulista - Matonense


Os torcedores da Matonense sonham que a equipe volte a seus dias de glória, volte a ser o "Rei do Acesso", apelido dado devido no período entre 95 e 98, quando a SEMA saiu da 4ª Divisão e foi para a elite do futebol paulista. Assim sendo, podemos dizer que os últimos anos foram duros, sem campanhas de destaque. Ano passado, por exemplo, o clube ficou em último no Grupo 02, quando marcou 7 gols e sofreu 36 em 12 partidas.

Mas há esperança no fim do túnel? Ao que parece, sim. O clube fechou uma parceria com um consórcio de empresas, que inclui a Melo/Brito, encabeçada por Maicon Melo, empresa também presente na União Barbarense, que atualmente está na Série A2. O diretor geral é Júlio César de Paula, que estabeleçe como metas em 2012 o acesso para a Série A3 e a revitalização do patrimônio do clube. Estima-se que cerca de R$30 mil serão destinados apenas para a reforma da Casa do Atleta, que serve como alojamento para os jogadores. O investimento total, pelo menos em um primeiro momento, será de R$55 mil.

Quanto à preparação da equipe, podemos dizer que está afinada. Além dos atletas trazidos pelas parceiras, o clube contará com jogadores com a sua base, que entraram em campo ainda na Segundona do ano passado, quando o clube já não aspirava mais nada. Tanto é assim que o técnico Paulo Mello foi mantido.

Além disso, é consenso que chamar a cidade de volta ao estádio Dr. Hudson Buck Pereira é essencial para esse projeto da Matonense reeditar, e por quê não, superar, os seus dias de glória? Afinal, como diz o próprio hino da equipe, "quem te ama não têm dissabores"...