segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Epílogo (atrasado) da B do Paulista, edição 2013

A Segunda Divisão acabou faz um tempo já, e cá estou, com certo atraso, falando disso. A Matonense reverteu um resultado que parecia irreversível. Quando o Água Santa sapecou o clube de Matão por 5 x 2, muitos (eu inclusive) acreditavam que o título ficaria no "D" do ABC (que oficialmente é conhecido como ABCD, e se formos generosos, aí se incluí o MRR - Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra). Mas havia um fator que não podia ser ignorado, no caso, o técnico da Matonense, o ilustre Luís Carlos Ferreira, exímio conhecedor das divisões de acesso e inventor de mandingas. Seja lá o que Ferreira tenha feito com os jogadores, deu certo; os 4 x 0 aplicados no Água Santa foram surpreendentes. Não lembro de nenhum jogo em que a equipe de Diadema tivesse tomado 3 gols ou mais, ainda mais sofrer com bolas alçadas, que originaram 3 dos gols (Alamir - 30'1T e 18'2T, Guilherme - 14'2T) da SEMA, que só pra contrariar, marcou o último num contra-ataque (com João Gabriel, aos 42'2T), num momento em que o Água Santa atacava desembestadamente.

Também é válido destacar a torcida, ou melhor, "as" torcidas. Durante o campeonato inteiro, Matonense, e sobretudo, Água Santa, estavam no topo no que diz respeito à média de público. Por isso, não dava para esperar algo diferente na final, onde o estádio Hudson Buck Ferreira recebeu exatos 6, 197 mil pagantes, mas acredito que dê para colocar aproximadamente 7 mil, se considerarmos os não pagantes.

Com tudo isso, é possível dizer que tivemos uma boa Bzinha. Melhor dizendo, é raro poder afirmar que tivemos uma Bzinha ruim. Sempre dá pra tirar algo de bom dela. Para o ano que vem, teremos (ou espera-se) a companhia dos rebaixados da A3, São Vicente (que fez um bate volta), Barretos (que ficou 2 anos na A3) e daquele que podemos dizer que é o mais novo integrante daquele grupo de times foram do céu ao inferno em pouquíssimo tempo; o União São João de Araras. Acho que todos nós sentiremos um estranhamento quando virmos o União na Série B do Paulista em 2014, especialmente se lembrarmos que há 20 anos o clube disputava a 1ª Divisão do Brasileiro. O outro rebaixado, o Palmeiras B, foi dissolvido pelo Palmeiras "A" (até - tentei - escrever algo decente sobre o último jogo do Palmeiras B, e pode ser visto aqui). Para a A3 2014, além dos dois finalistas da B 2013, veremos Tupã (que finalmente saiu da B) e Cotia (que surpreendentemente saiu da B).

Há muito ainda que pode ser citado, esmiuçado e analisado, mas fica pra uma próxima. Até lá.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Jaboticabal Atlético - Um possível recomeço?

A Segunda Divisão está em sua reta final, e estamos aguardando a grande final, que envolverá os dois times de melhor campanha na competição; Matonense e Água Santa, que subiram junto de Tupã e Cotia. Ou seja, mais duas semanas de Segundona, e depois, atenções o brioso Sub-20 da categoria, além é claro, para os clubes que participarão (ou não) da próxima edição do certame. Tradicionalmente, a Segunda Divisão começa em meados de abril/maio, mas como ano que vem teremos Copa, não sabemos ao certo o que haverá. Colocando em miúdos, ainda há muito o que se olhar.

Indo nessa direção, fica difícil ignorar o Jaboticabal Atlético. Há um artigo aqui, feito no final do ano passado, que fala da demolição e tombamento do estádio do clube, o Dr. Robert Todd Locke. Resumindo a situação, o estádio foi a leilão, para que o clube arrecadasse verba para que pudesse pagar suas dívidas. Contudo, o processo do leilão não foi dos mais tranquilos, passando por idas e vindas, e até mesmo com um tombamento do estádio. Enquanto a situação permanecia indefinida, o Jaboticabal mandou seus jogos lá em 2012, e especulava-se que a equipe fizesse o mesmo em 2013. Contudo, o estádio foi demolido (especula-se que sob mando de Valdecir Garbim, que adquiriu o imóvel no leilão), o que inviabilizou a participação do Jotão em qualquer competição (já que mandar partidas nas cidades vizinhas fosse algo fora de cogitação para os padrões financeiros do clube). A vara civil da cidade emitiu uma liminar que impede o progresso da demolição do estádio, por julgar que o processo ainda não foi concluído. Enquanto isso, Garbim afirma que pode dispor do terreno como bem quiser, pois o comprou.

A meu ver, esse é o ponto capital; discute-se a demolição, não a posse. Quando o imóvel foi comprado, ele não ainda não tinha sido tombado. Não creio que alguém sem nenhum tipo de envolvimento algum com o clube compraria uma área do tipo  se houvesse um impedimento legal para o usufruto total do bem adquirido, incluindo a possibilidade de reformulação integral do espaço. Da parte do atual proprietário, há de se convir que foi muita imprudência ter demolido o estádio em meio à uma situação jurídica ainda não definida.

E no meio disso tudo, discute-se a possibilidade de reconstrução. Mas em meio a essa discussão, deve-se perguntar; quem vai pagar por isso? Em tese, a responsabilidade, seria do atual proprietário, que ignorou uma disposição legal. Contudo, creio que pode-se alegar que dispositivo que impedia modificações no local (o tombamento) não existia quando o imóvel foi adquirido (não sou advogado, não conheço muita coisa de leis, então, desculpem uma eventual pixotada. Caso algum jurista, ou quem quer que se interesse pelo assunto, queira se pronunciar, sinta-se a vontade). Do outro lado, caso o poder público mantenha sua posição, defendendo a reconstrução e o tombamento do estádio, acredito que deva haver algum tipo de ressarcimento ao lado prejudicado, se assim podemos dizer, e o mais provável é que esse dinheiro virá mesmo do município. Basicamente, a situação longe de ser resolvida.

Ainda assim, uma, uma nova diretoria foi eleita agora em outubro, afirmando que já estão fazendo contatos com possíveis patrocinadores e empresários do ramo, buscando angariar fundos para que o time retorne ao futebol profissional, mas só em 2015 (sobre as categorias de base, não há informações se haverão esforços para que sejam formadas ainda em 2014). Tudo muito legal, mas a pergunta que não quer calar é; onde o time vai jogar? Ninguém tocou nesse assunto ainda. Como já foi dito, o clube não disputou nada esse ano por conta disso, e por não crer ser viável mandar partidas nas cidades vizinhas. Outra opção seria a construção de um outro estádio, mas até o momento, nada foi dito sobre isso. A bem de verdade, isso só é uma especulação de minha parte, e olhando friamente para essa ideia, logo se vê que uma possibilidade remota, mas ainda assim, é uma possibilidade. Mas vai saber...

Nisso tudo, fico com uma sensação estranha ao escrever algo que se limite a um "só nos resta esperar". De fato, vai demorar até que algo conclusivo aconteça nessa história.


sábado, 14 de setembro de 2013

Sobre Estádios

Foram mais de 2 meses sem escrever aqui, tudo por razões pessoais. Hoje, tudo isso foi superado, e poderei voltar à normalidade. Ou quase. Enfim, se as atualizações não forem tão numerosas quanto outrora, não creio que haverão períodos de seca tão grande assim. Dito isso, vamos ao que interessa.

No primeiro semestre desse ano, foi confirmado que o estádio Evandro Brembatti Calvoso receberia reformas, que o deixariam novamente apto à receber jogos, seja oficiais ou amadores. Falando só nome do estádio fica difícil ter uamá noção exata do que ele é. Trata-se do campo onde o Andradina FC mandava suas partidas. Afastado das competições da FPF desde 2000, ainda é comum ouvir falar do Foguete da Noroeste, mesmo com o clube sem ensaiar nenhum retorno. A bem de verdade, a reforma no estádio por si só não diz muita coisa sobre o retorno do futebol profissional na cidade. Essa reforma ocorreu por causa das péssimas condições do estádio, que estava praticamente abandonado, sem condições de uso para qualquer atividade.

A verba para as obras giram em torno de meio milhão de reais, e o projeto é de que o espaço possa ser usado não só para o futebol, mas também para outras atividades esportivas, assim como eventos.

Mas se as coisas estivessem só nisso, provavelmente não me daria ao trabalho de olhar muito pra isso. Não que a reforma por si só não seja boa, afinal de contas, nunca é bom ver um estádio que tem tanta história para contar ser largado ás traças, mas a bem de verdade, o maior impacto dessas medidas seria para os munícipes. O que me permite fazer suposições acerca de algo a mais é que no final do primeiro semestre, representantes da câmara municipal de Andradina estiveram na sede da FPF, para conversarem sobre um possível retorno do AFC.

Nesse primeiro momento, apenas a prefeitura se pronunciou sobre isso. Apoio do poder público é importante, mas não acredito que a prefeitura vá assumir sozinha os custos de uma iniciativa como essa. Ainda que o discurso vá na direção de procurar outros parceiros, não encontrei nada sobre o assunto, mas hei de convir que ainda é muito cedo.

Até 2014, muita coisa pode acontecer, e por mais que seja falado que muitos esforços estão sendo feitos pelo retorno do Andradina, só será possível acreditar efetivamente nisso quando as coisas estiverem mais do que encaminhadas. Preferivelmente com o time entrando em campo em uma competição oficial.


Seja como for, se o projeto for coerente, primando pela transparência e pelo bom senso, não como não torcer pelo seu sucesso, afinal, o Andradina é um dos times mais legais de todo o estado.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Camisas - União de Tambaú

Pois é, fazia tempo que não escrevia. Com tanta coisa acontecendo, fica difícil parar um pouco, algo necessário, diga-se de passagem, para dar uma matutada. Seja como for, estou pensando um artigo, uns balanços e algumas perspectivas sobre a Segunda Divisão, que farei o possível e o impossível para não protelar, como o que se viu naquele sobre a A2.

Dito isso, voltemos à rotina por aqui. Consegui pegar umas camisas faz um tempo, e essa é uma das mais especiais, e enigmáticas, diga-se, e explico isso depois.


Quem está acompanhando as divisões de acesso paulista a pouco tempo, provavelmente não conhece esse clube; trata-se do EC União, de Tambaú. Apesar de ter relativamente poucas participações nos campeonatos organizados pela FPF (13 no total, de maneira ininterrupta entre 77 e 88), é um clube muito tradicional, sendo um dos poucos que são centenários. Aqui, merece um capítulo à parte; em 2010, muito se falava no centenário do Corinthians, além é claro do Noroeste. Contudo, foram poucos os que se lembraram do União (da minha parte, sequer sabia). Quem quisesse fazer piadas clubistas, bastava dizer que tanto o Norusca como o União tinham estádio próprio (não é o caso aqui, pois afinal de contas, o SCCP possuí o Alfredo Schürig, a popular Fazendinha. A capacidade é razoável -18 mil pessoas - o que não faz jus ao tamanho da agremiação. Fundado em 25/09/1910, numa reunião no prédio do jornal "O Tambaú", sempre mandou seus jogos no simpático Alfeu Cerquetani, com capacidade aproximada para 6 mil viventes. Uma curiosidade é que o estádio fica muito, mas muito próximo mesmo (pra ser mais exato, na mesma rua) do estádio do rival EC Operário, o Alfredo Guedes.


Sobre a camisa, eu não sei se ela é um modelo de jogo. Não consegui determinar o período em que a camisa foi feita, e chuto no final dos 80 e começo dos 90. Peço que quem chegou a acompanhar a equipe, diga se o clube chegou a usar esse modelo.

No mais, fico por aqui. Em breve (pelo menos assim o espero) haverá algo novo por aqui. Até lá

terça-feira, 18 de junho de 2013

Sobre Libertadores (competições Sudacas em geral), Altitude e Colonização Espanhola

Entra ano, saí ano, começa/acaba uma Libertadores (ou Sul-Americana), e sempre, em algum momento, teremos essa discussão; a de jogar na altitude. Isso sempre foi discutido, mas desde que o Brasil perdeu para a Bolívia em La Paz, pelas Eliminatórias para a Copa de 94, o assunto ganhou força. De fato, é complicado jogar lá. Aliás, é complicado fazer uma porção de coisas a mais de 2,000 metros de altura. Todos, de jornalistas à especialistas de mesa de bar, discorrem sobre o tema. Mas nunca vi uma indagação sequer à razão original de tudo; por quê cazzo alguém resolveu construir cidades em locais de tão difícil acesso? Isso não vai alterar muita coisa na organização da Conmembol, nem fará com que o Real Potosí desça até Santa Cruz de la Sierra para mandar suas partidas continentais ao nível do mar, mas de todo jeito, julgo ser interessante saber.

Para começo de conversa, quando os espanhóis chegaram aqui, em 1492, o país passava por um momento complicado; os mouros, povo de cultura influenciada pelo islã acabava de ser expulso da Espanha, e os reis católicos teriam que lidar com uma região com uma influência muçulmana. Desafio em tanto. Enquanto isso, Colombo chegava no pedaço de terra que viria a ser conhecido como América (mas que o próprio acreditou ser a Índia). A Coroa Espanhola, procurando expandir seus domínios, além de cumprir sua missão como um reinado cristão, espalhando a fé católica pelo mundo, decide fazer das novas possessões uma extensão do que vivia na Europa.

As autoridades reais não só recomendavam, mas praticamente obrigavam que todas as cidades fossem construídas em lugares de difícil acesso em uma invasão, e cujo o clima fosse o mais parecido possível ao conhecido no Velho Mundo. A América deveria ser uma espécie de Nova Espanha, fortalecendo o nacionalismo, que era muito incipiente à época, especialmente na Espanha, que havia pouco tempo era uma região dividida entre duas forças antagônicas. Isso explica, indiretamente, o planejamento dessas cidades. A Coroa tudo regulava, e mandou diretrizes bem específicas para os colonos, que iam da localização da praça central, passando pelo ângulo que as vias deveriam sair dessa praça, até mesmo à largura das ruas, entre outras coisas. A intenção desses atos, e de muitos outros, é que o poder real se fizesse presente em um local distante, se auto afirmando em um momento que a afirmação do "ser" espanhol era extremamente importante, dado que ainda havia muita influência dos mouros entre os súditos oriundos do sul do país. Para efeito de comparação, no caso da presença portuguesa na América, a influência foi bem diversa. Desde o primeiro momento, Portugal procurava apenas lucrar, e mandou para a América pessoas que teriam chance de trazer um retorno para a Coroa Lusitana. Esses primeiros colonos tinham como objetivo tão somente lucrar, e quando fosse possível, retornar para Europa. Assim sendo, o governo só trabalhou na regulamentação do campo monetário. Cabe salientar que ao contrário da Espanha, Portugal havia consolidado seu território e uma cultura relativamente homogênea pelo menos um século antes da chegada na América, logo, a noção do "português" estava bem mais sedimentada. Na arquitetura, basta comparar alguma das primeiras cidades brasileiras, como Ouro Preto, com o centro antigo de Lima, por exemplo. Na cidade brasileira, não houve nenhuma tentativa de terraplanagem, as ruas são sinuosas, e as casas estão dispostas de qualquer maneira, conforme o gosto dos moradores. No caso espanhol, o fenômeno inverso se aplica; tudo é plano, as casas estão alinhadas e as ruas estão em ângulos retos. Sem querer fazer um juízo de valores, não houve plano melhor e plano pior, por mais que possa parecer que isso tenha sido levantado. Ambas as propostas permitiram que os europeus se fixassem por aqui, e alcançassem seus objetivos imediatos. Para todos os efeitos, a ambição da "Nova Espanha" se esvaiu com o passar do tempo, dado uma série de circunstâncias.

Seja como for, se olharmos para as primeiras cidades construídas, praticamente todas seguem esse roteiro. Abaixo da Linha do Equador, os lugares que tinham o clima mais parecido com o europeu são os que estão à milhares de metros acima do nível do mar. A primeira foi a Cidade do México, que passou formalmente para o domínio espanhol em 1521 (antes disso, era a capital asteca, Tenochtitlan), que está nos 2,241 metros. Outros exemplos dizem respeito a Quito (fundada em 1534, tem lá os seus 2,850 metros), Bogotá (fundada em 1538, fica 2, 625 mais perto das estrelas que as demais cidades do mundo - conforme o próprio motto da cidade) e La Paz (fundada em 1548, a 3,640 metros acima do nível do mar). Isso por quê falamos de capitais. No caso das bolivianas Potosí e Oruro, fundadas em 1545 e 1606, e que ficam a 4, 067 e 3, 706, respectivamente, estas foram centros de mineração, de onde a Coroa Espanhola tirou sabe-se  lá quantas toneladas de minérios, sobretudo de prata. Outras cidades fundadas ainda no século XVI, como Tegucigalpa (capital de Honduras), estão à poucos metros acima do nível do mar, mas no período, eram de difícil acesso, rodeadas por uma mata nativa que até meados do séc. XX permanecia pouco alterada.

A única exceção é Lima, no Peru, que fica no litoral, mas vale dizer que Lima só foi colocada como sede por um fator imprevisto. Os espanhóis tinham escolhido Jauja, que fica a 3, 300 metros acima do nível do mar, como sede. Contudo, os cavalos que trouxeram não conseguiram se adaptar ao local. Vale lembrar que no processo de conquista, o cavalo era uma peça muito importante, pois os nativos acreditavam que cavalo e cavaleiro eram uma única criatura, o que dava uma vantagem psicológica muito grande aos espanhóis. Vantagem tão grande e tão importante que os levaram a mudar os planos, indo para um lugar que contrariava suas diretrizes originais.

Finalizando, é algo interessante de se saber, nada mais. Pretendia fazer algo mais nessa semana, e possivelmente o farei, mas acompanharei, e tentarei participar, das manifestações por aqui. Se tiver chance, vá pra rua. Até lá.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mais considerações

Faz tempo, eu sei, desde que prometi que teceria mais alguns comentários sobre a A2 e a A3 do Paulista. Faltou tempo, e não minto, faltou saco pra tal empreitada. Passada a tribulação, e recuperado o ânimo para apreciar isso aqui, vamos aos finalmentes, mas começando de um outro jeito.

Faz certo tempo que a A3 acabou, com o título merecido do São Bento, que voltará para a A2 esperando reeditar seu passado de glórias, quando Sorocaba era uma rota praticamente obrigatória no planejamento de viagens para a A1. Sendo derrotado em apenas 4 dos 25 jogos da competição (somando os 19 da 1ª fase com os 6 da 2ª), o clube prezou pela regularidade. Pra ser mais exato, dos 4 que subiram, 3 ocuparam as 4 primeiras posições na 1ª fase; o próprio São Bento, Batatais (3º) e Itapirense (4°). O 2º colocado, no caso, o Flamengo de Guarulhos, perdeu a chance do acesso por apenas 1 ponto, no caso para o Marília, que havia sido o 6º na fase anterior.

Da parte dos outros clubes que subiram, é interessante ver o Batatais,que ficou com o vice e conseguiu o acesso de maneira inesperada até (pelo menos para mim, que não o colocava entre os favoritos à subir). Ainda que tenha desperdiçado a chance de ser campeão (havia a possibilidade de vencer o São Bento em Sorocaba, mas é certo que a chance de ouro estava dentro do Oswaldo Scatena - que foi desperdiçada com um revés por 3 x 1). Não foi brilhante, mas sofrer apenas 28 gols ao longo de toda a competição é algo digno de nota. Menos gols ainda sofreu o Marília...ou melhor, sofreu apenas um gol a menos. Seja como for, a maior parte dos anos desse século não têm sido muito amigáveis ao torcedor do MAC. Depois de ver seu clube sair da A1 e deixar de disputar competições nacionais, esse acesso pode representar algo mais. No mais, também é interessante ver a ascensão da Itapirense, que voltou ao profissionalismo em 2005, e 9 anos após o retorno, já está na A2. Não sou o maior conhecedor do futebol de Itapira, mas acho que nenhuma equipe da cidade chegou tão longe.

Estes ocuparão na A2 as vagas que foram deixadas por Noroeste, São Carlos, Santacruzense e Juventus, cada qual com um quadro próprio (o que é natural, diga-se de passagem). Sobre o Noroeste, bem, gosto de compará-lo com a Portuguesa do ano passado; da Barcelusa à rebaixada no Paulista. Explico melhor; o Norusca venceu a Copa Paulista (erguendo a taça na casa do rival, no caso o Audax - que veja só, subiu), garantiu uma vaga na Copa Paulista, e na A2 garantiu uma vaga na A3. Ironicamente, o Norusca só entrou na zona de descenso na última rodada. Da parte de São Carlos e Santacruzense, os dois beiraram o rebaixamento ano passado, logo, se não houvessem mudanças drásticas, a lógica seria implacável. Evidentemente, a lógica prevaleceu (no caso da Santacruzense, a situação era bem mais periclitante, dado que o clube passava - ou melhor, passa - por sérias dificuldades econômicas). Por fim, o Juventus. O torcedor juventino viveu um desastre, no mínimo. Como todo clube promovido, a principal meta é não cair, mas esperava-se ao menos que o clube brigasse por alguma coisa, uma classificação para a 2ª fase, por exemplo. Mas o que se viu foi um elenco fraco de dar dó, e quando se viu que a molecada da base tinha algum potencial, era tarde demais. A se lamentar também a perca do grande Sérgio Mangiullo, torcedor emblemáticos do Juventus.

Ainda na A2, menção honrosa à permanência do Rio Branco, menção mais honrosa ainda ao Capivariano, que não só foi digno, como brigou pelo acesso até o final, e só não levou no saldo de gols (afinal, não tinha como superar o Comercial depois dos 7 x 0 que este aplicou na Portuguesa). Menção nada honrosa à Ferroviária, que só escapou do rebaixamento no saldo de gols (-5 contra -6 do Noroeste). Que olhem os exemplos de São Carlos e Santacruzense para não caírem no mesmo erro.

Voltando para a A3, no que tange o grupo dos que permanecerão por aqui em 2014, muita coisa aconteceu. Por exemplo, o Flamengo perdeu a chance do acesso, mas viu o despertar de um ícone, o atacante Jackson, que após um jogo em que marcou 5 gols (os 5 x 2 contra a Francana), ganhou o apodo de "Jackson Five". Nessa toada, o atacante converteu outros 15 gols (grande parte deles comemoradas com coreografias isso depois do apelido), e terminou como o artilheiro da A3. Considerando que o Flamengo marcou um total de 49, a importância que Jackson Five para a equipe é óbvia. Achei válida a sacada, mas ao que tudo indica, o pessoal da Rede Vida discorda de mim, dado que preferiam uma alcunha em bom português (o que no frigir dos ovos, revela um certo desconhecimento de cultura pop). Da Rede Vida, e das transmissões em geral, essas quero destacar mais tarde. Também quero destacar a campanha do Joseense, que de candidato ao rebaixamento, acabou fazendo uma campanha mais do que digna, e brigou até o final por uma classificação para a 2ª fase. Aproveitando o gancho, dos clubes que subiram da Segunda Divisão, apenas o São Vicente não conseguiu permanecer na A3. Apesar de terem conseguido ao menos ficar, ainda assim me decepcionei um pouco com Votuporanguense e Novorizontino, mas como já foi dito, o objetivo principal foi obtido.

Dos rebaixados para Segunda Divisão de 2013, São Vicente, Palmeiras B, Barretos e União São João não demonstraram em momento algum que poderiam ter um destino diferente. Destes, o único que não jogará a B ano que vem é o Palmeiras B, que foi dissolvido pela matriz (contei sobre o último jogo da equipe, é só clicar aqui). O Barretos, que subiu de maneira polêmica, volta à Segundona em menos tempo que eu esperava (achava que o time ficaria na A3 um tempo até conseguir galgar o acesso para a A2). Da parte do São Vicente, estes romperam com a parceira (ou foi a parceira quem rompeu com o clube. Pessoalmente, acredito que foi um processo mútuo), que havia montado o elenco que foi vice-campeão da Segunda Divisão de 2012. Já o União São João será membro do grupo daqueles que jogaram todas as divisões do Paulista, mas pela porta dos fundos. Talvez a queda tenha sido mais acentuada pelo fato de que o União já alcançou a 1ª do Brasileiro. É um choque muito grande, de fato, e torço para que se recuperem disso.

Dito tudo isso, fico por aqui. Reconheço que isso aqui saiu muito, mas muito tempo depois dos fatos descritos. Seja como for, há mais por vir. Até lá.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

RNK Split

Como puderam perceber, o blog ficou meio esvaziado ultimamente. Bem, peço desculpas, e tentarei passar aqui com a regularidade devida. Seja como for, andei pesquisando, de maneira aleatória, diga-se. Fiquei dando uma olhada naquele site de distintivos, que postei aqui um tempo atrás. Lá havia um clube que não conhecia, mais especificamente o NK Lucko. O desconhecimento era tal que eu ignorava a nacionalidade do mesmo. Como dizem, a curiosidade (e o acaso) é (são) a(s) mãe(s) de todas as descobertas. Pesquisando, vi que era um time croata. Legal, poucas coisas croatas são conhecidas no mundo, especialmente seu futebol.

Mesmo com os feitos da seleção nacional na Copa de 98, pouca gente conhece mais do que os croatas que atuam nas grandes ligas, e a nível local, o Dínamo de Zagreb e o Hajduk Split. Falando em Split, acabei vendo que lá havia um outro clube,  RNK Split, e posso dizer que o clube possuí uma história, digamos, singular.

Fundado em 1912, o que o torna um dos mais antigos não só da Croácia como da Europa Continental. Mas creio que foi o primeiro que se chamava "Anarch" e usava um uniforme todo preto. Ao que tudo indica (as fontes em inglês ou outros idiomas menos inteligíveis que o croata são escassas. E usar o Google Tradutor para uma pesquisa minimamente série é um tiro no pé) foi fundado na parte da cidade que contava com a maior concentração de operários, e consequentemente, de movimentos trabalhistas; os portos da cidade (cabe salientar que Split é uma cidade banhada pelo Mar Adriático, e seus portos são pontos movimentados desde a Antiguidade).

Na década de 30, adotou o nome atual, Radnicki Nogometni Klub (usando de licença poética, algo Operário Futebol Clube), assim como a cor, que passou do preto para o vermelho. Algumas fontes apontam que o fortalecimento da juventude comunista na região incentivou essa mudança, e aparentemente, o pessoal do clube trocou Bakunin por Marx. Para um clube que não conseguia grandes feitos esportivos, sua popularidade era considerável, ainda se consideramos se o outro clube da cidade, o Hajduk, conquistava feitos bem mais notáveis. Seja como for, os membros do RNK não procuravam atuar apenas no campo teórico, tanto que tentaram enviar membros da associação para a Espanha, para ingressar nas forças anti-Franco na Guerra Civil Espanhola. Contudo, por alguns fatores que não consegui encontrar mais informações, não obtiveram êxito nessa empreitada, mas se eles não conseguiram ir para a guerra, a guerra iria até lá. Naquela época, a Europa não andava muito pacífica, e naquele período estourou a II Guerra Mundial, e os Bálcãs eram uma região estrategicamente importante, dado que permitia um fácil acesso ao Mediterrâneo. Nisso, a população como um todo organizou a resistência ante o invasor, lutando em um sistema de guerrilha que ficou conhecido como partisan. Quando se fala em "população", é que praticamente todos os setores ingressaram direta ou indiretamente na resistência, inclusive os esportistas, o que inclui o RNK e o outro time da cidade, o Hajduk. No final do confronto, a Croácia estava livre dos nazistas, mas não sem sofrer pesadas percas.

Passada a guerra, a vida voltava no limite do possível, já que a Croácia agora estava integrada à Iugoslávia, e assim como no pré-guerra, o RNK continuava nas divisões inferiores, mas alcançaria mais sucesso aqui, com suas 3 participações na 1ª Divisão e e uma semi-final da Copa da Iugoslávia, na década de 60. As coisas não melhoraram com o estabelecimento da Liga Croata, na década de 90. Só em 2011 o clube conseguiu voltar à elite, onde anda realizando boas campanhas, tanto que nessa temporada, ficou em 5º (entre 12 times), e só não foi pra Liga Europa pelo saldo de gols, 2 tentos menor que o do 4º colocado, ironicamente, seu rival citadino.

Ainda que não tenha o mesmo apelo que um St. Pauli ou um Livorno, é um clube legal, e qualquer um que vá fazer alguma coisa qualquer na Croácia um dia desses, se possível tire umas fotos do estádio (o simpático Park Mladezi, ou Parque da Juventude - Parque da Juventude Comunista na época da Iugoslávia - em bom português, com capacidade para pouco mais de 4 mil pessoas), se possível em um dia de jogo e envie para cá, se não for pedir muito.

domingo, 2 de junho de 2013

Real Oviedo

A saga do Real Oviedo foi no mínimo comovente. Não consigo imaginar a sensação que deve vir quando se pensa que o seu time pode desaparecer, tudo por causa de más gestões. Voltando um pouco; o time das Astúrias estava com uma dívida mastodônica, e sem perspectivas de pagá-la. Como na Europa os clubes são empresas, a falência era iminente. Tendo isso em vista, a diretoria do clube decidiu expandir as opções de entrada de capital no clube. Explica-se; o valor das ações diminuiu, logo, não era necessário contar com um grande capital para ser um acionista do clube, e o principal alvo dessa ação eram os torcedores.

Nesse cenário, a torcida começou a se mobilizar, criando fanzines, filmes e tudo quanto é tipo de material, com uma mensagem; nos ajudem a salvar o Real Oviedo, e podemos dizer que deu resultado. A cidade de Oviedo entrou no espírito da coisa toda e passou a apoiar a iniciativa incondicionalmente. De maneira inesperada, pessoas de outros países também ajudaram. Asturianos ilustres, como o piloto da Ferrari, Fernando Alonso, e jogadores que passaram pelo time, como Michu, Cazorla e Mata, todos atuando na Premier League inglesa, também ajudaram.

Tudo isso documentado em um curta metragem, que pode ser visto aqui. Eu não sei como inserir legendas nesse treco, então, terão de se virar com seu inglês e espanhol. Mas a mensagem do filme é clara, e pode ser compreendida de qualquer maneira, independente do idioma falado, assim como a linguagem do futebol.

Para não terminar o texto de maneira brega, simplesmente faço isso; recomendo que você use de pouco mais de 15 minutos de seu dia para ver isso, pois vale a pena.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

América (s)

Estava dando umas zapeadas aleatórias no youtube, procurando matar o tempo, e por quê não, ter uma epifania do que escrever pro blog. Ainda tem as outras considerações sobre a a A2, é verdade, mas ainda estava ordenando os fatos na minha cabeça (nota: esses texto estava sendo escrito à um tempo, logo, o que devia estar ordenado já está em ordem, agora é só escrever, mas não agora). Seja como for, acabei caindo naquele vídeo do torcedor do América, puto com o time. Esse é um clássico, que não acredito que alguém tenha deixado de ver. Se não viu, veja, não só pela excentricidade do rapaz, mas pelo valor cancheiro do vídeo.

Nisso, em mais zapeadas, acabei achando umas coisas interessantes, mais especificamente, documentários, todos sobre o América. Os primeiros são os dois "Unido Vencerás", que retratam os torcedores do Mecão em dois momentos bem distintos; o primeiro foi produzido quando o América foi rebaixado no Torneio Rio-São Paulo de 2002, enquanto o segundo mostra a final da Taça Guanabara de 2006, a qual o clube chegou na final.

O outro também é sobre um América, mas o de Pernambuco. É um trabalho de faculdade (muito bem feito, diga-se), e tem um caráter mais institucional, se assim podemos dizer, pois entrevista apenas figuras ligadas administrativamente ao clube, as quais falam da história, calvário, ressurgimento e perspectivas para o futuro do Campeão do Centenário.

São dois clubes da capital, que tiveram uma fase áurea, que encararam uma fase extremamente difícil, e que agora procuram se reencontrar (às duras penas é verdade), além do fato de dividirem o mesmo nome. Seja como for, fica a torcida desse escriba para esses dois clubes ... e aguardo ansiosamente um "Unido Vencerás - Parte 3", e algo feito pela torcida e para a torcida do América - PE.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Considerações sobre a A2

Faz tempo que não falo da A2...deixei de fazer isso por quê atualmente, encontrar informações da A2 não é algo que demande lá muito tempo, logo, minhas considerações não iriam colaborar para muita coisa. Mas me deu vontade de abordar o assunto, sendo serviço de utilidade pública ou não.

Pra começar, a final, mais especificamente, a finalíssima. Vi poucos jogos da A2 in loco esse ano, ou pelo menos em menor quantidade do que gostaria, e tinha a oportunidade de ver o último jogo da competição, o Portuguesa x Rio Claro que iria definir o título. Incubi um amigo de ir arranjar os ingressos no sábado imediatamente anterior à final, contudo, ele não conseguiu obtê-los. Nisso, só me restava ir no estádio no domingo, e achei arriscado sair de um lugar distante para me deparar com uma bilheteria vazia. Temi isso devido à minha última experiência com jogos festivos da Portuguesa, pois estava no jogo do acesso para a Série A, contra a Ponte Preta, e o Dr. Oswaldo Teixeira Duarte estava abarrotado àquela altura, com direito à uma banda de fado passando no meio do pessoal. Seja como for, para quem quer que tenha visto o jogo, quer fosse no Canindé, quer fosse pela TV (o que merece um capítulo à parte), viu que o estádio não estava cheio. Fui um completo juvenil e ignorei todo um contexto que rondava a partida, aliás, não só a partida, como a estadia da Lusa no segundo escalão do futebol paulista. Poderia ter ido no setor visitante, mas sei por experiência própria que esse local não é dos maiores, ainda que possua um tamanho considerável. Ainda assim, eu esperava que a torcida do Rio Claro lotasse o local (o que não quer dizer que pouca gente saiu da cidade que dá nome ao clube). Ainda mais, 30 mangos em um ingresso é um tanto quanto pesado para quem quer que não esteja envolvido diretamente no negócio. Seja como for, o que passou, passou.

Dito isso, a finalíssima foi bem, digamos, estranha. Havia a gana dos jogadores de ambas as equipes em procurarem vencer e conquistar o título, mas algo pairava no ar, e era perceptível até para quem não estava lá, que era meu caso. O prélio teve o nível de tensão aceitável para uma final, não ultrapassando isso em momento algum, talvez exceto no gol do Rio Claro. Mas creio ter sido algo breve. Essa final não chegou a ser modorrenta, mas certamente existem outras mais memoráveis. A partida terminou em 1 x 0 para os visitantes, mas que foi insuficiente para que a taça fosse levada para o interior; por ter feito uma campanha melhor ao longo da competição, e por ter vencido a ida por 2 x 1, esse placar ainda permitiu que a Portuguesa fosse campeã. Aí ocorre um fato pouco, ou melhor, nem um pouco, usual; a torcida começa a vaiar. A torcida apoiou a partida inteira, e começou a vaiar logo após o apito final.

Isso até pôde causar estranhamento nos mais incautos, mas era bem explicável; os adeptos não vaiavam o time (ainda que merecessem alguma manifestação do tipo, dado algumas pixotadas), mas a diretoria, com atenção especial ao presidente, Manuel da Lupa. Nessa gestão, que começou em 2005, a Lusa alcançou a Série A do Brasileiro, é verdade, mas sofreu 2 rebaixamentos no Paulista. Também é verdade que desde o começo dos anos 2000 o clube passava por uma situação claudicante, mas isso não quer dizer que dá para isentar de responsabilidade os atuais mandatários.

Nessa A2, tudo o que foi dito no parágrafo anterior, somado ao fato da confirmação da presença da Lusa ter se dado logo após a  apoteose do acesso para a 1ª Divisão do Brasileiro, ajude a explicar o que muitos classificaram como "brochante" quando da cerimônia de premiação.

Até mesmo aqui a Portuguesa foi aquela que recebeu mais atenção, marginalizando os outros. Afinal, é um time de primeira do Brasileiro, inserida na segunda estadual. Acho que é algo inconsciente, ou qualquer coisa do tipo.

Em relação ao Rio Claro, para mim, foi uma grata surpresa. Antes do início do certame, não o colocava como favorito ao acesso, sequer como postulante à classificação à 2ª fase. Acreditava piamente que ficaria na zona do agrião, esperando a Copa Paulista e a próxima A2. Se fosse para algum time da cidade conseguir algo, via o Velo como favorito. Mas eis que queimo a língua. Mesmo com o vice, o clube conseguirá uns bons trocados, tão necessários para todos, e irá partir para a competição do 2º semestre com ânimo renovado. Esperemos 2013 então, para que vejamos se a agremiação conseguirá se manter na A1.

Da parte dos outros dois promovidos, o Comercial fez um bate-e-volta, e ano que vem veremos um sempre esperado Come-Fogo. Acho que todo mundo deve concordar que o Bafo selou o acesso nos surpreendentes 7 x 0 contra a Portuguesa em Palma Travassos. Com o saldo de gols construídos lá, só uma hecatombe tiraria a vaga da A1 do lado alvi-negro de Ribeirão Preto. Do outro lado, o Audax, que até bem pouco tempo atrás, era o Pão de Açúcar EC. Será a primeira vez que veremos um clube-empresa, mas empresa mesmo, disputar o Paulistão. Creio que será uma passagem atípica, pois essa passagem será pouco memorável, dado que o clube não tem torcida ou qualquer identificação com alguma coisa. É inegável que em algumas partidas, os atletas e a comissão técnica encarem o adversário como uma formalidade. No caso do Audax, até mesmo os torcedores encararão assim. Pode ser que sejam jogos bons tecnicamente, mas faltará algo no fora das quatro-linhas. Do outro lado, é inegável que o sucesso do clube é resultado de um planejamento sério, feito à longo prazo, com uma competência raramente vista. Administrativamente falando, não lembro de ter ouvido algo como atrasos de salários, assim como outras coisas tidas como comuns. Estruturalmente, as coisas andam no mesmo ritmo. É consenso que qualquer um gostaria de ver um clube mais tradicional, ou até mesmo que a anos esteja pelejando nas divisões inferiores, no lugar do Audax, mas na imensa maioria dos casos, tais clubes não se estruturam, por uma série de motivos que não cabe elencar aqui. Além do mais, o Audax não colabora em nada para o definhamento das equipes tradicionais. Que será chato vê-lo no lugar de uma centena de outros time, isso vai, mas não vai ser a desgraça que muitos imaginam.

Olhando para o texto, ficou maior do que o esperado, e ainda tenho mais considerações. O jeito então será dividir, logo, esperem outra parte. Caso tenha dito algum disparate, ou tenha me esquecido de algo, ou ache qualquer coisa sobre um fato qualquer relacionado direta ou indiretamente com o tema, sinta-se à vontade para comentar. Por hora, me despeço.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Camisas - Associação Atlética Santa Ritense - Santa Rita do Passa Quatro SP

A Série A2 acabou, de maneira estranha, a bem de verdade. É estranho ver um time ser campeão sob vaias, mas há toda uma explicação para isso. Tentei ir para o jogo, mas não consegui o ingresso, então, tive de ver pela TV mesmo. Mais considerações sobre a A2, a A3 e a própria Série B ficarão para mais tarde.

Venho cá com uma peça que consegui, mas que tenho poucas informações sobre. Trata-se de uma camisa da Associação Atlética Santa Ritense, de SP.


Fundada em 25/01/27, a agremiação começou a disputar as divisões de acesso a partir dos anos 60, e ficou nessa toada por muitos anos. Ao todo, foram 20 participações, a maior parte delas na 3ª Divisão, com algumas passagens esporádicas na 4ª e 5ª.


A última vez que vimos a Santa Ritense no futebol profissional foi em 2004. Desde então, o clube passou apenas a administrar seu patrimônio social, que pelo que dizem, é consideravelmente grande. Mas quem quer que queira ver a Vermelhinha em ação, a equipe disputa o campeonato amador da cidade, mandando suas partidas no estádio José Pereira da Silva (que abriga até 5,500 torcedores), estádio que sempre foi a casa da AASR.


Seria bom ver a Santa Ritense voltar ao profissionalismo, mas apesar de possuir um grande patrimônio, seria muito arriscado voltar às competições oficiais da FPF. Sobre os torneios amadores de Santa Rita do Passa Quatro, poucas são as informações disponíveis (ou seja, quem quer que saiba algo à respeito, por favor compartilhe). Sobre a camisa em si, aparentemente ela é dos anos 90, pois divide o mesmo layout que o da Matonense, por exemplo, o que é justificável pelo fato de ambas terem sido confeccionadas pela Elite (que por sinal voltou à Matonense). Mas não consigo especificar o ano, algo a partir de 99, ano de sua última volta ao profissionalismo.

Quem tiver qualquer informação, história ou causo sobre a Santa Ritense, por favor compartilhe conosco. Há mais por vir na quinta feira, pelo menos assim espero. Até lá.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Distintivos

É certo que uma das características mais marcantes de um clube é o seu distintivo, que geralmente é resultado de um processo histórico regado à tradição, inovação, dificuldades, ou qualquer outro fator. Com o passar do tempo, vários foram os distintivos que sofreram alterações, e perfeitamente crível que na ocasião em que essas mudanças ocorreram, nem todos as aceitaram. Sempre acreditamos que na época em que vivemos, não haverá alteração alguma, mas até aqui mesmo no Brasil, elas ocorrem, de maneira discreta, é verdade, mas ocorrem. Basta analisar o brasão da Portuguesa, Olímpia e Primavera, todos com alterações sensíveis (ainda que a da equipe de Indaiatuba tenha sido a mais drástica), cada qual motivadas por fatores próprios.

Nessa linha, perambulando por alguns sites, me deparo com o Love Football, Hate Football, que possuí a premissa de sugerir alterações nos escudos de algumas equipes, seja seguindo a tradição, incorporando vários elementos da História do clube em um novo distintivo, ou por uma questão meramente estética, mas não gratuita. É uma proposta ao menos interessante, o que faz o site valer uma olhada....

domingo, 5 de maio de 2013

Regularização

Andei percebendo uma coisa: a maior parte dos blogs, sites e derivados que abordam futebol possuem alguma padronização. Pensando nisso, tentarei algo do tipo. Assim sendo, digo; todas as terças, quintas e domingos haverá material novo no blog. Se não houver, haverá compensação somente nessas datas. Isso deve facilitar na agenda, além de facilitar aos leitores, que creio eu, não tem tempo de ficar verificando um material que é publicado em uma frequência aleatória.

Aviso dado, cumprirei com esse passo, para melhorar mais isso aqui. Dito isso, saludos.

Guia da Segunda Divisão Paulista 2013 - Ilha Solteira

A Segunda Divisão Paulista é uma das competições mais democráticas do Brasil, quiçá, do planeta. Nela, vemos clubes de várias regiões do estado de São Paulo, que possuí uma diversidade futebolística invejável. Ano passado mesmo, a quilometragem entre as cidades sede de São Vicente e Votuporanguense foi a maior de todos os tempos em uma final (590 Km). Esse ano, teremos a volta de um time de uma cidade ainda mais longe que Votuporanga; trata-se do Ilha Solteira.




Nome: Associação Esportiva Ilha Solteira

Fundação: 01/12/93

Estádio: Frei Arnaldo Castilho (capacidade para  5, 540 torcedores)

Cidade: Ilha Solteira ( população de 25, 071 habitantes - IBGE 2010)


De certa forma, o retorno do Ilha Solteira foi surpreendente. Afastado das competições profissionais desde 2010, poucos apostavam que o time retornaria, e o apostavam não só pelo tempo afastado. O retrospecto do AEIS em competições paulistas não é nada bom. A equipe nunca conquistou grandes coisas no futebol, e sempre teve de lidar com uma série de dificuldades, financeiras e estruturais, só para ficar em duas. Por isso, além de surpreendente, a intenção dos dirigentes de voltar com o futebol profissional é ao menos briosa.

Mas é certo que eles não pretendiam retornar para tomar pau, e anunciaram que as coisas seriam diferentes, já que contariam com o apoio de uma série de parceiros regionais, entre eles uma Usina local (à qual não encontrei o nome - ou seja, se alguém souber, compartilhe), além da prefeitura ter prometido reformar o estádio Frei Arnaldo. Com isso, passou-se a ter o acesso como um sonho distante, o que em comparação com os anos passados, é um baita de um progresso.

Contudo, a estreia do time foi difícil. O primeiro jogo ocorreu em casa, mas o estádio estava interditado (ao que tudo indica, as obras prometidas ainda não começaram)

. Para completar, por problemas de documentação, o técnico Solito Alves (que estava à frente do time em 2010) pôde contar com apenas 9 jogadores em campo (não haviam sequer reservas, o quê em um jogo às 10:00 é de matar). Nessas condições, os 4 x 1 aplicados pelo AEA eram até esperados.

A partir disso, muitos pensaram que a equipe repetiria as cenas dos últimos anos, em que perdia mais pontos nos gabinetes do que em campo, isso quando não desistia da competição. Mas com o empate (1 x 1) fora de casa ante o Bandeirante, os prognósticos de fracasso da AEIS se arrefeceram, pelo menos por enquanto. Novos jogadores já foram contratados e inscritos, e de agora em diante, pelo menos o Ilha Solteira entrará com 11 em campo.

Ainda que a competição ainda esteja no início, o que dificulta uma análise sobre o potencial da equipe (além do mais, a menos que algum jogo seja televisionado, dificilmente verei o AEIS). Mas tendo em vista todos os problemas estruturais que o clube apresenta, creio que brigar pela qualificação já será um lucro. 

domingo, 28 de abril de 2013

Guia da Segunda Divisão Paulista 2013 - União Mogi



O ano do centenário tende a ser um ano especial, não sem razão. Esse será o caso do União em 2013, que usará a motivação dessa efeméride para buscar dias melhores. Contudo, a motivação por si só e insuficiente, mas o União mostra mais do que isso.



Nome: União Futebol Clube

Fundação: 07/09/2013

Cidade: Mogi das Cruzes (387,779 habitantes - IBGE 2010)

Estádio: Municipal Francisco Ribeiro Nogueira, popularmente conhecido como Nogueirão (capacidade para 10 mil pessoas)

Títulos: Segunda Divisão (2006)


Ao contrário de 2012, quando a equipe partia para a disputa da Segundona em uma situação um tanto quanto periclitante, o otimismo é a tônica de 2013, tanto é verdade que não se esconde de ninguém que a meta é subir para A3. Essa linha de pensamento faz parte do programa "União na Mais Alta Divisão", que visa colocar a Serpente do Tietê na A1 do Paulista, para a partir daí, poder alcançar competições de âmbito nacional. De fato é um plano bem ambicioso, como a muito não se via, especialmente nessa divisão. A pedra fundamental desse programa é o planejamento a longo prazo, e os parceiros do União (que vão de empresas privadas até o poder público - que cabe salientar que não investirá dinheiro público no time, mas ajudar na captação de recursos) estão cientes disso, assim como estão cientes de que a torcida tem papel importante nesse processo. Foi lançado um programa de sócio-torcedor (medida que já não é tão rara entre os clubes dessa divisão), que virá com ações de marketing, provavelmente em cima do centenário.

Como era de se esperar, todo esse investimento está gerando expectativas, e como já dissemos, o objetivo é o acesso, logo, será necessário montar um time à altura de tais expectativas. A bem de verdade, os nomes que o União dispõe não são dos mais conhecidos, mas de todo jeito, esse é o cenário geral da competição, então, não é algo propriamente ruim. Nesse ínterim, destaco o atacante Jefferson Chumbinho, vindo do Comercial - MS, que no entender do técnico Paulo Mulle, será a referência no ataque do time, isso no alto de seus 27 anos (vale lembrar que essa é uma competição sub-23, que permite que 3 atletas acima dessa idade estejam em campo). Sobre o treinador, Mulle (que é conhecido na região, pois treinou o ECUS em 2011) trabalha com o time desde janeiro desse ano, e pôde realizar uma série de amistosos contra equipes que compõem essa divisão, e até que se prove o contrário, saiu invicto (explica-se; o time empatou em 0 x 0 com o Atibaia e venceu o Guarulhos por 1 x 0. Outros dois amistosos foram disputados, contra o São Bernardo e o Grêmio Mauaense, mas não pude encontrar os resultados dessas duas partidas).

O primeiro passo já foi dado; empate fora de casa contra um desestabilizado Jacareí. A próxima partida será o dérbi da cidade, contra o Atlético Mogi, e a partir daí poderemos ter uma ideia precisa do que o União pode fazer.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Pesquisar e Compreender

Há um tempo atrás, o portal lusitano Futebol Magazine publicou uma reportagem afirmando de maneira categórica que a maior parte dos 1000 gols que Pelé fez foram em jogos amistosos, ou de torneios inferiores. Antes de continuar, logo digo; não procuro defender a imagem do dito Rei do Futebol, nem dar uma de ufanista. Pelé foi um grande jogador e ponto, não me interessa se ele é considerado ou não o melhor da história, nem defender ou questionar qualquer outra marca que ele possa ter atingido. Para dizer que um é melhor que outro, é necessário comparação, e isso é problemático, sem falar que é um porre.

Isso dito, vamos às considerações. No estudo, os membros do FM afirmam, não sem razão, que a maior parte dos gols de Pelé foram em campeonatos estaduais, mais especificamente, o Paulista. Como é sabido, os Estaduais são uma exclusividade do Brasil. Assim sendo, partiram do princípio de que os aletas europeus estariam em desvantagem, já que um campeonato regional não pode ser considerado como nacional, além de possuir um nível mais baixo. Além do mais, a partir do momento em que a Taça de Prata e o Roberto Gomes Pedrosa foram efetivados como edições do Campeonato Brasileiro, os europeus passaram a contar os gols de Pelé nesses torneios, deixando os feitos no Paulista em 2º plano, ou simplesmente como "não oficiais".

Tendo isso em vista, afirmo que há um desconhecimento geral sobre a organização do futebol brasileiro, e não culpo os europeus disso; eles não tem nenhuma obrigação de conhecer isso aqui, assim como eu ignoro como funcionou, funciona e pode funcionar as divisões inferiores do campeonato português. Contudo, cabe salientar que caso eu vá publicar algo sobre qualquer campeonato de qualquer rincão do mundo, além de seu funcionamento, devo entender seu significado subjetivo, além do contexto do país no período.

Na época de Pelé, os Estaduais possuíam uma imensa importância, além de possuírem um nível técnico maior do que se supõe. Outro ponto é que ao contarem os dois campeonatos nacionais de então, cabe dizer que eles eram bem mais curtos que os campeonatos europeus do período. Vamos aos números.

Na Taça Brasil, times do eixo Rio - São Paulo poderiam ser campeões com apenas 4 jogos disputados. Em contrapartida, os clubes das demais regiões do país, como por exemplo o Bahia, que venceu a primeira edição do torneio, em 59, disputou 10 partidas, bem mais que o campeão de 64, o Santos, e bem menos que qualquer campeão da Bundesliga no período. No Roberto Gomes Pedrosa, o campeão de 67 (Palmeiras) jogou 20 vezes, e até 70, última edição do Robertão, os campeões jogaram 19 partidas. O torneio Rio - São Paulo também foi usado como efeito de comparação. Os regulamentos da época também não primavam pela uniformidade, mas era certo que um time poderia ser campeão com menos de 15 partidas.

O estudo citou o atacante alemão Gerd Müller, então usemos a Bundesliga, campeonato instituído em 63-64, justamente o ano que Müller começou no profissionalismo (no 1861 Nördligen, que militava nas divisões inferiores do país). A Bundesliga sempre foi um torneio de pontos corridos de turno e returno, com 30 rodadas nos dois primeiros anos, expandindo para 34 rodadas, padrão que é usado até hoje. Além disso, havia a Copa da Alemanha, coisa que no Brasil só passou a ocorrer em 89.

No caso brasileiro, se jogava menos nas competições nacionais do que na maioria dos países da Europa. Àquela época, levando-se em consideração as dimensões do território brasileiro, era extremamente difícil organizar um campeonato nacional, o que aumentava a importância das disputas estaduais. Outro ponto é que os estaduais serviam como uma espécie de qualificatório para as disputas nacionais. Nesse bolo todo, ao incluirmos as disputas Nacionais e Estaduais, pode-se dizer que no Brasil se jogava mais. E ainda haviam as excursões promovidas por dirigentes ávidos por lucro. O próprio João Saldanha afirmava (no livro Histórias do Futebol) que se fazia uma excursão para o interior de algum estado para 2, 3 dias depois, ir para uma disputa oficial.

Então podemos dizer que Pelé só marcou tantos gols por ter jogado bem mais que seus concorrentes? Talvez, isso fica à gosto do freguês (mas é fato que grande parte dos gols de Edson saíram desses jogos amistosos). O foco aqui era dizer que; ao se falar de futebol, especialmente o de um outro país qualquer, que se estivesse ciente de suas peculiaridades. Somente.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

La Pelota Virtual

Em todos esses anos de blog, nunca me ocorreu falar de games. Era uma ideia óbvia, mas quantas vezes nós demoramos à ter ideias óbvias? Tenho certeza de que muitos que passam um tempo aqui jogaram, e ainda jogam, algum game do tipo, seja o moderno FIFA 13 ou o Ronaldinho Soccer. Aproveitando a deixa, anuncio que estou colaborando com o ilustre Lucas Prado no blog Era dos Games, contribuindo com análises e outras coisas do gênero. O texto que coloco aqui aborda um game com uma ideia genial; colocar todas as seleções inscritas na FIFA, e permitir que o jogador dispute as eliminatórias e a Copa do Mundo; trata-se de FIFA 98: Road to World Cup. Esse foi só o primeiro de uma série de textos sobre games futebolísticos, mas não tenho nenhuma ideia de sequência, então, sugestões serão bem vindas. 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A 5ª Vaga

É fato sabido que a diretoria do Palmeiras anunciou que encerraria as atividades de seu time B, e a bem de verdade, essa notícia não causou lá muita comoção. Contudo, não dá para negar a importância do Palmeiras B, primeiro (e agora último) time do gênero, além do fato de ter sido um tradicional frequentador das divisões de acesso do futebol paulista. A meu ver, um de seus momentos mais marcantes foi aquele jogo contra o time principal pela Copa São Paulo de 2005.

Mais uma vez a máquina estava indisponível,
forçando o uso do celular, que não decepcionou
Infelizmente, vi muitos times acabarem, mas nenhum deles anunciou com antecedência que iria abandonar as disputas. Assim sendo, não dava para negar que era algo especial, então, lá fui eu pra Javari, onde o time mandou suas partidas nos últimos tempos. O adversário seria o Sertãozinho, e muita coisa estava em jogo. Era a última rodada da 1ª fase da A3, e ainda faltava definir quem iria para a 2ª fase e quem seria rebaixado, além é claro daqueles que não almejavam mais nada. A partida em questão não era "somente" a última do Palmeiras B, mas estava valendo a vaga para o Touro dos Canaviais, além de mais um rebaixamento para a agremiação do Palmeiras, o que vêm se tornando pitoresco.

Tudo isso contribuía para que o ambiente pudesse ganhar um ar melancólico, ainda por cima pelo fato de tal partida ter tido apenas 58 pagantes, com renda total de pouco mais que R$ 700. Dentre estes 58, lá estavam os companheiros Folego, Colucci, Pucci, Professor Cosme, Orlando e Fernando (os dois últimos membros do Jogos Perdidos), esperando uma vitória do Palmeiras. Por quê? A decisão do Palmeiras B acabar é irreversível, e caso permanecesse na A3, deixaria como legado uma 5ª vaga para acesso na Segunda Divisão, afinal, a A3 2014 não poderia ficar com 19 clubes. Dos males, o menor.

Sobre o jogo em si, o Sertãozinho começou melhor, mas em uma rápida troca de passes, Juninho marcou em um belo chute cruzado, aos 7 min. A partir daí, a partida ficou equilibrada, e o Sertãozinho empatou oas 25, com Piter, em um lance que não vi, pois estava acompanhando os demais resultados e a classificação, mas quem viu afirma que foi frango do arqueiro Geovanni. Pouco tempo depois, ainda no primeiro tempo, nos 38, Chico de pênalti, virou para o Palmeiras, e assim com um 2 x 1, a partida foi para o intervalo, e um clube qualquer da Segundona sonhava com uma chance a mais.

Ingresso do jogo...
O 2° tempo parecia que ia começar de maneira tão equilibrada quanto o 1º acabou, mas um lance fortuito tratou de acabar com essa impressão. Um descabeçado mete a mão na bola de maneira totalmente desconexa, e o árbitro apontou para a marca do cal, de maneira relutante, e depois de muitos berros, e o tiro foi desferido por Pedrão, aquele mesmo, aos 3 minutos. Até aquele momento, era o melhor jogo da rodada. Quem quer que pensasse que o Palmeiras B iria tirar o pé, por uma parte significativa do time não ter ideia do que faria após a A3, estava se enganando. O time teve brio, sempre buscando o resultado, que veio com o 3º gol, marcado por Marcos Paulo, 7 minutos após o empate do Sertãozinho. O time não queria cair, prova disso é que Geovanni, sempre que seu time ia ao ataque, perguntava para nós qual era a situação de momento. Jogadores perguntando resultados para o público presente...coisas da Javari vazia. Naquele momento, o Palmeiras B permanecia, e quem cairia seria o tradicional América, que faria companhia ao São Vicente (que bateu e voltou), Barretos (que bateu por pouco mais tempo, e também vai voltar) e pelo União São João (que ao que tudo indica, não vai voltar - para o topo - tão rapidamente). Da parte do Sertãozinho, o clube grená estava ficando de fora da 2ª fase, lugar que até algumas rodadas atrás era seu, de maneira inquestionável, mas que com algumas pixotadas, a situação periricava. Deixou de periricar com o gol de Adriano, quase o final do jogo, depois de um abafa lascado, além da bola ter rebatido em um sem número de jogadores antes de entrar nas redes.

...e a FPF ainda mata o fã de futebol. Os vinte mangos
cobrados na entrada devem ter colaborado
para afasta o público.
Logo após que os jogadores do Palmeiras levaram a bola para o meio de campo, Geovanni nos perguntou "e agora?", e respondemos "está caindo, só vai sair se vencer", e teve como tréplica uma careta, afinal, o jogo já nos 43. Ainda deu tempo entre um entrevero envolvendo Pedrão e um reserva do Palmeiras,  que há de se admitir, tinha cojones, pois era muito mais baixo que o 11 do Sertãozinho, além estar com o braço quebrado. O resultado de tudo isso é que depois de algumas desinteligências, Pedrão, e mais algum, que eu não consegui perceber quem era, foram expulsos. Nem com os acréscimos o time teve forças para buscar o resultado.

Assim acabava o Palmeiras B, com um empate com gosto de derrota. Da parte do Sertãozinho, a equipe vai continuar no certame, e agora irá dividir o grupo 1 com São Bento, Inter de Limeira e Itapirense. Em relação à Segundona, esta terá apenas 4 vagas para acesso. Não sou bom com epílogos, mas é estranha a sensação de que não irá mais se ver uma equipe, ainda que esta encarne uma outra com muita visibilidade. Acho que é uma boa deixa para acabar isso agora.

sábado, 13 de abril de 2013

Futebol no Quirguistão


No espaço de um ano, o Quirguistão saltou do 195º lugar do Ranking da FIFA para a 142ª posição. Pouco expressivo, de fato, mas a coisa ganha mais significado quando vemos que é a seleção que mais ganhou posições entre abril de 2012 e abril de 2013.

O país nunca se destacou no futebol soviético, jamais colocando nenhum representante em toda a história do campeonato local. Nesse pouco honroso retrospecto, fazem companhia com o Turcomenistão. Ainda assim, o futebol quirguiz naquele período era melhor que o atual. Saudosistas lembram de como o estádio Spartak ficava lotado quando os dois maiores rivais do país se encontravam; FC Alga Bishek e FC Alai, de Osh. No Quirguistão, a divisão entre Norte e Sul é muito clara, e cada um desses clubes representava esse regionalismo; o Alga era do Norte, e o Alai, do Sul.

Com a dissolução da União Soviética, o Quirguistão finalmente teria um campeonato para chamar de seu, assim como uma seleção nacional, mas os tempos eram outros, e muitas dificuldades vieram. Falemos primeiro da seleção em si.

O primeiro jogo foi em 23/08/92, contra o Uzbequistão, na casa do rival, e terminou com uma derrota de 3 x 0. A primeira vitória só viria em 96, mais especificamente no dia 02/02, em um 3 x 1 aplicados Iêmen, nas eliminatórias para a Copa da Ásia, que foram disputadas na Arábia Saudita. A partir disso, vieram mais 16 vitórias, um número razoável de empates e uma quantidade quase incontável de derrotas. O maior sucesso do time foi um 3º lugar na AFC Challenge Cup (torneio destinado às seleções tidas como emergentes no cenário asiático) em 2006.

Em relação aos clubes, o cenário também não é dos melhores. Com o advento da economia de mercado, tanto Alga quanto Alai perderam espaço para equipes financiadas por grandes corporações, sendo o maior exemplo disso o Dordoi Bishek, atual campeão do país, que tem um total de 10 títulos, sendo que 6 foram conquistados de maneira consecutiva. O Dordoi pertence à maior rede varejista da Ásia Central, a Dordoi Bazaar. Para ser mais exato, A Dordoi Bazar é um mercado popular, uma espécie de Mercadão do Brás, só que mais organizado, gigante (reza a lenda que o negócio possui mais de 1km de extensão), que revende produtos chineses para a população quirguiz, além de seus vizinhos. Outros times que apresentam crescimento no futebol quirguiz ou pertencem à empresas ou recebem apoio político, caso do já citado Alga, que após passar por uma grande crise, passou a receber apoio do governo da capital, mais como maneira de auto-promoção dos estadistas do quê incentivo ao esporte em si.

Nessa toada, o Alga (que é 2º maior vencedor do campeonato nacional, com 5 conquistas), é o maior detentor de títulos da Copa do Quirguistão, com 8 conquistas. Um rápido adendo sobre a Copa do Quirguistão; o Alga é o maior vencedor, mas o Dordoi vêm logo atrás, com 5 conquistas. Outro destaque vai para o FC Zhasthyk-Ak-Altyn Kara-Suu, que representa a cidade descrita na última palavra de seu nome. O Clube ostenta o inglório recorde mundial de perder 6 finais consecutivas, além de ter perdido mais uma em outra ocasião.

Fugindo das curiosidades, a quantidade de torcedores quirguízes diminuiu, se levarmos em consideração os relatos de pessoas que vivenciaram o esporte nos tempos soviéticos, mas o futebol já superou alguns esportes tradicionais, como disputas à cavalo e lutas, basicamente por motivos simples; basta um espaço razoavelmente plano e uma bola. Pelos relatos obtidos, percebe-se que há um consenso entre torcedores, dirigentes e atletas sobre o que fazer para melhorar o nível do futebol local; maior investimento nas categorias de base. Isso é uma solução óbvia para qualquer lugar, mas o desafio quirguiz é como fazer isso em uma economia que não é das mais expressivas.

Para nós aqui do Ocidente, e de certa forma para os países mais próximos do Quirguistão, informações são raras. Já é sabido que o país foi eliminado nas qualificatórias para a Copa do Mundo de 2014, isso ainda em 2011 (o algoz foi o Uzbequistão, que aplicou 7 x 0 no placar agregado). É difícil cravar se o futebol do país dará aquele "salto-evolutivo".

Ah, creio ser necessário responder a pergunta; como um país que possuí tanta dificuldade no futebol conquistou tantas posições no Ranking da FIFA. Basicamente, os quirguízes venceram a maior parte das partidas que disputaram nesse espaço de tempo (relembrando, abril de 2012 à abril de 2013), que foram 4 no total. De fato, as seleções tidas como alternativas jogam pouco, e os resultados não são dos mais expressivos; vitórias contra Tadjiquistão, Macau e Paquistão, todas pelo placar simples. O único revés se deu contra o Cazaquistão, em 2012; um 5 x 2 para os cazaques, que atuavam de mandantes. Realmente não é muito, mas este deve ser um bom momento para o futebol quirguiz.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Guia da Segunda Divisão Paulista 2013 - Taboão da Serra


Quando a FPF divulgou a lista das equipes que participariam do certame, o nome do Taboão da Serra não estava entre elas. O rebaixamento da A3 de 2012 complicou, e muito, a situação financeira do clube, e uma ausência não seria improvável. Contudo, essa lista da FPF surpreendeu até mesmo os mandatários da agremiação, que fizeram uns corres e eis que o CATS foi incluso, e dá pra dizer que o objetivo do Cão Pastor vai muito além de simplesmente disputar a competição.


Nome: Clube Atlético Taboão da Serra

Fundação; 12/12/1985

Cidade; Taboão da Serra (244, 719 habitantes)

 Estádio; Municipal Vereador José Feres (capacidade para 7,000 viventes)


Títulos; Paulista B2 (2004) e Paulista da Segunda Divisão (2010)


Para esse ano, o Taboão da Serra está montando um dos plantéis mais experientes de toda a competição. O clube acertou as contratações do atacante Toninho e do meia Kanú, do lateral Zanella e do goleiro Sérgio, aquele mesmo, que prestou bons serviços por muitos anos no Palmeiras. A equipe disputou um amistoso com o Corinthians na Fazendinha (4 x 0 para os mandantes, sendo que 3 gols saíram no 2º tempo, quando o Taboão mandou os reservas pro jogo), em que o avançado Bina, que fez parte do elenco do CATS campeão da Segundona de 2010, jogou, mais para manter a forma. Se não aparecer nenhuma outra proposta, é possível que Bina volte a envergar a camisola do CATS. No comando disso tudo aí está o técnico Moisés Macedo, que esteve à frente do clube no ano passado.

Todos são jogadores com muita tarimba, fato, mas tradicionalmente, o Taboão aposta muito nas categorias de base. É difícil dizer se essa será a tônica desse ano, mas o clube já pensa no futuro ao fechar parceria com a prefeitura e com as escolinhas de futebol da cidade. Tanto é assim que cerca 600 jogadores, a maioria sub-17, fizeram testes para o clube, sendo que alguns foram selecionados para integrar as categorias de base do clube. O resultado disso será visto nas próximas edições, então, só nos resta aguardar, e enquanto se aguarda, olhemos para coisas mais imediatas.

Para agora, uma novidade é que a prefeitura fala em trocar o relvado do Feresão, passando a adotar a grama sintética, que julgam ser de manutenção mais barata. Caso isso se confirme, será uma dificuldade à mais para os adversários, que num primeiro momento (que pode vir a ser o único momento do time na competição), serão Desportivo Brasil, Elosport, Cotia e Osasco. 

Em relação aos seus adversários de Grupo 5, o Taboão tem totais condições de buscar a classificação. Já em relação à acesso, fica um pouco difícil colocar o clube entre os favoritos, pois apesar de ter jogadores experientes, não se foi falado muito de "conjunto", coisa que outras equipes podem dizer que tem. É pouco conclusivo, de fato, mas só resta esperar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Fotos - Corinthians de Santo André, década de 50


Essa é uma foto do Corinthians FC, de Santo André, da década de 50 (pelo menos foi o que o dono da foto supõe). A partida é contra o São Paulo, um amistoso realizado no estádio Américo Guazzeli, em Santo André. O espaço do estádio ainda existe, mas sofreu alterações, dado que o Corinthians atualmente é um clube social. O dono da foto imagina que ela seja da época citada pelo fato da camisa ser extremamente parecida com a que foi usada na partida que o Corinthians jogou com o Santos, que ficou marcada pelo 1º gol profissional de Pelé. É para se confiar, afinal, a pessoa com quem consegui isso foi não só testemunha ocular do fato, como foi o escrivão responsável por registrar os dados da partida nos arquivos da Liga Santoandreense de Futebol, Sr. Nelson Cerchiari, o ilustre torcedor do Santo André. Infelizmente ele não pôde se lembrar de parte do nome dos atletas que compõem a foto.

A foto está pequena, fato, mas o blogspot não permite mais uma regulagem "manual" das fotos, dando sim tamanhos pré-definidos, mas é só clicar na foto que está tudo certo. 

Quem quer que conheça, ou tenha jogado nesse time, que possa ajudar, sinta-se à vontade à fazê-lo (serão levados em consideração todos as pessoas perfiladas, entre jogadores, membros da comissão técnica e diretores, exceto esse sujeito de óculos na extrema esquerda, que mais parece estar perdido na foto) ;

De pé: ???, ???, ???, ???, ???,  Orlando, Waldemar , ???, ???, ???

Agachados: Armandinito, ???, ???, ???, ???, Wilson Apolônio, ???

domingo, 7 de abril de 2013

Camisas - XV de Indaiatuba

Bendita agenda, essa que me tira tempo de postar aqui com a frequência desejada. As coisas se acertaram (pelo menos creio que), e vou poder voltar a escrever aqui rotineiramente. Essa semana, tive uma ideia, que a muitos pode ter sido óbvia, mas confesso que nunca havia me passado pela cabeça. Tenho algumas camisas aqui no meu acervo, a maior parte de clubes que militam, ou que militaram, no futebol paulista. Ora, por quê não escrever sobre elas? Afinal, tenho algumas aqui que ignoro quando foram feitas, e principalmente, desconheço muita coisa sobre esses clubes, e tenho esperança de que alguém que saiba algo passe por aqui e deixe sua contribuição.

Pelo título do post, já dá para saber qual é a camisa de hoje; do Esporte Clube XV de Indaiatuba, que já dividiu as atenções da cidade com o Primavera.

Fundado em 1949, resultado de uma fusão entre dois clubes da cidade (o Operário e o 13 de Maio), teve como inspiração o mais famoso XV do Brasil, o de Piracicaba, o que não deixa de ser curioso, afinal, geralmente os clubes da capital servem como inspiração. Na maior parte de sua história, o XV de Indaiatuba militou no futebol amador da cidade, onde está até hoje. Contudo, nos primórdios de sua existência, se dedicou à bocha, pois não haviam muitos espaços disponíveis na cidade para a prática do futebol, até que o Primavera (muito gentilmente, diga-se de passagem), permitiu que se usasse sua cancha, o Ítalo Mario Limongi, o que durou pouco, pois já em 52 o time conseguiu um espaço próprio. Além da experiência bochófila, o clube participou em competições organizadas pela FPF, em tempos em que a entidade era mais democrática. Na procura por dados sobre esses campeonatos, encontrei uma divergência de dados; algumas fontes apontam que o clube participou somente de uma edição, à de 73, enquanto outras, apontam duas participações, mas ainda assim, há divergências; algumas apontam 76 e 77, outras, dão como certo que o clube disputou as edições de 76 e 78.



O clube ainda se mantêm no mesmo estádio, àquele que foi inaugurado em 52, onde provavelmente mandou os jogos do(s) Paulista(s) que disputou, o qual é simplesmente conhecido como "Estádio do XV de Novembro". Em torno do estádio fica a sede social do clube, um espaço de 15 mil metros quadrados que é constantemente assediado por empreiteiras, graças à especulação imobiliária, afinal, além do tamanho do terreno, o patrimônio do XV está em um local bem localizado na cidade. Seja como for, a agremiação manda seus jogos lá. Seu último título foi o título municipal de 2004, que era organizado pela LIDI (Liga Regional Desportiva Indaiatubana), que deu lugar à AIFA (Associação Indaiatubana de Futebol Amador), que foi fundada em 2006, à qual o próprio XV é membro fundador (mas ainda não ganhou nenhum título organizado pela entidade máxima do futebol indaiatubano).



Sobre a camisa em si, evidentemente ela não é da época do profissionalismo. É difícil determinar o período em que ela foi feita, logo, se alguém tiver ideia aproximada do ano, contribua. A consegui em um bazar de roupa usada em Santo André, por um valor módico, o qual não lembro, e que incluiu uma outra camisa, do Uberaba.

Certamente seria muito bom rever o clube no futebol profissional, mas a diretoria do clube afirma que não pretende ingressar em nenhuma disputa do tipo, dado os valores simplesmente proibitivos para tal empreitada. Assim sendo, nos resta ver o XV atuando no futebol amador da cidade, e buscando um tão sonhado título. Uma oportunidade pode vir logo esse mês, com a 7ª Copa AIFA de Futebol de Campo, que deve ser uma competição muito interessante,competição essa que gostaria muito de poder ver de perto.

domingo, 24 de março de 2013

Guia da Segunda Divisão Paulista 2013 – Radium


Podemos dizer que 2012 foi um ano bem sem sal para o Radium. Uma campanha discreta na Segundona e um péssimo desempenho no sub-17 (a 2ª competição organizada pela FPF que o clube ingressou).


Nome: Radium Futebol Clube

Fundação: 01/05/1919

Estádio: São Sebastião (capacidade para 5 mil torcedores)

Cidade: Mococa (população de 66, 303 moradores – IBGE/2010)

Títulos: Paulista do Interior e Série A2 (ambos em 1950)


Depois de um ano de ausência, o Radium voltou em 2012, para conquistar apenas 1 vitória e 4 empates. Frustrante, no mínimo. No sub-17, o clube venceu mais; 2, das 14, partidas disputadas.

Para 2013, acreditamos que o clube possa apresentar mais, afinal, se preparou como poucos. No final do ano passado, o Verdão da Mogiana foi para um programa de preparação na Coréia do Sul, onde disputou 3 amistosos contra equipes locais, obtendo 2 vitórias (4 x 0 contra o Yongin e 2 x 1 contra o CAU) e 1 empate (3 x 3 contra o Incheon United).

A equipe obteve bons resultados em sua excursão na Ásia, fato, mas já em 2013, houveram alguns percalços. O técnico que comandou o Radium naquela oportunidade, Ricardo Silva, deixou a equipe. A diretoria já definiu um substituto;  Natanael, que já estava no clube, como treinador das categorias de base.

Da parte que entra no campo, a equipe conta com o retorno do atacante Trevor, que estava no Kasetsart University, equipe que milita na 2ª Divisão do futebol tailandês. Destaque também para o goleiro Rafael, o zagueiro Marcão e o lateral Wesley.

Da outra parte que entra em campo, mas não no gramado (afinal, torcida também influi na partida), o São Sebastião está limpo e asseado, apto à receber o público. Até o momento, não encontramos informações sobre planos de sócio-torcedor ou outra medida para chamar a atenção do público, então, quem quer que tenha alguma informação à respeito, por favor, compartilhe-a conosco.

Dito tudo isso, como já cravamos, o Radium pode sim fazer uma campanha digna, melhor que a vista ano passado, mas quanto à brigar pelo acesso, vemos equipes melhor preparadas, e pelo menos em uma primeira observação, mais qualificadas. Mas novamente batemos na tecla; a competição é longa, e muita água vai passar pode debaixo dessa ponte. Quem sabe não vemos o Radium na tabela da A3 em 2014?